A tecnologia a favor da comunicação de mão dupla | By Gustavo Caetano

Na rotina das instituições de ensino, é muito comum que os estudantes aprendam que é fundamental introduzir a comunicação de mão dupla nas empresas em que irão trabalhar futuramente. Afinal, ter a capacidade de emitir e receber informações de forma eficiente pode mudar os rumos de uma companhia.

Quando de fato chega ao mercado corporativo, a comunicação mão dupla é ainda mais importante. Ouvir e assimilar as informações vindas dos funcionários é tão essencial quanto saber passá-la adiante de forma eficiente. Ao longo dos últimos anos, as organizações começaram a entender que o capital humano é o mais valioso. Desde então o investimento em treinamento e desenvolvimento não param de aumentar. Soluções que transformam a forma de comunicação entre empresa e funcionário também não param de surgir e de evoluir.

Segundo a 13º edição do Panorama do Treinamento no Brasil, em 2018 foram investidos uma média de R$ 2,21 milhões em treinamento e desenvolvimento no país. Esse valor representa 1,62% das despesas com folha de pagamento. Levando em conta esses números, fica evidente a preocupação das companhias em proporcionar melhorias na qualidade de vida profissional de seus colaboradores. Mesmo assim o Brasil ainda está atrás de outros países nesse sentido. Por isso, sempre ressalto que é preciso abrir os olhos e enxergar as oportunidades que estão em volta.

E assim como na maioria das áreas, a tecnologia pode ser uma grande aliada para auxiliar na melhoria ou até mesmo na criação de uma comunicação de mão dupla. Soluções que entregam além do compartilhamento de informação, a possibilidade de ouvir o outro lado, permitir que o funcionário também possa gerar seu próprio conteúdo, dar e receber feedbacks, entre outras facilidades, pode ser uma excelente ideia. De forma online, personalizada e simples, é possível criar a cultura de comunicação de mão dupla.

Entre as vantagens, podemos destacar um ambiente organizacional mais horizontalizado, em que todos se sentem à vontade para expor sua opinião. Outro ponto de extrema importância é a redução do turnover, já que a equipe se sente mais parte do negócio, e desta forma tende a ficar por mais tempo na empresa. Outro diferencial deste tipo de comunicação é ter a oportunidade de ouvir os funcionários e assim promover melhorias no clima organizacional, proporcionando mais engajamento entre os colaboradores e mais qualidade de vida entre ambos.

Por fim, a tecnologia está aí pronta para ser utilizada. O que precisamos é explorá-la de forma mais eficiente e entender que ouvir seu funcionário é a melhor arma para alcançar os melhores resultados. Eles são o motor da empresa e precisam ter consciência desta importância para seguir trilhando o caminho certo em direção ao sucesso. Quando todas as empresas conseguirem enxergar esse potencial, com certeza teremos profissionais mais satisfeitos e prontos para assumir mais responsabilidades de forma consciente, madura e livre.

Gustavo Caetano é CEO da Samba Tech, que ajuda centenas de empresas a se comunicar melhor com sua audiência por meio de vídeos online. Suas soluções de Educação a Distância, Comunicação Corporativa, Transmissão ao Vivo e TV na Internet cuidam de ponta a ponta, desde o momento que o vídeo sai da câmera até ele ser distribuído para qualquer aparelho conectado à internet. Por meio da tecnologia de streaming, a empresa leva o conteúdo de seus clientes a milhares de pessoas, tornando mais democrático o acesso a uma mensagem de qualidade.

Encaminhamento: Bruno Pinheiro e Juliana Gusmão – PiaR Comunicação e Assessoria de Imprensa | (GC)

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O impacto das tecnologias imersivas nos negócios das empresas globais | By Marcos Trinca

O avanço tecnológico tem transformado a vida das pessoas. Podemos notar essas transformações desde a chegada dos PCs, na década de 80, e como eles mudaram o nosso mundo, seja na forma de aprender, trabalhar e de se comunicar, já com a chegada da internet na década de 90. Desde então, a usabilidade das tecnologias só foi aumentando, ainda mais quando pensamos nos smartphones, que chegaram no início dos anos 2000. Hoje em dia é quase impossível se imaginar sem um desses aparelhos.

Relembrando todos esses cenários, é perceptível notar a mudança de hábitos da sociedade e como as pessoas passaram a consumir informação de formas diferentes. As transformações de consumo são muito constantes e caminhamos para uma nova década de revolução tecnológica, que ronda em torno das tecnologias imersivas, como realidade aumentada (AR) e realidade virtual (VR).

A primeira experiência com realidade aumentada mais próxima das pessoas, sem dúvida, foi a do game Pokémon Go. No jogo, os usuários procuram por personagens do desenho animado e quando apontam o celular para um local físico, visualizam na tela do aparelho os personagens encontrados. Porém, já vivemos um novo momento em que essa mesma tecnologia está sendo inserida em outros segmentos, como indústria, varejo, saúde, educação, imobiliário, entre outros.

Com os investimentos das empresas globais e a preocupação com a maneira de se comunicar com seu público, a grande vantagem desse movimento é para o consumidor, que tem à disposição uma inovação significativa para enriquecer sua experiência de compra, oferecendo uma opção prévia, participativa, motivadora e decisiva para o processo da compra. Por isso, é necessário buscar entender como a sociedade está respondendo aos novos paradigmas de consumo, e a forma de disponibilizar essa tecnologia faz toda a diferença.

Mais que uma tendência, esse recurso já está revolucionando o processo de compra, pois as empresas globais têm buscado inovar na forma de comunicar seus produtos e serviços por meio das tecnologias imersivas. Imaginar que hoje o consumidor pode visualizar o carro que deseja comprar projetado em sua garagem, ou mesmo simular a funcionalidade de um determinado produto, é transformador. Essas soluções estão ganhando destaque no planejamento estratégico das empresas, que pretendem surpreender os consumidores com um diferencial que tende a aproximá-los das marcas, inseridas diretamente em seus smartphones conectados à internet.

Outra ação que repercutiu positivamente foi a de vacinação infantil. A partir de um estudo divulgado em janeiro de 2017 pela Clínica Sansum, na Califórnia (EUA), as crianças que usavam o óculos 3D transmitindo uma história heroica no momento de receber a vacina relataram sentir 75% menos dor e 52% menos medo que as que tomaram a vacina sem o acessório. É incrível ver como a realidade virtual tem o poder de transformar esse tipo de experiência que, muitas vezes, pode ser traumática, envolvendo medo e ansiedade.

O setor de cosmético também tem conquistado resultados interessantes a partir da disponibilização de testes dos itens de beleza em tempo real, como a cor de um batom, o tom de um blush, o efeito que a maquiagem terá no tom de pele, representando comodidade, economia e praticidade para ambos os lados. Poderia citar outros muitos exemplos do impacto das tecnologias imersivas nos negócios e na vida dos consumidores, mas já antecipo que a tecnologia veio para ficar e, o que parecia distante, possível apenas em filmes de ficção científica, está presente em nosso dia a dia com potencial para mudanças significativas. As empresas que olharem para as tecnologias imersivas como uma solução estratégica, ganharão notoriedade e ainda mais competitividade no mercado.

Marcos Trinca é Head de XR da More Than Real, empresa brasileira referência global no desenvolvimento de experiências e soluções de Realidade Aumentada. Há 20 anos empreendendo no mercado de tech, é desenvolvedor, matemático, músico e estudioso do impacto da tecnologia no comportamento da sociedade.

O futuro ao entretenimento pertence? O que pensam os participantes do 66º Cannes Lions?

Do Habilis ao Homo Sapiens, passando pelo Neanderthal, não foi apenas um pulo, mas questões de diversos pulos, os quais se tornaram passos mais largos e ágeis com o passar dos séculos e das novas gerações de PlayStation. Assim, há quem diga que a nomenclatura para as novas gerações, com seus novos hábitos, paixões, comportamentos e gêneros de sensibilidades ao olhar para o mundo, deve mudar a cada 10 anos. Isso está certo? Talvez sim para análises de mercados de consumo. Mas, talvez para aqueles amiguinhos que de vez em quando caem por aqui em visitas rasantes por curiosidade – os chamados teenagers –, essa coisa de 10 em 10 “tem nada a ver”, porque quando eles olham para os irmãos menores em casa, já não mais se reconhecem neles, ainda que não haja mais de três a cinco anos de diferença de idade entre eles. Aliás, mal eles mesmo se reconhecem de um dia para o outro ao se olharem em “espelhos”, tendo ou não chegado ao mercado uma nova geração do PlayStation naquele dia.

Seja como for, quem nasceu entre o início dos anos 1960 e 1980, como eu, leva a pecha de Geração X. Ora, ora, fui transgressora e defendi meus próprios direitos, tanto em casa, como na rua. Do mesmo jeito, repudiei e defendi marcas com unhas e dentes porque precisei de algumas delas para me autoafirmar. Ha, ha, ha… também fiz sexo antes de me casar quando meus pais ainda pensavam em corpo de delito para forçar um casamento por “desfloramento”. E hoje posso contar isso em público sem medo de ninguém. 🙂 Game over para eles, meus pais.

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Radhika Jones, editor-in-chief da Vanity Fair; Bob Gleenblatt, chairman of WarnerMedia Entertainment and Direct-to-Consumer; e a atriz Laura Der

Aqueles que vieram depois de mim e da minha turma, nos anos 1990, ganharam o apelido de Geração Y (ou Millennials). Eu estava junto com eles nessa, sendo que meu caso com a internet somente não foi paixão à primeira vista porque, em verdade, essa paixão aconteceu um pouco antes de ela se tornar realidade concreta, comigo trabalhando nos bastidores para que esse sonho se realizasse. A galera Y cresceu querendo estar conectada a outras pessoas o tempo todo, cheia de vontade de falar muito mesmo sem sair de casa, o que não significa que essa turminha deixou de gostar de viagens e baladas como eu. Via de regra, os Ys chegaram juntamente com a TV a cabo, o computador doméstico e o videogame, porém, continuam ávidos por novos avanços tecnológicos. Ainda bem, pois, do contrário, como conseguiriam conviver harmonicamente com a Geração Z?

É essa, é essa, é essa… a Geração Z está virando a cabeça dos caras que lideram empresas e para elas trabalham em dedicação a diversas atividades das áreas de comunicação, marketing, publicidade e entretenimento. O Cannes Lions 2019 demonstra essa preocupação, porque conferencistas, delegados e jornalistas não param de falar desse povo nascido a partir de 2001.

Como assim, tia? Acabou o abecedário. Que apelido vão dar para os caras que nascerem de 2020 para frente? Pois é. Será que o mundo vai acabar? Ha, ha, ha… Nada a ver. Pensem. A Geração Z desconhece mundos sem a presença de computadores, tablets e celulares conectados em realtime pela internet. E a professora quer que os mais jovens dentre eles abram cadernos de papel todos os dias para escreverem um cabeçalho, de modo que não se esqueçam da data das tarefas passadas na lousa. :-0

A Geração Z faz de tudo e mais um pouco, mas querem ensinar matemática para esses caras por meio de um professor que, na vida, nunca fez outras coisas a não ser contas. Tudo bem, deixemos para lá esse papo de educação e ensino porque esse texto é sobre o Cannes Lions 2019. Ops, acho que não! Tem tudo a ver, em verdade, mesmo que não de modo absoluto. A Geração Z nasceu sem fronteiras em razão das tecnologias de comunicação e informação conectadas globalmente em realtime, por isso, até os caras dessa galera que não gostam de propaganda sabem que os profissionais que participam da programação do Cannes Lions deste ano estão na Riviera Francesa para falar deles, isto é, justamente daquilo que eles gostam e daquilo que não gostam.

Dá para confiar? Na Geração Z? Não, pergunto se dá para confiar no fato de boa parte dos participantes do Cannes Lions 2019 estar realmente interessada em falar sobre as preferências de uma nova geração, e não nas preferências deles próprios, afinal, costumam dizer que publicitários e comunicadores são pessoas em sua maioria bastante voltadas para o próprio umbigo. Tem de dar para confiar, porque a gente tem de se entender. O mundo tem de se harmonizar, pois é essa a principal meta que perseguimos desde os Homo Habilis, apesar da “baixa” que tivemos no Planeta com os Neanderthal, ultrapassados em adaptação ao meio ambiente pelos Homo Sapiens. Seria, tudo, então, uma questão de adaptação?

Game over para os Neanderthal. Game over para os meus pais. E lá vem os especialistas dizendo: “game over para a propaganda tradicional”, aquela que passa nos breaks dos desenhos, das novelas, dos filmes e dos noticiários da TV aberta, e também aparece em forma de anúncios sob medidas padronizadas em revistas e jornais impressos. Opiniões divergem sobre o futuro da propaganda tradicional, e in my opinion, I agree and I disagree, porque há momentos nos quais a racionalidade, a objetividade, a clareza e a agilidade na informação são cruciais justamente para que se consiga continuar perseguindo aquela meta de planeta harmonioso, onde as gerações presentes, oriundas de culturas diferentes, querem viver bem, com felicidade e prazer, incluindo no mundo delas, sem crise, as marcas de sua preferência.

Não há dúvida que o pensamento crítico e as atitudes dele advindas estão embutidos ao jeito de ser, aos perfis de comportamento social e de consumo das Gerações X, Y e Z, tendendo a se alastrarem pelas próximas gerações. Para as marcas, o significado dessa amplitude de conhecimento proporcionada pelos avanços tecnológicos e os novos modos de se viver nos mundos real e virtual com todos os seus entrelaçamentos implica também em mudança de estratégias de branding. Um desafio gigantesco.

O manancial dos delírios, pesadelos e sonhos dos desafios dos profissionais de branding vem justamente do impacto neles causado pelo surgimento de uma geração como a Z (eles dizem Gen Z, superfofo) 😉 Em certos contextos, muitos desses profissionais, quando pertencentes a Gerações X e Y, chegam até a se comportarem como pais diante dos filhos, tentando compreendê-los com a mais profunda sinceridade (por isso, dá pra confiar neles) com o propósito de criar um clima familiar saudável e feliz, porém, a diferença intrínseca nesse relacionamento está no fato de que, exceto se cairem sobre nós os propalados e aterrorizantes “Três Dias de Escuridão” da profecia bíblica, jamais a Geração Z verá um mundo como nós vimos e nele vivemos: sem internet, com fronteiras fechadas, sem saber qual o sabor de sorvete preferido dos amigos que moram acima e abaixo da linha do Equador.

Daí, no que pensam esses profissionais de branding quando a meta recebida é continuar trabalhando pelo convencimento de decisões de consumo das Gerações X e Y, mas sem esquecer que o mercado também pertence à Geração Z, aquela que, neste momento, faz e acontece, e quando ainda não tem poder de compra, opina e exerce forte influência sobre escolhas relativas a aquisições e consumo em seus lares, nas suas escolas, em outras comunidades nas quais está incluída, fundamentalmente pelo universo virtual?

Talvez eles pensem em pesquisar por que o primeiro objeto (excetuando-se guloseimas) comprado pelo meu filho de 12 anos foi um anel no momento em que ele se viu, pela primeira vez, com dinheiro em espécie no bolso e capacitado para tomar essa decisão de compra sozinho. Por que ele comprou um anel? 😉

Nem tudo na vida tem de ter uma resposta. Em outras palavras, nem tudo na vida tem de ter uma resposta no exato momento no qual é feita uma pergunta. Outrossim, profissionais de branding não precisam saber todas as respostas para todas as perguntas que estão se fazendo neste momento em Cannes, no maior festival da indústria da comunicação e do marketing do mundo. Mas, para quem está de olho no que está sendo apresentado – e de ouvidos bem abertos para o que está sendo discutido – pelos corredores e nos auditórios do Palais des Festivals, assim como nas sessões de entrevistas gravadas em vídeo para o conteúdo on demand do evento, sugiro reflexões sobre a brilhante conferência realizada por Raja Rajamannar, Global CMO da Mastercard e presidente da WFA (World Federation of Advertisers), focada em multisensory brand experience design, que contou com uma participação especial do aclamado pianista chinês Lang Lang.

Multisensory brand experience design and disrupting entertainment no DNA do branding

Sensibilizar o auditório para a necessidade de sensibilizar consumidores que, no mundo de hoje, podem ser considerados “audiência” para as marcas, foi o objetivo principal da conferência de Rajamannar, usando como recursos audiovisuais no palco o inimitável jingle “Sonic Brand”, que não parece jingle por ir muito além das características e propósitos de um jingle, movendo-se como um ser vivo, mutante, em adaptação constante pelo planeta, numa infinidade de contextos que associam real e virtual, culturas, estratégias de comunicação e convencimento.

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Raja Rajamannar, Global CMO da Mastercard e presidente da WFA, no Palais des Festivals

Robert Greenblatt, chairman da WarnerMedia Entertainment and Direct-to-Consumer, e a atriz Laura Dern, também são bons exemplos de conteúdo de qualidade no Cannes Lions 2019, ambos convidados a debater o tema entretenimento disruptivo (disrupting entertainment) com os participantes do evento, sob moderação de Radhika Jones, editor-in-chief da Vanity Fair. Obviamente, o papo com eles partiu de análises sobre o sucesso da primeira e da segunda temporada da série Big Little Lies, criada e escrita por David E. Kelley.

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Lang Lang em participação especial durante a apresentação de Raja Rajamannar, Global CMO da Mastercard e presidente da WFA

O que tem de disruptiva uma “novela californiana” para nós, brasileiros, acostumados às tramas globais da novela das 21:00? Well, comer muito bolo pode engordar ou não a Maria da Paz? Ela vende, mas não consome? Ha, ha, ha… Já no caso de Renata Klein (Laura Dern), a qual pode ser assistida pelo celular, pelo computador, pelo tablet, pela TV…, a personagem não brinca em serviço na hora de gerar identificação nacional e mundialmente, lucrando com o merchandising, assim como a Estátua da Liberdade continua lucrando, sob identificação, com o turismo e outras atividades conectadas ou não ao entretenimento.

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Jeff Goldblun

O que comentar, então, sobre o papo entre Louise Benson, executive festival director do Cannes Lions 2019; Jeff Goldblun, ator, diretor, músico, produtor etc.; e Stéphane Xiberras, presidente, CCO e head of global creative council da BETC Paris/Havas, cuja missão recebida dos organizadores do festival foi discutir o futuro do entretenimento mundialmente? Foi sensssssssacional. Um consenso entre eles: entretenimento é agora vital. Para mim e para você? Sim, claro, mas, em verdade, eles aplicam o conceito, neste momento, ao branding. Isto significa que aquela propaganda tradicional da qual falávamos anteriormente não morre, na minha opinião, porém, some em sua individualidade, porque deixará de fazer sentido se não estiver associada, como elemento de comunicação, a um conjunto de atividades de branding, fundamentadas pelo caráter pró-ativo de uma marca. Esse conjunto de atividades, denominadas estratégias de branding, quando direcionado para os Millennials e a Geração Z, deve buscar, em relação de harmonização e trocas positivas entre marcas e consumidores, posições conscientes e atuantes no tocante a cidadania, responsabilidade social e ambiental, assim como identificação e empatia tendo como elo o entretenimento pelas mídias disruptivas, além dos meios de comunicação tradicionais.

O entretenimento, conforme destacado no debate, não é mais notado, atualmente, como algo exterior aos nossos hábito, algo que fica do lado de fora das nossas vidas aguardando para nelas ser inserido em momento oportuno, antigamente chamados momentos de lazer. Hoje, entretenimento é parte integrante das nossas vidas, dos Millennials, e do modo de ser da Geração Z, em razão da acessibilidade ininterrupta pelos devices às tecnologias de informação e comunicação, condutoras desse processo disruptivo gerado pela quarta revolução industrial, como pontuado por Klaus Schwab, diretor e fundador do Fórum Econômico Mundial.

Big Little Lies e Maria da Paz não são de dar bolo em quem tem poder de aquisição e pode dispor, seja no metrô, no trem, no ônibus, no avião, no parque, no restaurante, no banheiro, enfim, onde quiser, dos devices que fazem suas “travessuras” chegarem até nós. Alguém também falou em Felipe Neto e os desafios mais idiotas – ou mais legais – da internet? Ha, ha, ha…

Então, entretenimento é a solução para todos os problemas dos marketeiros, dos publicitários, dos professores e dos pais que não sabem o que fazer com as crianças e adolescentes que não conhecem mundos sem internet? Jesus, venham a mim as criancinhas, que não cessam de mudar por meio da evolução das espécies, que não acreditam em ninguém com mais de 18 anos, que não sabem se vão se dar bem vivendo num mundo alimentado (em alguns lugares ainda com falta de alimentos e água para a sobrevivência dos seres humanos) pela imaginação de quem domina as tecnologias de comunicação e informação, pois, com os contínuos mergulhos no universo do entretenimento para as quais estão sendo atraídas, elas já não sabem mais se terão imaginação suficiente para arquitetar um planeta Terra melhor para todos. Ou sabem?

Durante o bate papo com Jeff no palco do Palais des Festivals, Xiberras apresentou ao público o comercial acima, criado pela TBWA londrina, em 1999, apontando-o como um dos seus preferidos

Enfim, o entretenimento é tudo para o branding, mas exige, como pontuado por Stéphane Xiberras, presidente, CCO e head of global creative council da BETC Paris/Havas, mais do que talento da parte dos profissionais que atuam nessa indústria; deles é exigida, em condição sine qua non, sinceridade por vias da teoria, da imaginação e da prática cidadã no dia a dia, visto que, como provam exemplos incontáveis, um erro no aspecto do caráter de uma marca pode levar ao seu desaparecimento num piscar de olhos. Portanto, para dizer ao consumidor nos dias de hoje, em tom de amizade sincera, diretamente ou por metáforas, “you are not alone”, uma marca tem de ser plural de modo efetivo e eficaz.

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Dana Anderson, marketing director da MediaLink, e Alicia Tillman, global CMO da SAP, no terraço do Palais des Festivals

Requer mágica, inspiração, talento, imaginação… sim, mas, acima de tudo, requer verdade de sentimentos e ações. A indústria do entretenimento poderá, então, ao conectar o planeta com bilhões de seres humanos debatendo temas sobre paz, amor, cidadania, diversidade, respeito, apoio mútuo, crescimento, espiritualidade, sucesso… salvar o mundo do fracasso ou de um infeliz the end? Talvez, sim. Talvez, não. Mas, com certeza, a indústria do entretenimento pode, na opinião de Jeff Goldblun e Xiberras, ajudar a transformar o mundo num lugar melhor para todos viverem. E não era exatamente o que dizia, numa entrevista concedida a Dana Anderson (MediaLink) em outro local do Palais de Festivals, Alicia Tillman, Global CMO da gigante de tecnologia em softwares SAP? Que coincidência, ou sincronia!

Quem me conhece sabe: Cannes Lions para mim não é só trabalho e conhecimento, é também entretenimento disruptivo. Portanto… continuons. Porque Cannes não acabou. E seu sonho? Vai que dá.

(GC)

Telegram, o caso Moro e você | By Arley Brogiato

O que é o Telegram? Trata-se deu um serviço de mensagens instantâneas baseadas na nuvem, semelhante ao WhatsApp; foi lançado em 2013. Diferentemente que muitos pensam o Telegram, apesar de ter sido criado pelos irmãos russos Nikolai e Pavel Durov, é uma plataforma registrada em Londres. Em 2018, o serviço contava com 200 milhões de usuários ativos em todo o mundo. Ou seja, trata-se de uma plataforma menos difundida do que o WhatsApp, com 1,5 bilhões de usuários (dado de 2019).

O que sabemos até agora sobre o vazamento?

Em relação ao vazamento de conversas mantidas pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol, não há informações concretas de como os dados foram capturados. Oficialmente, o Telegram não assume ou reconhece qualquer falha em seu código ou roubo de dados em seus servidores. A empresa afirma que não existem brechas para violações. Seus gestores confiam tanto em seu sistema que oferecem U$ 300,000.00 a quem conseguir quebrar o código de criptografia do Telegram.

Onde está a falha, então?

No Telegram, a comunicação fim a fim é criptografada, seja no modo cliente-to-client (quando a comunicação é entre usuários) ou mesmo cliente-to-server – quando é entre usuários e o servidor de aplicação.

Dentro deste quadro, nossa análise aponta para três possíveis estratégias de invasão: 

Clone do cartão SIM

Há a possibilidade do ofensor ter tido ajuda de pessoas de dentro da operadora utilizada por Moro ou por Dallagnol. Isto permitiria que o ofensor pudesse receber um SMS em seu “novo” aparelho para possíveis resets de senhas. A partir daí, é bastante simples conseguir acesso às diferentes Apps nos smartphones dos usuários.

O telefone pode ter sido invadido previamente

– A invasão pode ocorrer a partir de diferentes meios. É o caso do recebimento de algum arquivo Office ou PDF contaminado e aberto, ou da instalação de algum App comprometido. Desta forma, o ofensor teria acesso a todo o dispositivo móvel do usuário e às mensagens trocadas com seus interlocutores.

Outro meio comum de invasão é o phishing

Neste caso, o usuário clica em links recebidos por meio de e-mails ou mesmo por SMS, acreditando estar interagindo com empresas conhecidas. Mas, na verdade, a pessoa está sendo direcionada a páginas web contaminadas ou fakes. Isso abre o acesso de criminosos digitais ao smartphone do usuário.

Como você pode se proteger contra esse tipo de ataque?

Tenha alguma solução de AV instalado em seu dispositivo

Nos principais celulares Android, o Google Play Protect é nativo. Já nos telefones mais antigos tal recurso não existe, exigindo que alguma proteção deste nível seja instalada, oferecendo uma camada adicional de proteção. Faça essa operação sempre através das lojas de aplicativos oficiais.

Dispositivos Apple operam de forma diferente. Entra em cena a tecnologia Sandbox, que impede que o malware invasivo acesse outras áreas de dados. A Apple também não permite que você baixe Apps que não sejam de sua loja de aplicativos.

Cuidado ao baixar aplicativos de sua loja de aplicativos

Muitos usuários acabam baixando Apps depois de uma busca, ativando o aplicativo de dentro desta página Web após avaliarem a descrição do aplicativo associado à nota de avaliação. Além da nota de avaliação, é fundamental considerar, também, a quantidade de downloads efetivos realizados e os comentários dados por estes usuários. Esses depoimentos de usuários nos mostram as características do recurso baixado e as experiências tidas por quem teve acesso a eles.

Evite conectar-se a redes Wi-Fi abertas/gratuitas

Sua conexão pode estar sendo intermediada através de um dispositivo falso que se apresenta como se fosse a rede oficial do aeroporto, de um shopping center ou de um cyber café. Isso permite ao ofensor monitorar, de forma transparente, os dados do usuário.

Na era do BYOD (bring your own device), Apps como o Telegram ou o Whatsapp tornam-se importantes ferramentas de trabalho que precisam ser tratadas como aplicações missão crítica, não simples plataformas de comunicação. Garantir a integridade do seu dispositivo móvel é, hoje, tão importante quanto prover segurança a um data center. Para isso, ganhar cultura em segurança e contar com ferramentas capazes de defender seus dados é essencial.

Arley Brogiato é country manager da SonicWall Brasil.

Não subestime o impacto emocional que um líder pode provocar | By Erik Penna

Você já parou para pensar no poder do “ARE”, expressão que o ex-vice-presidente do Walt Disney World Resort, Lee Cockerell, explica tão bem em seu livro denominado Criando magia? Apreço, Reconhecimento, Estímulo, as três iniciais dessas palestras formam o ARE, algo que pode impactar a vida de um integrante da sua equipe. Você tem utilizado esses três quesitos para motivar e impulsionar os resultados da sua organização?

“Não é com mágica que se faz um bom trabalho, é com um bom trabalho que se faz mágica.” Com essas palavras de Lee Cockerell é possível entender como um grande líder pode revolucionar um departamento, uma empresa e até um mercado. Uma liderança excelente inspira colaboradores que encantam clientes e, por sua vez, geram resultados extraordinários.

Um concorrente pode copiar um produto ou um serviço que você faz, mas, se a sua vantagem competitiva for o atendimento encantador, aí será muito mais difícil alguém copiar. O líder pode ser um grande protagonista nessa tarefa de inspirar, engajar e transformar a vida das pessoas.

Cockerell apresenta no livro algumas estratégias desenvolvidas ao longo de uma vida na Disney. Destaco três delas a seguir:

1- Todos são importantes: mostre a importância que cada um tem no resultado. Saber o que faz e o impacto que isso tem lá na ponta se for feito com entusiasmo e assertividade. O líder deve cumprimentar e chamar pelo nome os componentes do time. E o fato de cada integrante se sentir escutado e ainda premiado por uma grande ideia apresentada e aplicada é outra prática louvável numa liderança de alta performance.

2- Faça da sua equipe sua marca registrada: um gesto vale mais do que mil palavras. Lembro-me de uma ocasião, depois de ter completado os primeiros 30 dias quando trabalhava numa grande empresa de bebidas, entrei na sala do meu diretor e relatei que o pagamento não havia sido creditado na minha conta bancária e eu precisava pagar algumas contas. Ele me surpreendeu: abriu a carteira, fez um cheque e me disse que eu poderia devolver quando recebesse da empresa. Pude perceber não só a preocupação dele com os meus compromissos financeiros, mas, sobretudo, o apreço dele para comigo. Nunca me esqueci dessa atitude e suei a camisa até o último dia nessa empresa. E todos na equipe o admiravam e entregavam o seu melhor sob o comando desse grande líder.

3- Use combustível grátis: estímulo a custo zero. Lee conta que, certa vez, enquanto trabalhava numa grande rede hoteleira, enviou uma carta para um colaborador que atuava na gestão de alimentos e bebidas do hotel. O conteúdo enfatizava a competência e importância dele para a organização, ressaltando que, se algum dia ele pensasse em deixar a empresa, que falasse antes com o líder. Depois de um tempo, Lee foi jantar na casa desse funcionário e viu a carta emoldurada na parede. Então, ele percebeu como um gesto simples, de reconhecimento, que foi grátis e não levou nem cinco minutos para ser realizado, fez tanta diferença na vida de uma pessoa.

Outro dia, recebi um vídeo-depoimento de um ex-funcionário, relatando o quanto foi importante o momento em que eu entreguei a ele uma placa de vendedor revelação do ano. Isso foi em 2002 e, em 2019, ele ainda lembra e guarda com todo esmero. Ele era um vendedor iniciante e espetacular. Hoje, é um líder empreendedor competente e respeitado no ramo da fotografia.

Para encerrar, Cockerell conta que, certa vez, recebeu uma carta de um cliente Disney que dizia: “Eu estava procurando a magia nos brinquedos. E descobri que sua equipe é a magia”.

Erik Penna (www.erikpenna.com.br) é palestrante, especialista em vendas e motivação, autor de cinco livros com mais de 1.000 palestras realizadas. Possui MBA em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas, é pós-graduação em Administração e Marketing pela Universidade Paulista e graduado em Economia pela Universidade de Taubaté.
 
É autor dos livros A Divertida Arte de Vender, Motivação Nota 10, 21 soluções para potencializar seu negócio, Atendimento Mágico – Como Encantar e Surpreender Clientes, O Dom de Motivar na Arte de Educar e coautor dos livros Gigantes das Vendas e Gigantes da Motivação.

Gestão pública e eficiência podem ser sinônimos | By Sylvio Mode

O planejamento e implantação de um projeto de melhoria de infraestrutura foi realizado com eficiência graças a tecnologia. E isso aconteceu em São Paulo, quando a CPTM adaptou cinco estações para garantir acessibilidade aos usuários. Se é possível, qual a lacuna a ser fechada para que a infraestrutura no Brasil decole de uma vez, reduzindo o déficit hoje estimado em R$ 1 trilhão para tornar o País mais competitivo?

Apesar de sermos um País com alta carga tributária, como cidadãos não conseguimos obter o retorno sobre que investimos, em forma de melhorias, tão necessárias em nosso Brasil. Isso porque ainda existem modelos ultrapassados de gestão na esfera pública, que por excesso de burocracia e opacidade geram efeito negativo no planejamento, execução e controle de projetos, reduzindo a eficiência e a transparência entre os recursos da população e a estrutura que os administra.

A boa notícia é que a tecnologia tem sido uma grande aliada nesse processo de transformar e de contribuir com mais qualidade, transparência e eficiência sobre como os tributos podem ser aplicados. Quando falo de tecnologia, estamos abordando diferentes possibilidades, em diferentes áreas – saneamento, energia, transporte, serviços etc. Ela permite desde os mais simples processos de verificação, até a implantação de sistemas inteligentes mais complexos. Atualmente, órgãos públicos, por meio de tecnologia, conseguem analisar um grande volume de dados armazenados em nuvem, com segurança, com acesso por dispositivos móveis, descentralizados e próximos ao cidadão beneficiado. Com isso, se aprimora a tomada de decisões, facilitando e acelerando fluxos de aprovação, simulando resultados, entre outros exemplos.

Temos levado a vários gestores públicos inovações que podem evitar gastos desnecessários e melhorar as entregas de obras públicas. O uso da metodologia BIM (Building Information Modeling), por exemplo, possibilita o gerenciamento de todas as fases de uma obra, desde sua concepção, projeto, construção e manutenção, com informações detalhadas sobre seus componentes e controle imediato sobre execução, com análises preditivas e alertas sobre potenciais desvios de prazo e orçamento.

Assim projetos ganham transparência e clareza em relação às obras executadas e aos recursos utilizados. Podemos saber antes mesmo de começar qual será o valor final, tempo estimado, e possíveis imprevistos que poderiam ocorrer, corrigindo erros antes que impactem custo e prazo. Numa indústria como a da construção civil, que tem índices de desperdício acima de 30% e gera mais de 25% de todo o lixo do planeta, esta capacidade traz um ganho inestimável, tanto para quem constrói, quanto para quem paga a conta, e o planeta agradece.

Muitos projetos, tanto na área privada quanto na pública, já estão sendo realizados nesse novo formato. O Governo Federal já acena para que, a partir de 2021, novas obras sejam projetadas e implementadas de acordo com a metodologia BIM, como condição de contratação.

Segundo estudos realizados pela ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), a expectativa é que o uso desta metodologia inovadora aumente em 10% a produtividade e reduza em 20% os custos das obras públicas. Se visualizarmos esse percentual em valor monetário, é possível ter uma visão melhor do quanto isso representaria de economia real.

É o caso da CPTM, que citei acima. A engenharia implementou a metodologia BIM, começou o seu uso em cinco estações e assim já foi possível otimizar o tempo gasto para levantar as condições existentes, criar um novo projeto e implementar as melhorias. O que antes demorava cerca de um mês, agora é concluído dentro de um ou dois dias, e com muito mais assertividade. Porque com a visualização em 3D e os dados obtidos, a equipe responsável sequer precisa ir a campo na fase de levantamento e projeto. E ainda assim é possível ter informações detalhadas e fazer novos estudos de análise, impactos, desocupações etc. Dessa forma, já é possível reduzir custos, já que a solução consegue antecipar possíveis falhas e evita obras desnecessárias, por exemplo.

Uma gestão mais eficaz deve refletir em investimentos dedicados a áreas que são essenciais ao desenvolvimento econômico e social do Brasil, como saúde, educação, mobilidade e segurança. É a tecnologia aplicada ao bem público que retorna valor ao cidadão brasileiro.

No final, eficiência significa fazer mais com menos recursos. Utilizar e se valer de tudo o que for melhor sem perder a qualidade. É isso que queremos ver, é isso que dá para fazer com tecnologia e capacitação. Sabemos o caminho certo e temos muito trabalho pela frente.

Sylvio Mode é presidente da Autodesk no Brasil.

A nova febre da comunicação | By Ricardo Zanlorenzi

Você já ouviu falar em Multicanal ou Omnichannel (em inglês)? Em alta em todo mundo, a procura cresceu consideravelmente por se tratar de uma funcionalidade de plataformas de comunicação estratégicas para empresas de todos os segmentos e portes. O objetivo é fazer com que o cliente seja atendido em qualquer meio de comunicação desejado, seja pela familiaridade ou pelo custo. O que realmente importa é atender as solicitações com agilidade e melhorar a experiência dos usuários.

Em vez de trabalhar em paralelo, os canais de comunicação e seus recursos de suporte são projetados e orquestrados para cooperar entre si. O modelo de negócios Omnichannel implica em uma integração e sincronização de canais, de modo que qualquer experiência de interagir com todos os canais é tão ou mais eficiente e/ou agradável do que usar cada canal isoladamente.

Por esse motivo e analisando a tendência do consumidor 4.0, que está cada vez mais conectado e clama por atendimento mais ágil e facilitado, as empresas têm investido cada vez mais em ferramentas que atendam às necessidades de clientes que precisam de atendimento em qualquer canal e que possibilita a integração entre eles. Ou seja, o cliente pode iniciar um atendimento via WhatsApp, mudar para o messenger do Facebook e finalizar em uma chamada por voz, mantendo o histórico, atendente e com total mobilidade.

Quem desejar abrir essa inovadora estratégia de atendimento precisa estar preparado para um aumento considerável de contatos. Um problema comum gerado por essa estratégia é represar atendimento e demorar mais que o aceitável para dar retorno aos clientes. Por esse motivo, os processos e estratégias de atendimento precisam ser muito bem planejados e executados, preferencialmente com a contribuição de robôs.

Hoje, as ferramentas são capazes, por exemplo, de “aprender” com a intervenção de seus gestores, ou seja, quando não tiverem um retorno a oferecer para o usuário que entra em contato, ele encaminha o cliente para um atendimento humano e avisa o gestor da plataforma que não entendeu algo e que precisa aprender. Essas tecnologias podem facilmente atualizar boletos, agendar consultas, informar endereços, direcionar o cliente para a unidade mais próxima e tudo o que a criatividade permitir, afinal, elas já superaram o inacreditável.

Ricardo Zanlorenzi é especialista em gestão e comunicação empresarial e é CEO da Nexcore Tecnologia (www.nexcore.com.br).

Não basta chamar para o baile. Tem que tirar para dançar. Ah! E se não souber dançar, a gente tem que ensinar| By Ronaldo Ferreira Jr

Quando um assunto ganha espaço na sociedade é natural que ele reverbere no ambiente de trabalho. Com a diversidade não é diferente. Grupos normalmente minoritários estão ganhando força e influência na sociedade, obrigando que o ambiente corporativo se abra para novas tendências. Programas de inclusão e diversidade tornaram-se comuns, principalmente nas grandes empresas, mas falta às elas um plano de ação estruturado para capacitar as pessoas e transformar a cultura da organização.

Gosto sempre de citar que a cultura come a estratégia no café da manhã. Algumas empresas já perceberam isso e conseguem promover vivências e introduzir a cultura da diversidade e inclusão em suas sedes nas grandes cidades. O desafio se estabelece quando precisam trabalhar esta cultura com seus colaboradores ou parceiros comerciais que estão espalhados por este grande Brasil. Como preparar e transformar em aliado da diversidade, um técnico do agro negócio que está no campo? Como transformar em multiplicador da estratégia de inclusão um representante comercial da indústria de bebidas que atua no interior? Na vida real destes profissionais as piadas homofóbicas ou racistas ainda tem o poder de reunir plateias e aplausos. Fora dos grandes centros, ainda impera o machismo, o racismo e o vale tudo para não perder a piada.

No mundo do Live Marketing, a diversidade e a inclusão também já são valores fortemente propagados e vivenciados nas plenárias principais dos eventos. O assunto é do bem, empolga e tem um lado humano que representa a todos. Mas basta sair da agenda oficial do evento e focar nas atividades sociais como práticas esportivas ou jantares de integração, para perceber que os princípios da diversidade e inclusão são esquecidos, e o assedio volta a rolar entre os participantes, que insistem em agir no modus operante de sempre.

Um estudo realizado pela consultoria McKinsey and Co indica que as empresas que investem em diversidade de gênero têm 21% mais chances de obter um crescimento acima da média do mercado – quando levamos em conta a diversidade étnica e cultural, essa marca sobe para 33%. Ainda assim, uma pesquisa da Hay Group no Brasil, em 2015, já mostrava que apenas 5% das corporações tentam saber como os próprios colaboradores percebem essa tentativa de inclusão no dia a dia – um número que é superior a 20% em países mais consolidados, como Estados Unidos.

Essa discrepância nos números reforça a ideia de que a inclusão por aqui está mais focada em meta ou cota para cumprir tabela do que, efetivamente, em um plano de ação para promover a inclusão estratégica. A Área de Recursos Humanos pode – e deve – contratar mais mulheres, negros, LGBTI+ e portadores de deficiência, mas não adianta deixá-los em posições que pouco contribuem para o trabalho e que não permitem que de fato eles se sintam a vontade para participar e contribuir com ideias e soluções.

É preciso entender que não há inclusão estratégica, ou ganhos devidos a diversidade, quando a pessoa trabalha, mas não pode questionar ou ter voz ativa em suas atividades de rotina. Não há inclusão estratégica quando atuamos só nas áreas de RH, Marketing ou nas sedes de nossas organizações. Sabemos ainda que não basta ter consciência, discutir o assunto com a liderança ou até mesmo incluir as diferenças em nossas empresas. É preciso criar condições para que estas diferenças possam ser ouvidas, que as pessoas possam falar como protagonistas de seus grupos sociais, e consequentemente influenciar as decisões e o resultado do negócio. Não adianta ficar preocupado com a ausência de negros e pardos, se sua empresa ainda não consegue promover a igualdade ou inserir a mulher na liderança de suas equipes e negócios.

É aí que percebemos que incluir é muito mais do que convidar uma pessoa para o baile. É preciso tirá-la para dançar. E mesmo que ela não saiba os passos a seguir, ensine e aproveite o momento para compartilhar suas experiências.

As empresas precisam assumir o papel de educar e capacitar seus colaboradores. O primeiro passo é conquistar e capacitar a liderança. Sem o engajamento e o patrocínio dos líderes de uma organização, nenhum projeto avança em ritmo transformador. O próximo passo é reconhecer a diversidade que já existe dentro das organizações, promovendo encontros que sejam protagonizados por representantes destas diferenças. Comitês internos devem ser criados para garantir ações presenciais e rotineiras que ajudem a desenvolver a cultura de inclusão. As áreas de Recursos Humanos e Comunicação devem usar e abusar das ferramentas do digital para eliminar barreiras e encurtar distâncias. Um bom exemplo de uso do digital é a criação de pequenos vídeos informativos, com os próprios representantes destas minorias, explicando de forma simples e com gentileza os desafios e oportunidades destes novos tempos de diversidade. E mesmo quando não temos uma solução a oferecer, podemos neutralizar as pessoas ainda não conscientes, simplesmente não apoiando ou aplaudindo suas atitudes preconceituosas.

Culturas e valores precisam ser praticados constantemente nos ambientes corporativos através de palestras, oficinas de sensibilização, dinâmicas ou simplesmente rodas de conversa. Existem vários organizações sérias e preparadas para ajudar neste processo. Mas, se não houver budget para investir neste tema, todos os cases de sucesso do mercado são compartilhados gratuitamente pelas empresas que estão liderando esta tendência como Cargil, GM, John Deere, Grupo Boticário, Accenture, Scheneider Eletric, Santander, Shell, Atento, Novelis, SAP e Carrefour, entre outras empresas citadas pelo Guia Exame de Diversidade 2019. Outro passo importante nesta luta é incluir os fornecedores e parceiros comerciais de sua empresa nesta jornada. Quando toda cadeia produtiva atua em conjunto, ganhamos força e velocidade nas transformações.

É por isso que hoje, as organizações que se destacam em seus segmentos são aquelas que não apenas investem em tecnologia e soluções que automatizam processos internos e externos, mas sim as que percebem e valorizam as habilidades mais humanas, como imaginação, criatividade e liderança. Ou seja, em um mundo cada vez mais dominado pela máquina, o que diferencia uma empresa de sucesso de outra é a capacidade de estimular a participação dos mais diferentes grupos e colaboradores.

E pra terminar, este é um caminho sem volta para as corporações, pois a empresa que não se posicionar de forma ativa pode ver sua marca ligada a ações ou comportamentos não conectados aos desejos atuais das pessoas e do mercado – e quando não estamos alinhados com os consumidores, qualquer novo passo é um pisão no próprio pé.

Ronaldo Ferreira Júnior é sócio-fundador da um.a #diversidadeCriativa (destaque no Guia Exame 2019), empresa especializada em eventos, campanhas de incentivo e trade e conselheiro da Ampro – Associação Brasileira das Agências de Live Marketing.

Comandos de voz e alto-falantes inteligentes: quais são os desafios para o Brasil também surfar nessa onda? | By Daniel Soifer Kriger

Estamos em constante processo de evolução tecnológica, em que novas aplicações relacionadas à Big Data, Inteligência Artificial e Internet das Coisas moldam o comportamento humano. Em diversos aspectos, essas inovações impactam o modo como vivemos e interagimos com objetos e pessoas. Neste contexto, uma tendência que tem se consolidado são os dispositivos com controle de voz, disponíveis em computadores, smartphones, caixas de som e eletrodomésticos.

Um dos dispositivos mais difundidos são os alto-falantes inteligentes, caixas de som conectadas à internet e integradas com assistente virtual que permitem ações por meio da pronúncia de palavras como “ligar”, “aumentar volume” e “trocar música”. Já foram vendidos mais de 100 milhões de unidades no mundo, segundo estudos da Canalys. A estimativa é de que o número cresça para 225 milhões em 2020.

De acordo com a Voicebot.ai, especializada no mercado de assistentes de voz e inteligência artificial, os principais usos dos alto-falantes inteligentes são respectivamente: ouvir músicas por meio de serviços de streaming (como Spotify, Deezer), fazer perguntas gerais (como “quem é o atual presidente da França? ”, ou “qual a capital do Brasil? ”), além de consultar a previsão do tempo.

Alguns dos aspectos que favorecem a difusão são a independência de telas para gerar ações e a sociabilidade estimulada com o uso dos dispositivos. De acordo com pesquisa realizada pela consultoria americana Edison, cerca de 47% das pessoas afirmam que a interação com alto-falantes inteligentes ocorre quando há outras pessoas ao redor, seja para ouvir música, notícias ou checar a temperatura.  Aproximadamente 38% dizem que um dos fatores de decisão de compra é justamente o intuito de reduzir dependência em relação às telas.

Os gigantes da tecnologia responsáveis pelas principais plataformas de assistentes virtuais, notadamente Amazon e Google, não medem esforços para popularização de seus assistentes de voz. A cada dia, novos serviços e produtos são integrados a esse ecossistema. Nos EUA, por exemplo, já é possível pedir pizza ou chamar Uber simplesmente com comandos de voz. A tendência deve mudar significativamente o perfil de uso atual e contribuir para a proliferação dos dispositivos.

Enquanto isso, no Brasil, o uso de alto-falantes inteligentes ainda é bastante incipiente. Por ora, apenas um dos assistentes de voz dominantes no mercado está disponível em português, e com certa limitação quanto aos comandos disponíveis – além de não haver ainda oferta desses produtos no varejo nacional. Por outro lado, os brasileiros demonstram interesse em adquirir um dispositivo doméstico nessa categoria. Com base na pesquisa PwC Global Consumer Insights 2018, na média global, 32% dos entrevistados afirmam ter interesse em adquirir algum produto comandado por voz. Entre os brasileiros, esse número é 59%.

Mesmo com essa tendência global, ainda há dois grandes desafios a serem vencidos na adoção da tecnologia: barreiras culturais e de acessibilidade tecnológica. Barreiras culturais são relacionadas ao hábito de utilizar telas como a principal interface de controle de sistemas e dispositivos. Assim como o uso massivo de smartphones revolucionou formas de interagir com outras pessoas, com serviços e dispositivos, a indústria deve prover os consumidores conteúdo suficiente para sobrepor essa barreira e habituar as pessoas à presença de assistentes de voz em suas casas. Já as barreiras de acessibilidade podem representar tanto um desafio quanto uma oportunidade: tornar todos esses equipamentos disponíveis, com qualidade e de maneira acessível aos vários perfis de consumidores.

Daniel Soifer Kriger é head da área de Novos Negócios da Positivo Tecnologia.

 

 

Brumadinho: a correlação entre a tragédia e a importância do profissional de relações governamentais | By Raul Cury Neto

Brumadinho já se tornou uma das piores tragédias sociais e ambientais que vivenciamos em nossa história. O rompimento da barragem, que aconteceu no interior do estado de Minas Gerais, na tarde do dia 25 de janeiro de 2019, destruiu casas e lavouras, deixando um dano ambiental sem precedentes e centenas de mortos. Os impactos do desastre ainda levarão dias, meses e até anos para serem totalmente mensurados. Diante desse cenário, nós como sociedade nos sentimos completamente perplexos e totalmente impotentes.

Mas, apesar dos prejuízos irreparáveis, do ponto de vista das empresas e dos governos certamente ficam muitas lições e perguntas importantes a serem feitas, no sentido de criar medidas e ações de prevenção e combate aos agentes de risco em um cenário futuro. Partindo desse ponto, gostaria de trazer a minha visão sobre a importância do profissional de relações governamentais nos dias de hoje, e o papel que ele pode ter diante de uma tragédia como essas.

Em primeiro lugar é importante elucidar que o profissional de relações governamentais tem se tornado, cada vez mais, uma peça fundamental dentro das empresas. Seja pelo fato de que, no Brasil, o governo tem um caráter totalmente intervencionista nas atividades empresariais (independentemente do segmento da empresa), como também graças aos recentes acontecimentos políticos e escândalos de corrupção no país.

Nesse contexto, o principal papel desse profissional é fazer a intermediação das relações entre as empresas e os órgãos governamentais em todas as suas esferas (Executivo, Legislativo e até o Judiciário em alguns casos) e instâncias (municipal, estadual e federal), incluindo as entidades de classe e agências reguladoras.

Imagine, como exemplo, o cenário onde uma indústria deseja construir uma nova planta fabril. A negociação com os órgãos do governo vai desde à adequação do terreno, impacto ambiental, definição de impostos, criação de infraestrutura, segurança etc. Essa negociação precisa ser gerenciada com a prefeitura local, com o estado e, em alguns casos, até mesmo com o governo federal. Sem falar na interlocução constante com as agências reguladoras e comunidade do entorno.

Além disso, o gerenciamento desses interesses, por ambos os lados, deve ser feito de maneira lícita, cumprindo com todas legislações e requisitos pré-estabelecidos pelos órgãos públicos e reguladores, bem como mantendo a empresa dentro das regras de Compliance e transparência.

Assim, podemos destacar como características comportamentais essenciais à profissão, a habilidade de comunicação, poder de persuasão, resiliência e criatividade, ótimo relacionamento interpessoal, diplomacia e, acima de tudo, caráter ético.

Importante elucidar, também, que para desempenhar essa interlocução entre as empresas e os governos de forma mais efetiva e eficaz, o profissional de relações governamentais precisa desenvolver, em sua rotina básica de trabalho, as seguintes atividades e competências: profundo conhecimento com relação ao mercado/segmento em que a empresa atua e sobre o cenário político brasileiro, identificando quem são seus principais stakeholders internos e externos; mapeamento de todas as agendas reativas e criação de agendas positivas; construção dos melhores caminhos e estratégias para execução dos projetos e defesas dos interesses da empresa, bem como monitoramento de legislação e projetos de lei que possam impactar o negócio.

Outra atividade importante e inerente ao cargo, e que está diretamente relacionada à tragédia referida nessa matéria, é a prevenção e gestão de crise, visando defender a imagem e reputação da empresa no mercado. Também faz parte do escopo de todo profissional de relações governamentais, com base num conhecimento profundo do negócio ao qual a empresa está inserida, o levantamento e identificação de todos os seus potenciais riscos, visando criar, juntamente com as áreas técnicas, medidas preventivas e reativas de segurança.

Como principais ações preventivas, podemos destacar: mapeamento e listagem de todos os riscos inerentes ao negócio, criação de medidas e protocolos de segurança dentro do Compliance da empresa, bem como monitoramento e controle constante, por parte de um grupo específico de stakeholders, desses fatores de riscos.

Quando todos os mecanismos de prevenção falham e uma crise é instaurada, novamente o papel do profissional de relações governamentais ganha importância dentro e fora da empresa, pois ele será um dos principais protagonistas por fazer a gestão da crise.

Suas atribuições nesse momento vão desde a participação na criação de um comitê de gestão de crise, passando pela construção de todas as medidas reativas e de redução dos danos (no curto, médio e longo prazo), em conjunto com outros stakeholders importantes da empresa, até a interlocução e relacionamento com todos os agentes públicos, órgãos reguladores e sociedade.

Importante ressaltar, também, que é fundamental em todo processo de gestão de crise o estabelecimento de uma comunicação clara e de total transparência por parte do porta-voz escolhido pelo comitê, bem como a colaboração total da empresa com os órgãos públicos para que, o quanto antes, seja descoberto o tamanho do problema e se consiga atuar na causa do problema, e não apenas nos sintomas.

Assim, como conclusão desse artigo, conseguimos enxergar a relevância do profissional de relações governamentais perante as corporações, governo e sociedade, bem como o impacto do seu papel e atuação em tragédias como essa.

Não obstante possíveis adversidades que podem driblar os mais rigorosos mecanismos de prevenção à riscos, quanto mais as empresas enxergarem a necessidade de tornar suas áreas de relações governamentais cada vez mais robustas, com profissionais altamente qualificados e dentro dos padrões de Compliance, certamente veremos menos casos como o de Brumadinho.

Raul Cury Neto é advogado especializado em recrutamento e seleção e sócio da Vittore Partners (http://www.vittorepartners.com.br/), consultoria de recrutamento especializada nos mercados Jurídico, Tributário, Compliance e Relações Governamentais.

A nova era do marketing: a propaganda centrada no consumidor | By Catherine Archer

Campanhas digitais costumavam ser genéricas e intrusivas. Mas, graças ao advento do marketing programático, hoje as empresas têm acesso a dados e métricas que permitem o desenvolvimento de anúncios mais assertivos e menos invasivos. Altamente eficiente, a mídia programática é cada vez mais importante no mercado de publicidade. Mas você sabe o que ela é?

Fazer marketing programático significa utilizar uma plataforma de tecnologia para realizar a compra de mídia em diversos veículos. Apesar de não ser uma estratégia, a tecnologia programática pode ser uma parte-chave de um plano de publicidade digital, usada para targeting e segmentação de audiência, por exemplo.

Não é à toa que o marketing programático é considerado o futuro da publicidade. Segundo o eMarketer, os gastos com mídia programática display nos Estados Unidos devem saltar de 27,8% para 84% até 2019.

E o mercado nacional também está efervescente. De acordo com um levantamento do IAB Brasil, no ano passado, o marketing programático correspondeu a 22,5% do faturamento do digital – em valores, a publicidade programática cresceu 74%, avançando de R$ 1,9 bilhão em 2016 para R$ 3,3 bilhões em 2017.

Experiência de marca

O marketing baseado em dados contribui, ainda, para melhorar a experiência de marca do consumidor. Portanto, mais do que pensar apenas se a mensagem da empresa chegou ao público certo, o marketing baseado em dados aliado à programática tem o intuito de garantir que o consumidor tenha uma experiência personalizada, positiva e mais relevante com essa mensagem.

Tablet, celular, computadores, smart TV e até painéis digitais são, por exemplo, diferentes dispositivos onde campanhas são rodadas. Os profissionais precisam, então, adaptar a mensagem para cada um dos canais e desenvolver um modelo de atribuição que comunique de maneira eficiente com a audiência que usa mais de uma plataforma.

Análise de dados e eficiência de campanhas

É importante lembrar que, apesar de parecer um sistema altamente automatizado, a tecnologia programática precisa ser aliada a profissionais que otimizem e realizem testes e ajustes em tempo real.

A tecnologia permite negociar uma compra de anúncio em milissegundos, mas é a decisão de uma equipe que pode aumentar as chances de alcançar o cliente certo, no momento certo, com as táticas corretas.

Sendo assim, antes mesmo de uma campanha ir ao ar, profissionais fazem testes para prever e estabelecer metas de quão efetiva será uma divulgação, para aplicar variáveis que possam tornar a campanha ainda mais eficiente. É um trabalho matemático baseado em diversos fatores e regras que garantem o Brand Safety, ou seja, que a marca do anunciante apareça em páginas seguras, que estejam ligadas ao interesse da empresa e não em sites de violência, fake news etc.

A qualidade dos dados usados na campanha também é um fator determinante. Como são eles que permitem que profissionais usem as ferramentas e informações mais estrategicamente, para utilizá-los de forma eficiente é preciso considerar sua origem, estratégia e a qual tipo pertencem, já que podem vir da própria marca, de parceiros ou de um banco de dados com grande volume de informações.

O marketing programático no Brasil e no mundo está ganhando cada vez mais proeminência. Nesse cenário, é importante direcionar o foco principal dos anunciantes em colocar o consumidor no centro do marketing. Para alcançar resultados significativos, todo o ecossistema publicitário deve se basear nas decisões e preferências do usuário, além de oferecê-lo experiências positivas.

Catherine Archer é diretora de marketing para a América Latina da MediaMath (http://www.mediamath.com/pt/)

Proteger a sociedade ou facilitar negócios de risco? | By Clóvis Borges

Sinais explícitos, aportados ao público de forma dramática, demonstram a inversão de valores daqueles que sustentam a necessidade de flexibilização de ações de licenciamento e de fiscalização relacionadas ao meio ambiente. De certa forma, uma oportunidade para que as tão conhecidas pressões políticas e econômicas setoriais, que enfraquecem as estruturas públicas da área ambiental, ao longo dos anos, sejam reconsideradas pelos novos governantes, abrindo necessário espaço à evidente demanda de moralização e intensificação de processos de controle.

Está exposto um duro recado sem emendas. Uma situação grave que impõe profunda reflexão dos novos gestores públicos. São eles que terão a prerrogativa de dar o tom na gestão ambiental do País: seguindo uma retórica de priorizar o atendimento a favores setoriais extrapolados ou estabelecendo uma nova agenda que respeite os limites no uso e na exploração do patrimônio natural de nosso País.  

As últimas eleições, a exemplo do que sempre ocorre em outros pleitos, tiveram amplo lastro de setores da economia em relação a temas que dizem respeito ao meio ambiente, uma prática amplamente difundida. Longe de existir preocupação com a proteção da natureza e com o bem-estar da população, esses atores, reiteradamente, reclamam estar impedidos de viabilizar seus empreendimentos, ao menos da maneira com a qual pretendem.

Em troca do apoio nas eleições, participado a muitos dos candidatos, um pedido padrão passou a ser explorado na mídia recente, como discurso diário de muitos governantes: conter a “fome insaciável de agências ambientais em fiscalizar e emitir multas”. Também é parte dessa pauta a existência de uma “legislação inapropriada”, que dificulta licenciamentos, engessa os negócios e inibe investimentos com alta capacidade de gerar lucros e empregos. Enfim, do ponto de vista desses atores, um entrave ao desenvolvimento do País que deve ser desestruturado para não incomodar mais.

Tal cenário, uma vez mantido em pauta, limitará ainda mais o cumprimento da legislação ambiental e o incentivo a práticas responsáveis para discernir, com isenção e boa técnica, sobre a viabilidade de empreendimentos potenciais, com base no conjunto de seus impactos. Essa má condição de trabalho, que já é parte da realidade do dia a dia, permite que muitas irregularidades e excessos não sejam contestados adequadamente.

O discurso do desenvolvimento a qualquer custo se tornou mais explícito nos dias atuais, lastreado por amplos esforços de propaganda em busca de um verdadeiro endeusamento de alguns setores da economia. O objetivo é blindá-los de obrigações e permitir, cada vez mais, avanços no atendimento de seus interesses próprios. O recente fenômeno de Brumadinho, alçado à categoria de catástrofe sem precedentes, coloca de forma mais aguda a incoerência dessa forma viciada de tratamento dos temas relativos ao meio ambiente.

De fato, há uma intenção declarada em dar continuidade ao desmonte dos órgãos ambientais, objetivo anunciado nas últimas campanhas eleitorais. E não se trata de uma agenda limitada a esse ou aquele partido. Pela capacidade de influência implantada, trata-se de uma causa aceita e defendida praticamente pelo conjunto dos políticos brasileiros, com honrosas e pontuais exceções. Um verdadeiro rolo compressor que precisa ser adequadamente entendido pela sociedade.

O exacerbado poder econômico e político setorial, capaz de manipular de forma muito contundente os poderes constituídos, impede uma atuação consistente de instâncias públicas responsáveis por ações de licenciamento e fiscalização no campo ambiental. Estas, cada vez mais débeis e suscetíveis a todo o tipo de pressões. Consequências calamitosas, agudas ou crônicas, difundidas em diversas atividades, são decorrentes dessa postura totalmente desviada do interesse público.

Há um ambiente de permissividade instalado na sociedade brasileira, que garante que a agenda de interesses suplante sistematicamente posicionamentos técnicos e de coerência com o que representa o interesse público. Seria ingenuidade não reconhecer a nossa própria cultura, baseada em valores frágeis e que assimila de forma muito pouco reativa desvios de conduta dessa natureza.

Vale lembrar nossa origem histórica essencialmente extrativista e calcada na busca por resultados para ganhos próprios, mesmo quando há evidência de prejuízos a terceiros. É notório que, não fosse o horror das centenas de óbitos da tragédia mais recente, os aspectos ambientais pesariam substancialmente menos no que se refere à comoção que temos presenciado.

Esse caldo de má influência e a sua tendência de progressão se sustentam, portanto, numa real possibilidade no incremento da atuação de instâncias externas aos governos, garantindo a cooptação de órgãos ambientais para o atendimento aos seus interesses.

Mas é fundamental permitir que se estabeleça, por uma questão de senso de oportunidade e de sobrevivência política, uma visão dissonante das tendências mais óbvias e medíocres. Os recentes passos mais cautelosos do governo federal em relação ao meio ambiente, com a manutenção do Brasil no Acordo de Paris e do reconhecimento tácito da necessidade de maior rigor em processos de licenciamento e fiscalização, embora em parte dissimulado, podem representar sinais de alguma esperança.

Em outras palavras, uma agenda virtuosa de desenvolvimento representa uma equação simples, embora dependa criticamente de pré-requisitos básicos, como honestidade e boas intenções: implica no reconhecimento da importância da agenda ambiental e do respeito aos direitos humanos, com a implantação de uma política séria de gestão ambiental e a limitação drástica das influências setoriais exacerbadas. Um caminho pavimentado para a atração de investimentos e novos negócios, e consequentemente para avanços da economia do Brasil e do bem-estar de toda a sociedade.

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Clóvis Borges é diretor-executivo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza.

Três erros cometidos ao divulgar a marca nas redes sociais | By Thiago Regis

Não há como negar que a internet arrebatou a rotina de todos os brasileiros tanto na vida pessoal quanto corporativa. Não à toa, atualmente são 120 milhões de usuários conectados no país, segundo números do relatório sobre economia digital divulgado pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, na sigla em inglês).

E para os negócios, as redes sociais são aliadas imprescindíveis no momento de divulgar a marca, assim como lidar com os clientes, já que é possível criar um canal direto. Apesar disso, é possível recorrer em alguns erros que fatalmente farão com que a estratégia não gere os leads necessários. Por isso, fique atento e não os cometa na hora de divulgar sua marca no Instagram, Facebook, Twitter e inclusive LinkedIn. Veja, a seguir, as três falhas mais comuns.

Esquecer de definir seu target

O universo da rede social é único e é preciso se atentar ao comportamento de cada usuário. Quem é o público-alvo que deseja atingir? O que ele anseia e como se comporta? Quais os momentos do dia que mais acessa as redes? Esquecer de definir a sua persona pode fazer com que o negócio perca clientes ou que os mesmos não se tornem fiéis. Mídias digitais são diferentes das tradicionais, pois atingem melhores resultados quando são trabalhadas para um público específico e não para a massa.

Querer resultados imediatos

Empenho e muito trabalho são essenciais para que gerem bons frutos. No entanto, não dá para querer tudo de imediato. É preciso um certo tempo (cerca de seis meses) para atingir o engajamento e os dados necessários para gerar clientes e, consequentemente, retorno financeiro. O marketing digital não pode ser a única ferramenta para fazer sua empresa funcionar. Além disso, é um erro desistir da estratégia digital depois de um ou dois meses sem resultados aparentes.

Respostas inapropriadas

Não adianta postar um conteúdo adequado baseado em uma estratégia bem-elaborada, se na hora que o consumidor fizer qualquer comentário na página a resposta for inapropriada ou, pior ainda, não haver nenhum feedback. Cada cliente deve ter a atenção necessária para ter o retorno de forma personalizada e com seu questionamento respondido de maneira satisfatória.

Thiago Regis é diretor de novos negócios da agência de marketing digital Pílula Criativa (pilulacriativa@nbpress.com.br)

Artigo encaminhado por Heloísa Araújo, da NBPress

O jeito de consumir mudou. O que o marketing e as vendas têm a ver com isso? | By Por Claudio Stringari

Logo depois da crise asiática e da implementação do Plano Real, em 1998, o consumidor precisava percorrer várias concessionárias e fazer dezenas de test drives para encontrar o veículo mais adequado. Mesmo com as matérias das revistas de automóveis, era preciso ver de perto para escolher o carro que “vestia” melhor.

Muitas vezes, o modelo escolhido não era o que aparecia no topo dos rankings e nas principais avaliações. Isso não quer dizer que as reportagens eram ruins ou os critérios de eleições inadequados, mas que os repórteres e os jurados tinham outra história, outra vivência e outras necessidades, alheias às suas.

Pouco mais de 10 anos depois, todo mundo queria comprar uma TV de tela plana. A novidade, na época, era divulgada massivamente nas propagandas de TV e jornal e também nos sites de e-commerce, já famosos no Brasil, mas com baixa confiabilidade. Nessa época, já era bem mais fácil escolher, lendo não apenas as matérias dos veículos de comunicação especializados, mas também a avaliação de usuários e reclamações em sites de defesa do consumidor. Os algorítmos já cruzavam as informações e entendiam o perfil e as necessidades específicas das pessoas.

E o que acontece hoje em dia? Seja na hora de comprar um carro, um eletrodoméstico, uma roupa, um gadget, uma passagem aérea ou reservar um hotel, temos à nossa disposição uma infinidade de informações, provenientes de propagandas, reportagens, rankings, redes sociais, pontos de vendas, opiniões de usuários e vários outros pontos de impacto. Isso sem falar da tecnologia ancorada na inteligência artificial, que tem a capacidade de oferecer (e vender) algum produto ou serviço, antes mesmo de as pessoas perceberem que precisam daquilo.

Mais que isso: esses robôs sabem quais são as preferências e cruzam esses inputs com a experiência de compra de consumidores com necessidades e perfis similares. Algumas pessoas se sentem sufocadas com tanta informação, outras invadidas com essa magia da oferta “sob medida”.

Eu não. Eu me sinto privilegiado! Por ter à disposição um volume de informações e uma quantidade de dados que nos deixam confortáveis a ponto de não precisar mais fazer um test drive para saber se o carro é bom (e se precisamos mesmo comprar um carro) ou não ter que cair numa armadilha antes de descobrir que um serviço não presta.

A nossa forma de consumir não mudou. Ela foi completamente transformada. Não adianta mais a empresa investir milhões em propaganda, ter um bom departamento de marketing e uma equipe comercial competente e bem treinada. Ninguém mais compra um produto ou contrata um serviço sem utilizar esse arsenal de “armas de defesa” que está a um clique de distância.

É inútil tentar empurrar alguma solução mirabolante goela abaixo, apostar tudo na lábia do vendedor ou na genialidade das agências. É necessário usar essa criatividade dos marqueteiros, a inteligência dos desenvolvedores de produtos, o poder de percepção, a persuasão do time de vendas e muita tecnologia para entender os clientes e oferecer o que eles realmente precisam – e não o que as marcas querem vender. O poder, que antes estava na mão das empresas, agora está na mão do consumidor!

Quem sabe seja por isso que tantas marcas estão desaparecendo… ou porque os gestores não entenderam que aportar milhões de dólares em ferramentas tecnológicas é importante, mas não o suficiente. Também é preponderante investir tempo e dinheiro nas pessoas que fazem parte das empresas. O ser humano é a única máquina capaz de desvendar os mistérios da humanidade e entender o desejo dos consumidores. Só juntando essas duas “soluções fantásticas” as marcas conseguirão sobreviver nesse novo mercado.

Claudio Stringari é vice-presidente da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil – Seção Paraná (ADVB-PR) e sócio da Central Press

Artigo encaminhado pela Central Press

Educação Integral amplia perspectivas das novas gerações | By Camila Feldberg

A Educação Integral é reconhecida como um caminho para melhoria da aprendizagem e redução de desigualdades. A opinião da população brasileira concorda com a afirmação: nove em cada dez brasileiros acreditam que essa concepção de ensino é necessária para o futuro das novas gerações, segundo pesquisa do Instituto Datafolha.

E mais: a mesma pesquisa evidencia o entendimento da população de que a melhora do nível do ensino, a ocupação de tempo com atividades qualificadas, a redução da criminalidade e a preparação para o mercado de trabalho são as principais vantagens da Educação Integral. Apenas 12% dos entrevistados indicam que a importância é apenas para manter as crianças ocupadas enquanto os pais trabalham.

E certamente, quando falamos de Educação Integral, não nos referimos a um apanhado de atividades para ”ocupar” as crianças e jovens. Também não se trata apenas de aumentar o tempo de exposição à aprendizagem. Para que ela se concretize, é necessário pensar em diferentes estratégias atreladas a uma diversificação de espaços e conteúdos que, de forma articulada, garantam a qualidade do processo educacional e contribuam para a ampliação de repertórios, melhor convivência e participação na vida pública, fluência comunicativa e ampliação de perspectivas de futuro.

A percepção da população em relação ao tema apresenta sinergia com estudos na área. Avaliações de impacto já realizadas apontam que a oferta da Educação Integral traz grandes contribuições no desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais, na redução dos índices de evasão e na diminuição de desigualdades na aprendizagem dentro da escola.

Reconhecendo a importância do desenvolvimento pleno das crianças, adolescentes e jovens, o Plano Nacional da Educação estabelece, em sua meta 6, a ampliação da oferta dessa modalidade. Até 2024, 50% das escolas públicas precisarão oferecer jornada em tempo integral, atendendo a 25% dos alunos da Educação Básica. Mas alcançar estes índices não é um desafio simples. É preciso o envolvimento de diversos atores, somando grandes esforços.

Nesta linha, o Plano apresenta algumas estratégias para a concretização da meta. Uma delas traz a parceria entre Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e escolas como uma possibilidade para ampliar a carga horária e o número de alunos participantes em atividades, de forma articulada com a rede educacional de ensino.

Sabemos que inúmeras OSCs têm desenvolvido projetos interessantes e com grande potencial de transformação. Uma boa medida é a relação das organizações que participam do Prêmio Itaú-Unicef, realizado pelo Itaú Social e Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), que em 2018 está com as inscrições abertas para sua 13ª edição e comemora 23 anos de história. Nessa trajetória, foram mais de 17.000 projetos inscritos e cerca de 1.750 cidades beneficiadas. A cada edição, no processo de avaliação das ações, é possível perceber a diversidade e relevância das ações na garantia de direitos, em especial, o da Educação.

Na medida em que oferecem conteúdos diversificados e oportunizam às crianças e jovens a circulação e apropriação do local onde vivem e a ampliação de conhecimentos e experiências, as OSCs assumem papel fundamental para o desenvolvimento das múltiplas dimensões humanas. E, neste sentido é importante garantir a qualidade pedagógica das ações. O entendimento e a definição das demandas, a intencionalidade e os objetivos de aprendizagem precisam ser claramente definidos entre as equipes gestoras e educadores envolvidos.

O aprimoramento constante das ações ofertadas a crianças, adolescentes e jovens, é condição essencial para garantir seus direitos e, assim, contribuir para a construção de um País com oportunidades iguais para todos.

Camila Feldberg é gerente de Fomento do Itaú Social

Artigo enviado por Ana Claudia Bellintane, Assessora de Comunicação do Itaú Social | (GC)

O grande dilema da automação: os empregos como conhecemos hoje irão desaparecer? | By Ingrid Imanishi

O Fórum Econômico Mundial de 2018 discutiu novamente a questão da empregabilidade diante do surgimento e adoção massiva de novas tecnologias. Soluções que até pouco tempo estavam apenas nos filmes de ficção científica, como Inteligência Artificial, veículos autônomos e robôs inteligentes, estão se tornando uma realidade. E a velha pergunta continua a se apresentar: os empregos como conhecemos hoje irão desaparecer? Sim e não. Os empresários que participaram do evento garantem que as tarefas repetitivas, manuais ou administrativas não serão mais executadas por recursos humanos. Por outro lado, est es recursos poderão se qualificar para assumir funções mais analíticas, aprender a utilizar sua experiência pessoal de forma inovadora e até exercitar características individuais que passarão a ser mais valorizadas.

Segundo estudo publicado pelos organizadores do Fórum em Davos, só nos Estados Unidos cerca de 1,4 milhão de empregos serão afetados pelas novas tecnologias em 2026. O mesmo estudo assegura que 95% dos trabalhadores mais afetados poderão se realocar ao adequar capacidades e a forma de atuação.

Observamos que os empregos estão se deslocando de uma área para outra, saindo de atividades operacionais, onde não existe tomada de decisão, para funções em que a necessidade de análise para o cumprimento de tarefas é imprescindível. A tendência é que as habilidades mais difíceis de automatizar permaneçam como atribuições de recursos humanos e, em alguns setores, sofram uma expansão para entender melhor o problema do cliente, oferecer soluções contextualizadas, promover um diálogo cativante e que gere uma relação de confiança, empatia e encantamento.

Nos contact centers, por exemplo, são inúmeras transformações nos últimos anos. Quando surgiram, eles trouxeram mais agilidade e comodidade nas relações com os clientes, substituindo a necessidade do deslocamento físico. O teleatendimento foi uma grande revolução no fornecimento de produtos e serviços. Ele criou estruturas gigantescas de telefonia e funcionários, que tinham um treinamento detalhado em todos os processos da empresa.

Neste processo de evolução contínua, o mercado lançou  o autoatendimento por meio de URAs, quiosques, terminais, portais web e aplicativos móveis. Tudo para oferecer mais agilidade para o cliente, além de reduzir o custo operacional. Embora as chamadas aos call centers tenham reduzido, a complexidade das demandas aumentou. As operações simples, que antes eram o maior motivo das ligações, já não ocupavam mais o tempo dos agentes, que passaram a tratar muito mais casos de exceção, clientes mais insatisfeitos – muitos enfrentaram falhas em interações anteriores ou a falta de clareza nas interfaces construídas para o autoatendimento.

Neste cenário, a capacitação e a especialização do agente se tornaram fundamentais. As novas tecnologias como automação no desktop, que consiste em um robô que orienta e automatiza parte do trabalho do operador, a capacidade de aprendizado dos sistemas (machine learning e inteligência artificial), as ferramentas analíticas para criação de modelos preditivos para antecipação de necessidades e demandas compõem o que chamamos de terceira onda da transformação do atendimento ao cliente. O grande objetivo é facilitar todas as tarefas operacionais e repetitivas do agente para que ele possa oferecer um serviço de qualidade, personalizado, acolhedor e eficaz ao cliente, que entra em contato com a empresa por voz, e-mail, chat e mídias sociais.

Toda plataforma digital precisa de alguém que entenda o problema e o processo, que conceba a solução, alguém que desenhe, codifique, teste, mantenha, renove e suporte. Processos mudam a todo momento com o surgimento de novos produtos e serviços, novas mídias e formas de comunicação. Os algoritmos cognitivos operam em um processo similar ao do cérebro humano, em funções básicas como a identificação de imagens, a categorização de mensagens em texto livre, identificação fonética da comunicação oral e a interpretação de seus sentidos. Mas, também, na viabilização de diagnósticos e resolução de problemas menos triviais.

Para isso, os sistemas precisam ter a capacidade de aprender com as interações que processam, por meio do consumo de dados de forma massiva. Este é o grande salto na área de atendimento ao cliente, mais visível ao grande público pelos chats conduzidos por inteligência artificial. No entanto, a tecnologia de IA já é utilizada em sistemas de última geração de tratamento de imagem, voz e análise preditiva, que estão por trás das cortinas do contact center.

Assim como a tecnologia se reinventa, os profissionais também terão que mudar o “mindset” para que possam acompanhar as transformações do mercado de trabalho. Além de estarem mais abertos às mudanças, as empresas deverão investir cada vez mais em qualificação e treinamento para descobrir habilidades que serão fundamentais para o negócio. Se a tecnologia pode criar e extinguir empregos, cabe a cada um de nós, como profissionais, gerir a própria carreira. Todos são capazes de adquirir as novas competências que são demandadas pelas organizações protagonistas na era da transformação digital.

Ingrid Imanishi é consultora de soluções avançadas da NICE.

Artigo encaminhado por Luciana Abritta, da DFreire Comunicação e Negócios.

A música importa. E o ambiente ao seu redor também. | By Eduardo Panozzo e Rafael Achutti

A música é influenciada pelo local de onde vem, e o inverso também acontece: ela é capaz de influenciar totalmente nossa percepção sobre determinado ambiente.

Por que o ser humano cria músicas, afinal?

Alguns dizem que é para exorcizar seus demônios, colocar para fora aqueles sentimentos que não cabem mais no peito, seja ódio ou amor.

Ao imaginar o momento da criação, o mais comum é pensar no artista que, do nada, fica com um olhar estranho e começa a rabiscar freneticamente até que uma obra prima, que não poderia existir de nenhuma outra forma, venha ao mundo.

De dentro pra fora. Assim, de repente.

Essa é ideia romântica que se tem sobre como o trabalho criativo acontece, mas há quem acredite que a verdade seja completamente diferente. “Oportunidade e disponibilidade são, frequentemente, as mães da invenção.” A frase é de David Byrne, músico conhecido por ter fundado a banda Talking Heads e escritor do livro How Music Works. Logo no início do livro ele defende a sua teoria sobre como a música e o contexto onde ela é criada (e onde é executada) estão absolutamente conectados.

Essa teoria afirma que a música, e outros tipos de arte, nascem de certa forma “moldados” às características do contexto ao qual pertencem e não surgem somente de dentro do artista, assim de repente, como muita gente imagina.

Byrne constata: “De certo modo, trabalhamos ao contrário, consciente ou inconscientemente, criando algo que caiba no espaço disponível para nós. Isso vale para as outras formas de arte também: pinturas são criadas para ficarem bonitas nas paredes das galerias de arte assim como a música é escrita para soar bem seja numa pista de dança ou em um teatro (provavelmente não nos dois ao mesmo tempo). Assim, o espaço, a plataforma, e o software ‘criam’ a arte, a música, ou o que quer que seja”.

O músico deixa clara a sua opinião de que isso não é uma coisa tão fria quanto possa parecer. É claro que a emoção está presente. Só porque a forma que o trabalho vai ter é influenciada pelo ambiente, não quer dizer que a criação precisa ser mecânica.

“Nós expressamos nossas emoções, nossas reações a eventos, términos de relacionamentos e tudo mais, mas a maneira com que fazemos isso — a arte disso — é colocá-las dentro de formas prescritas ou espremê-las dentro de novas formas que se encaixam perfeitamente em um contexto emergente”, sintetiza David Byrne.

Vitor Ramil, compositor e cantor gaúcho, também faz referência a essa influência do ambiente sobre a música no seu texto “A estética do Frio”:

“Apesar de toda a diversidade, eu via no Brasil tropical (generalizo assim para me referir ao Brasil excetuando sua porção subtropical, a Região Sul) linguagens, gostos e comportamentos comuns como sua face mais visível. Sua arte, sua expressão popular trazia sempre como pano de fundo o apelo irresistível da rua, onde o múltiplo, o variado, a mistura que a rua evoca ganhavam forma, sendo a música e o ritmo invariavelmente um convite à festa, à dança e à alegria de uma gente expansiva e agregadora”.

É a música respondendo ao contexto que lhe é imposto. É o artista servindo com um espelho que reflete o ambiente, à sua interpretação. Portanto, se a música sofre fortes influências do contexto onde ela nasceu, podemos afirmar que algumas caem bem em determinado ambiente e outras não. A música africana, percussiva e rítmica, se tornaria um caos se tocada em uma catedral, por exemplo.

As catedrais góticas, com suas paredes de pedra, reverberam muito o som fazendo com que uma nota tocada fique no ar por um bom tempo e se torne parte da atmosfera sonora do lugar. Ou seja, o que soa melhor nesses locais é o tipo de música feita na idade média, sem muitas mudanças de tom.

Para muitos esse tipo de som é o que se conhece por um som “espiritual”. Agora, para os africanos, cuja música espiritual é ritmicamente complexa, o som das catedrais em nada se relaciona com espiritualidade, soando apenas meio indefinido e confuso.

Fica claro como um som que pode tocar e emocionar profundamente as pessoas de determinado local, tem também o potencial de irritar e afastar pessoas de outro.

Hoje, talvez mais do que nunca, é preciso ter cuidado com isso.

Nunca foi tão fácil e corriqueiro tirar a música de seus espaços naturais e utilizá-la em outros completamente distantes e diferentes. Pense bem: quais eram as chances de, na idade média, uma tribo africana estar tocando seus tambores em uma catedral gótica? Hoje, basta um celular com internet conectado na caixa de som.

A música é extremamente poderosa.

Sabemos muito bem disso pois, essencialmente, o que fazemos é criar playlists que ajudem o nosso cliente a atingir seus objetivos, seja ele se tornar a maior referência musical possível para o consumidor de determinado nicho, proporcionar uma melhor experiência de compra ou simplesmente vender mais.

Portanto, faz parte do nosso trabalho criar playlists para os mais diversos ambientes comerciais espalhados pelo Brasil. Pensamos e utilizamos a música para criar uma atmosfera completamente nova para as marcas, remetendo — possivelmente — ao espaço onde essa música foi criada. E ao remeter a esse espaço, o som é capaz de incorporar características do seu local de origem ao ambiente das lojas.

Desde que nascemos como empresa, e até antes, como consumidores de música, notamos que a grande maioria das marcas costuma ter um cuidado especial com tudo aquilo que salta aos olhos, mas acaba se esquecendo de algo essencial: os ouvidos.

O som é o nosso segundo sentido mais importante, atrás apenas da visão. Quando ouvimos música, quase todos nós somos afetados por ela. Pode nos incomodar, nos deixar triste, nos encantar, nos animar ou nos fazer chorar. Pode nos fazer dormir, ou até mesmo sair pulando e dançando pela casa toda.

Por isso é tão importante que a música transmita emoção, se conectando com as associações e a identidade da marca, levando em consideração até os mínimos detalhes.

Do contrário, a música pode acabar soando como um acorde fora do tom, uma corda desafinada, uma microfonia que nunca cessa. Ela deixa de ser uma ferramenta de marketing e acaba mais atrapalhando do que ajudando. Atrapalha os clientes, os funcionários e a marca como um todo.

É como falamos anteriormente: um som que pode tocar e emocionar profundamente as pessoas de determinado local, tem também o potencial de irritar e afastar pessoas de outro.

Quando mal utilizada, a música pode até se transformar em um instrumento de tortura. Literalmente. Ela foi uma das ferramentas usadas para torturar os prisioneiros na guerra contra o terror em locais como o Iraque e a Baía de Guantánamo (é sério).

A música a qual os prisioneiros eram submetidos era muitas vezes escolhida por ser o mais culturalmente ofensiva possível para eles, e tocada em um volume absurdamente alto por períodos longos, mas imprevisíveis. Ou seja, os prisioneiros eram privados do controle do sono e também de sua capacidade de encontrar um espaço que o som, desagradável a eles, não os alcançasse.

Mas não precisamos ir tão longe para exemplificar como uma música dissonante e fora do seu contexto pode ser prejudicial. Pensa naquele vendedor de uma loja de roupas, tendo que trabalhar, motivado, durante oito horas por dia, sendo submetido a músicas que simplesmente não conectam com ele. Já dá pra considerar tortura, né?

Concordamos totalmente com David Byrne quando ele afirma que “a música certa, no lugar certo, é o que nos toca”, e entendemos a importância de considerar o contexto e o local de onde cada música vem no nosso processo de curadoria. E uma boa curadoria vem da experiência.

O curador precisa vivenciar aquilo que ele está escolhendo para compor a playlist, entender o peso dos artistas, ter propriedade e o feeling para defender suas escolhas. Essas características só vêm de alguém que está realmente conectado com o recorte musical do projeto em questão.

bananasA forma que encontramos de colocar isso em prática aqui no Bananas foi criando o Music Hub, uma rede de curadores musicais humanos espalhados pelo mundo.

Assim, quando nosso trabalho for criar a trilha sonora para uma loja em Recife, por exemplo, podemos contar com alguém que saiba o que está rolando especificamente por lá, que tenha condições de dar um panorama sobre o consumo musical do lugar. Alguém que viva a cidade de verdade.

Essa é a época de maior abundância musical da história. Temos todas as músicas do mundo guardadas no nosso bolso e nunca foi tão fácil tirar música de seus espaços mais naturais e utilizá-la em outros completamente distantes e diferentes.

É por isso que o trabalho do curador musical deve ser pensar em cada detalhe, como o ambiente e o contexto de onde aquelas músicas vem, por exemplo.

Afinal, não é apenas criar qualquer playlist. É garimpar a música certa para o momento e para o lugar certo, fazendo ela tocar de verdade o coração das pessoas através de playlists criadas e curadas com todo o carinho do mundo.

Eduardo Panozzo é redator Bananas (www.bananas.mus.br). Formado em Publicidade e Propaganda pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), Panozso mistura sua bagagem em comunicação com a experiência adquirida em anos atuando no mercado musical para criar conteúdo de e sobre música. Co-criador do selo Honey Bomb Records e com uma passagem pela Noize Media, hoje é responsável pelo conteúdo do Bananas Music Branding e de algumas bandas independentes que atende através da Buzz Music Content. E-mail: du@bananas.mus.br.

Rafael Achutti é sócio-fundador da Bananas (www.bananas.mus.br). Formado em Relações Públicas, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com pós-graduação em marketing digital pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Achite trabalhou durante 10 anos em agências publicitárias, onde fazia planejamentos estratégicos. Também, atuou durante dois anos no departamento de marketing da Converse All Star. Já morou fora do Brasil, de 2006 a 2007 em Londres, na Inglaterra, e hoje está à frente do Bananas Music Branding. E-mail: achutti@bananas.mus.br.

Artigo encaminhado por Cléa Martins e Patrícia Larsen, da Baião de 3 Comunicação | (GC)

O fim do dinheiro como o conhecemos | By Christian Geronasso e Patrick Silva

Entre tantas revoluções pelas quais o dinheiro já passou, desde as moedas de ouro e prata ao cartão de crédito, voltamos agora a atenção para um movimento de mudança radical. Graças aos avanços tecnológicos, chegamos às criptomoedas. Tal qual as convencionais, as criptomoedas podem ser compradas e negociadas, e, a partir daí, serem utilizadas para adquirir desde serviços online até apartamentos, matéria-prima etc. No Brasil os estabelecimentos comerciais ainda resistem, mas ao redor do mundo alguns países já estão inclusive regulando a utilização da moeda.

A criptomoeda é considerada uma moeda fiduciária, ou seja, não possui lastro em metal, não tem representação física e é controlada por meio da tecnologia blockchain, que garante a segurança do sistema. Especialistas estimam que até 2027 cerca de 10% do PIB mundial estará armazenado em tecnologia blockchain.

Exemplo das criptomoedas, os bitcoins são virtuais, independentes e sem regulação de qualquer entidade, não existem em locais virtuais, como correios eletrônicos ou armazenamentos em nuvem, e muito menos em locais físico/virtuais como hard drivers ou pen drivers. Para “materializar” um bitcoin ou visualizar o balanço de sua conta corrente é necessário relacionar diferentes registros de transação dispostos em uma rede de bloco virtual (blockchain), que só podem ser consolidados mediante uma chave privada. No Fórum Econômico Mundial de 2017 as criptomoedas e o blockchain foram relacionados com temas como confiança nas negociações, mudanças nos serviços financeiros e outros impactantes para o cenário econômico mundial. A discussão se iniciou principalmente pelo potencial que essa tecnologia tem para dificultar tentativas de esconder ou disfarçar transações.

Apesar de uma pesquisa da consultoria PwC apontar que menos de 5% dos bancos estão bem familiarizados com o assunto, em agosto de 2016 os bancos Bank of America e HSBC revelaram ter construído uma aplicação para melhorar transações com letras de crédito. A atenção das instituições financeiras tem motivos, pois o blockchain permite que grandes volumes monetários sejam arrecadados, sem taxas ou desvios e em tempo real. Sem dúvida o blockchain irá impactar bancos, seguradoras e intermediadoras de pagamentos, mas existem infindáveis possibilidade em marketing, serviços sociais, vendas, a exemplo do que ocorreu como Uber, Airbnb e eBay.

Se esse modelo for aplicado, atividades hoje muito presentes tendem a desaparecer. Muitos dos especialistas que anteciparam e antecipam movimentos do mercado, como Don e Alex Tapscott, autores do livro Blockchain Revolution, apontam grandes mudanças em modelos de negócio que exigem intermediação, como os cartórios, que realizam atividades para garantir que as informações apresentadas por cada uma das partes em uma negociação sejam verdadeiras.

Em breve ao adquirir um imóvel, automóvel ou uma laranja orgânica poderemos consultar um blockchain que possuirá todas as informações históricas, sem a necessidade de uma entidade intermediadora. Será possível, a partir de um smartphone, realizar a leitura de um QR Code que detalhará todas as manutenções realizadas no imóvel, todas as vezes que o seguro de um automóvel foi acionado e até mesmo se a fazenda que vende orgânicos realizou recentemente a aquisição de agrotóxicos.

Como se não bastasse, a criptomoeda já é uma possibilidade disseminada de investimento, e vemos o reflexo disso nos seus preços. A cotação da moeda virtual bitcoin em comparação com o real, saiu do patamar negociados abaixo de R$ 1 mil reais, em 2015, para a cotação de R$ 18.000, mais de 1.800% em apenas dois anos. Ao que tudo indica, o título deste artigo não contém exageros.

Christian Geronasso e Patrick Silva são membros do Comitê Macroeconômico do ISAE – Escola de Negócios

O futuro dos empregos dependerá da tecnologia offline | By Gustavo Leme

Em uma conversa recente com um colega que lê meus artigos em um dado momento perguntei para sobre qual tema gostaria que eu escrevesse numa próxima coluna e, sem titubear, me sugeriu que desenvolvesse um artigo que trouxesse reflexões sobre o futuro dos empregos. A partir daí que surgiu o título deste artigo, O futuro dos empregos dependerá da tecnologia “offline”, que pretendo trazer reflexões a luz de um mundo que não se desliga da tecnologia, e que por isso têm dificuldades, até certo ponto antagônicas, de conectar as pessoas.

Esse tema direcionou o meu “radar” para o futuro, e me fez ter contato por indicação de outro amigo, com a série do Netflix intitulada de Black Mirror, que foi criada por Charlie Brooker, e que apresenta uma ficção especialmente voltada para as consequências imprevistas, decorrentes da utilização cotidiana das novas tecnologias.

A terceira temporada da série Black Mirror retrata um mundo onde tudo está baseado nos resultados das avaliações (rating), que as pessoas fazem uma das outras utilizando um aplicativo de celular. O resultado consolidado das avaliações “online” impacta nas relações sociais e comerciais diárias das pessoas, criando um mundo de aparências e falsidade.

A velocidade das mudanças impulsionadas pela utilização de novas plataformas tecnológicas alterou o nosso modus operanti de viver, conviver, se relacionar, trabalhar e principalmente mudou a noção de tempo que tínhamos para fazer as coisas, ou seja, hoje qualquer hora pode ser hora.

Segundo Rita Loiola, em seu artigo publicado na revista Galileu sobre o futuro do trabalho, as hierarquias flexíveis irão surgir para acompanhar o poder descentralizado das redes de produção, chegaremos a era do trabalho freelance, colaborativo e, de certa forma, inseguro. Ela vê ainda que entraremos no tempo de mais conforto, cuidado com a natureza e da criatividade.

Quando as novas gerações chegarem totalmente ao comando das empresas, elas vão colocar em xeque antigos dogmas, dentre eles o da presença física no trabalho. Além disso, irão trazer a discussão da importância do intraempreendedorismo (ao mesmo tempo que você é empregado você é empreendedor, criando um fenômeno conhecido como intraempreender) para as organizações.

Neste contexto de mudança será decisivo a preparação dos nossos filhos, dos alunos, dos colegas e dos profissionais para que aproveitem o poder da tecnologia para transformar o nosso mundo em um lugar melhor. Segundo Paulo Vicente, renomado professor da Fundação Dom Cabral (FDC), precisaremos desenvolver novas competências, principalmente as que estão na coluna roxa intitulada de Empresa dispersa.

A querida e competente professora Elizabeth Rezende Fernandes (Beth), também da Fundação Dom Cabral, compartilhou comigo os avanços das suas recentes pesquisas sobre identidade organizacional e vínculo de gerações, e deixou claro que a coragem, a cooperação e a perseverança serão atitudes que a cada dia serão mais vivenciadas.

Concluo este artigo destacando que o futuro dos empregos dependerá da tecnologia “offline”, que na verdade são as relações humanas face a face. Precisamos ter de volta o “online” das relações humanas, pois estamos perdendo, prova disso é que a maioria das competências acima destacadas pelo professor Vicente como necessárias para o futuro são pautadas no humano.

Acredito no poder imensurável do amor para a constante evolução humana, e quando falo em amor não tem como não lembrar no maior amor, que para mim é o amor de mãe, e que neste momento passa por dificuldades decorrentes do mundo moderno, onde o tempo de criação dos filhos se vê dividido com outros assuntos do dia a dia (isso envolvem o apoio dos pais também nesta criação / educação), impulsionados pela tecnologia. Precisamos nos desconectar para conectar.

Gustavo Mançanares Leme é gerente executivo de Recursos Humanos do Grupo Baumgart, com experiências em processos de transformações culturais e turn around de negócios. Também é estrategista e especialista em práticas de excelência em desenvolvimento e performance organizacional.

Rússia à beira do “suicídio demográfico” | By Luis Dafaur

Bonecas num ex-jardim de infância em Pripyat, abandonada nos dias da ex-URSS, ilustram o drama da queda da natalidade na “nova-URSS”

Segundo a agência oficial russa Rosstat, entre janeiro e fim de maio de 2017 nasceram 70.000 crianças a menos que em idêntico período do ano passado. Tal queda coloca a Rússia na via do suicídio demográfico, pois a diminuição da população atingiu o “ponto de não retorno”.

A catástrofe dizimou os recrutas do Exército que Putin quer para reconstituir a grandeza militar da falida URSS. A moral que havia desertado da velha URSS não voltou na “URSS 2.0” de Putin. Não se pode esperar ensinamento ou exemplo algum do clero do Patriarcado de Moscou que se contenta em emitir ruidosas declarações para consumo externo, mas que dentro da Rússia ninguém lhe dá ouvido.

O relatório World Population Prospects – 2017 Revision da ONU contabiliza 143,99 milhões de almas na Federação Russa, que ruma para 140,543 milhões em 2030; 132,731 em 2050 e 124,013 em 2100.

Putin prometera as medidas necessárias para “salvar 50 milhões de vidas” e fazer subir o total a 154 milhões. Ao que se referia o presidente com a expressão “salvar vidas”? Só pode ser o que todo mundo sabe: na Rússia o aborto bate recordes abissais. Mas nada detém a queda.

Os índices de mortalidade são também assustadores, notadamente pelo abuso de álcool e drogas. Mas também em razão do arcaico, insalubre e corrupto sistema de saúde. A Rosstat aponta para uma perda líquida de 300.000 almas em 2017 porque os nascimentos não preencherão o vácuo aberto pelos decessos. A “bolsa maternidade” de 11.000 dólares oferecida por Putin às mães de mais de dois filhos não funcionou. A quantia não é nada pequena. Não falta a matéria, falta a moral.

Hoje o desabamento da economia russa fez o dono do Kremlin “otimizar” os serviços sociais e de saúde. O que há de “mais ótimo” que os filhos? Não faça essa pergunta em Moscou. No primeiro lugar da “otimização” ficaram o armamentismo e a expansão russa no exterior, acompanhados de perto pela máquina de repressão dos descontentes.

O orçamento militar russo foi multiplicado por 20 em 15 anos desde a ascensão de Putin, segundo a Bloomberg. As áreas de Defesa e de repressão interna representam 34% do orçamento federal russo contra 11% consagrado à saúde.

O mais incrível de tudo é que a imagem da Rússia de Putin é propagandeada no Ocidente como sendo um feudo do cristianismo, cismático é claro.

Entre a Rússia e os países atacados pela Revolução Cultural a verdadeira e arrepiadora porfia é quem se esvazia primeiro. Putin tem de seu lado que na Rússia, as ONGs verdes não podem pregar livremente a drástica redução da humanidade. Tampouco os documentos Laudato Si e Amoris Laetitia podem ser lidos pelo povo russo.

A solução do problema se encontra na restauração do pilar básico da Civilização Cristã que é a família mas, na prática a pregação do catolicismo está ameaçada e é quase inviável.

Luis Dufaur é escritor, jornalista, conferencista de política internacional e colaborador da ABIM.

A comunicação corporativa e o juiz Sérgio Moro | By Daniela Barbará

O juiz Sérgio Moro causou um reboliço não só na vida política do Brasil como também nos ambientes corporativos. Palavras como delação premiada, gravação telefônica, empresa offshore, impunidade, doleiros, corrupção, tornaram-se rotina na vida dos telespectadores brasileiros e no linguajar popular. Isso porque grandes e tradicionais empresas brasileiras e seus fornecedores estão sendo chamados a prestar contas sobre trabalhos realizados. Mas o que mudou?

Muito simples. Não se toleram mais contratos falsos, caixas 2 e nem operações bancárias sem comprovação. A revelação de intrincados esquemas de corrupção envolvendo a esfera pública e privada fez com que não se aceite mais malas cheias de dinheiro circulando dentro das empresas, nos porta-malas de carros oficiais e táxis. Agora, empresas de diversos portes e segmentos que são prestadoras de serviços de grandes companhias têm que se justificar ao juiz. “Ah, mas eu sempre fiz tudo direitinho e não tenho nada a ver com isso”. Será?

Recentemente me disseram: “ainda não estamos na Lava Jato”. E minha resposta foi: “prepare-se porque vocês podem ser citados em breve”. Toda empresa, mesmo que idônea, pode ter seu nome ventilado na imprensa durante grandes investigações como a Lava Jato. Mais de 40 empresas de diversos portes e setores já foram citadas na operação da Justiça Federal. Com isso, posso dizer que as empresas precisam se preparar para gerenciar essa crise ou terão que arcar também com uma mancha grande na reputação e marca.

Para isso é preciso preparar a casa com todas as informações possíveis. Se respaldar, documentar e manter a transparência nas relações com todos os principais públicos. A imprensa é a primeira que vem à mente, mas deve-se também dar atenção especial aos funcionários e seus próprios fornecedores e clientes.

A preparação para viver uma situação dessas deve ser feita com vários setores internos envolvidos. Um grande espírito de equipe deve ser mantido durante o levantamento dos possíveis cenários de crise e cada uma das respostas. Todos têm que ser chamados para colaborar: do chão de fábrica aos principais executivos, passando pelo departamento jurídico, financeiro e recursos humanos. O foco é minimizar qualquer possível dano à empresa: seja monetário ou mesmo social. Contratos, notas fiscais, trocas de e-mails, boletos bancários, acordos firmados, pagamentos, movimentações financeiras, aditivos contratuais, documentos dos diversos tipos devem estar prontos para servem usados como provas. Prestar esclarecimentos é fundamental neste momento.

A operação Lava Jato é a maior investigação de corrupção e lavagem de dinheiro que o Brasil já teve. Os escândalos corporativos podem e devem ser tratados rapidamente e com a maior coerência possível. Assumir a responsabilidade pelo ocorrido, mostrar que está à disposição para esclarecimentos, dar atenção às vítimas diretas e indiretas e ter uma postura humilde em relação ao estrago feito são algumas das posições das empresas que se manterão vivas depois que tudo passar.

Estamos assistindo de camarote ao maior escândalo de corrupção da história do País, que já completa mais de três anos. O que restará do Brasil? Empresas que prestaram seus esclarecimentos, eleições limpas, profissionais treinados e prontos para tomar à frente e uma relação maior de transparência entre empresas e seus fornecedores. A comunicação é a ferramenta necessária para que possamos vislumbrar um país mais limpo e com empresas idôneas.

Daniela Barbará (daniela@evcom.com.br) trabalha há vinte anos com gerenciamento de crise e comunicação corporativa com empresas de diversos portes e segmentos. Pode ser contada pelo fone (11) 999837800.

Águas de janeiro a março | By Claudio Felisoni de Angelo (IBEVAR E USP)

O mês de janeiro de 2017 registrou um índice de precipitação pluviométrica dos mais altos. As consequências já são conhecidas: alagamentos, desabamentos e trânsito infernal. Circunstâncias semelhantes ou, até mesmo, exatamente as mesmas do início de anos anteriores. Depois das festas, todos se preparam para as chuvas. Não se trata de uma ocorrência com alguma probabilidade. Como dizem os estatísticos, tal situação é considerada como um evento certo.

Felizmente, no caso da economia, embora sem otimismo, pode-se dizer que nos afastamos do evento certo, ou seja, do dilúvio. Do modo como seguíamos, não haveria dúvida de que seríamos tragados pela correnteza produzida pelos desacertos da política econômica vigente no nosso país.

No que diz respeito especificamente ao consumo, ainda que as vendas continuem em um patamar muito abaixo do que já foi apresentado tempos atrás, os fatores que as condicionam dão sinais alvissareiros de uma melhora em um horizonte próximo. Não será, de modo algum, uma recuperação portentosa, como a de alguém que superou as águas que o impeliam para trás e, agora, corre veloz adiante. Infelizmente, não será assim.

De 2015 para 2016, por exemplo, a renda das pessoas com ocupação caiu, aproximadamente, 7%. Também neste mesmo período, a população empregada nas regiões metropolitanas declinou. Comparando-se o terceiro trimestre de 2014 com o mesmo período de 2016, a perda do poder aquisitivo, o desemprego e a insegurança na manutenção dos postos de trabalho contribuíram na redução de 11% para 5% do percentual referente à disponibilidade das famílias para novas compras. Com isso, a capacidade competitiva da economia brasileira, já bastante fragilizada, ficou ainda mais deteriorada.

Para 2017, o mercado prevê que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) situe-se abaixo de 5% este ano, percentual aquém do registrado para 2016, de 6,4% a.a.. Essa previsão de inflação associada à demora da retomada do ritmo de atividades levou a autoridade monetária, no dia 11 de janeiro, a um corte de 0,75 ponto percentual na taxa Selic, redução acima da esperada pela maior parte dos especialistas.

Entretanto, pelas condições recessivas, o nível de emprego ainda continua muito baixo. As estimativas dão conta de que há mais de doze milhões de pessoas desocupadas. Assim como não se resolve as enchentes com barreiras de contenção colocadas nas ruas, também no contexto do mercado de trabalho, se faz necessária a implementação urgente de medidas estruturais, que, embora realmente efetivas, por sua vez, não produzem efeitos significativos imediatos.

De qualquer forma, seja porque as vendas têm sido muito fracas ou porque, aos poucos, a sociedade vai se apropriando dos benefícios das resoluções editadas pelo governo, a verdade é que o ânimo dos indivíduos para compras vai se reestabelecendo ainda que vagarosamente. Frise-se muito vagarosamente.

Trimestralmente, o Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR) aponta a intenção de compra dos indivíduos. O referido índice, que se baseia primordialmente na disposição de bens duráveis, situa-se em um patamar realmente muito baixo. Entretanto, nota-se que, para o trimestre que compreende os meses de janeiro a março de 2017, há uma pequena melhora, da ordem de 2%, em relação ao último trimestre de 2016.

Embora seja muito cedo para se falar em recuperação, não se pode deixar de ver que esta leve tendência traz um bom sinal. E esta percepção é reforçada pela ideia de que, há pouco tempo, seguíamos desgovernados e ritmados pelas águas turbulentas da desordem.

Claudio Felisoni de Angelo é presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR) e Professor da USP.

As cinco maiores tendências de pagamentos e o impacto que elas terão em 2017 | By Jean Christian Mies

Quando falamos em pagamentos, a melhor experiência oferecida é a invisível. A conveniência de deixar a carteira em casa e não se preocupar com o pagamento de serviços recorrentes são elementos fundamentais para tornar a experiência de compras mais descomplicada. E grandes avanços já estão sendo feitos nessa área.

Atualmente, empresas como Netflix, Uber, Wine.com.br e Airbnb estão transformando a forma de pagar e impactando as indústrias de serviços e varejo. Há uma grande oportunidade para empresas se diferenciarem pela experiência oferecida em pagamentos nos próximos anos, e algumas tendências nessa área ganharão mais força em 2017.

Mobilidade

As vendas por dispositivos móveis somam 37% de todos os pagamentos online ao redor do mundo, e essa estatística é ainda mais impressionante em países como Austrália e Reino Unido, onde os pagamentos móveis já correspondem a mais da metade das operações, segundo pesquisa da Adyen. No Brasil, mercado que deverá ter 236 milhões de smartphones nos próximos dois anos, de acordo com dados da FGV-SP, a previsão é de que o crescimento de carteiras digitais se intensifique com a chegada das tecnologias Apple Pay e Android Pay, que devem abrir de vez as portas do uso de carteiras digitais no país em 2017.

Esse movimento também tem incentivado o surgimento de apps de pagamento P2P (pessoa para pessoa) e a evolução desses serviços para carteiras digitais B2C, como já é feito pelo app de mensagens WeChat Pay, na China. Com a popularização das carteiras digitais no Brasil, serviços como este devem ganhar força nos próximos anos.

E por ser uma tecnologia onipresente, o smartphone se tornou um companheiro perfeito para efetuar compras a qualquer hora e em qualquer lugar, impulsionando a inovação do cenário de pagamentos e eliminando a barreira entre os canais de vendas, permitindo que clientes façam check-outs com um único toque, seja em lojas, online ou via apps.

Fraude

Inevitavelmente, quanto mais fácil se torna para o consumidor pagar, maior o risco de ações de fraudadores. Ao reduzir o número de etapas no processo de pagamento, menos dados de verificação de autenticidade da compra são coletados e se torna cada vez mais difícil identificar e impedir fraudes. E os fraudadores estão ficando mais sofisticados, deixando de gastar tempo com múltiplas tentativas de pequena escala e concentrando-se em lançar ataques súbitos de grande escala.

Por isso, é importante manter em funcionamento sistemas antifraude robustos, integrados à plataforma de pagamentos, a fim de utilizar um sistema unificado de dados e com inteligência analítica para combater os fraudadores da melhor forma. É crucial despender energias e investimentos em sistemas, normas e infraestruturas que possam identificar e responder rapidamente às tentativas de fraude, sem a necessidade de intervenção manual. Atualmente, ferramentas como o Adyen RevenueProtect, com uso de dados e machine learning, já estão no alcance das empresas para combater essas ameaças.

Recorrência

Os serviços por assinatura e com pagamentos recorrentes estão cada vez mais presentes no nosso dia a dia. Fazemos streaming de músicas e programas pela internet, utilizamos serviços de mobilidade e até recebemos entregas mensais dos nossos produtos favoritos, com o pagamento ocorrendo de forma praticamente imperceptível.

O resultado é que as vendas dos serviços por assinatura tem apresentado crescimento até nove vezes mais rápido do que as companhias listadas no índice S&P 500. E cada vez mais empresas estão adotando modelos de assinatura, focados na conveniência e no relacionamento a longo prazo com clientes. Para facilitar a disponibilização desse modelo de negócios, a indústria de pagamentos está evoluindo continuamente e lançando ferramentas baseadas em dados de pagamento de clientes com o objetivo de evitar o churn involuntário, com a interrupção de serviços por causa de cartões expirados ou perdidos.

Dados

O Reconhecimento de Consumidores assume um papel importante no estudo de comportamentos para entrega de serviços personalizados, como planos e prêmios de fidelidade, ofertas especiais e diferenciais de pagamento e entrega. E conforme novos canais emergem, desde compras em apps de mensagens até quiosques em lojas físicas, o reconhecimento das preferências de cada cliente em diferentes canais de interação abre novas oportunidades de negócios.

E um elemento chave no trabalho com reconhecimento do comportamento do consumidor é o pagamento simplificado, e ainda há ganhos significativos para quem investir da maneira correta. Para quem já estiver usando tokenização, o caminho está 80% andado e deve facilitar a ligação entre detalhes tokenizados do cartão e a conta do consumidor. O segredo é trabalhar com uma parceria que possa gerenciar toda essa carga de trabalho.

Integração

Esta continuará sendo uma grande prioridade para negócios em 2017, e a razão é muito simples: para reconhecer clientes através de diferentes canais de vendas, permitir compras com um único ou nenhum clique de botão e identificar tentativas de fraude, as empresas precisam de uma visão unificada dos dados de pagamento de cada cliente. E o primeiro passo nessa direção é a consolidação de cada etapa desse processo em um sistema unificado, abrangendo todos os canais de vendas.

Uma vez que esse obstáculo é vencido, permitirá que os pagamentos invisíveis se tornem mais tangíveis para muitas empresas e, com certeza, uma das maiores tendências de investimentos para pagamentos em 2017.

Jean Christian Mies é vice-presidente sênior da Adyen para a América Latina.

Mal do século chama-se ansiedade | By Fábio Akiyama

Conhecida como o mal dos tempos modernos, a ansiedade vem tomando conta da nossa sociedade de maneira impiedosa e rápida. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 33% da população mundial sofre deste mal e o Brasil aparece no topo da lista de países mais afetados.

Segundo o INSS, os distúrbios mentais já são a terceira maior causa de afastamento, o custo disso chega a quase R$ 200 milhões para os cofres públicos. A ansiedade traz alguns sintomas que podem atrapalhar a vida social e até no ambiente de trabalho. Os sintomas mais frequentes e comuns são dores e apertos no peito, podendo sentir palpitações, dores na região abdominal, tremores, roer unha, falar de forma rápida, preocupação, medo constante e uma grande sensação de que algo ruim vai acontecer.

Quando apresentamos estes sintomas e sensações, o organismo mantém um sistema de defesa do corpo ativo, entrando no famoso estado de alerta. Diante destas situações, o sistema adrenal é ativado mantendo-nos mais “ ligados e espertos”, afinal estamos sempre com a sensação de que algo ruim vai acontecer.

Com essa adrenalina a mil, quem consegue desligar, descansar, ir ao banheiro com tranquilidade, dormir bem, se alimentar bem, manter seus hábitos saudáveis? Impossível dentro desta realidade.

A boa notícia é que existe uma técnica chamada Microfisioterapia, que foi desenvolvida por franceses como base na embriologia, a filogênese e a anatomia humana. O método permite avaliar o ritmo vital dos nossos órgãos e tecidos através de micro toques, procurando perdas de vitalidade e a causa desses desequilíbrios. Além disto, estimula o corpo para que se auto regule e assim possa reencontrar a saúde.

Essas agressões primárias deixam cicatrizes que ficam armazenadas nos tecidos, atrapalhando o funcionamento e desregulando o ritmo vital. O fisioterapeuta, através de micro palpações, procura pelo corpo onde essa “cicatriz” ficou armazenada e reconhece qual tecido (musculoesquelético, tecido do sistema nervo, pele ou até visceral) teve perda de vitalidade, afetando o funcionamento. O papel do profissional é, então, apresentar para o corpo onde estão localizadas essas feridas para que o próprio organismo as elimine.

A cicatriz patológica é o vestígio deixado pelo agente agressor no corpo, que até tenta reparar o problema, mas não consegue eliminar por uma deficiência do sistema imunológico ou porque a agressão foi muito forte. O resultado é um desequilibro de células e tecidos, atrapalhando suas funções e provavelmente gerando sintomas.

A Microfisioterapia possui um papel extremamente importante no tratamento da ansiedade, conseguindo analisar como está a carga adrenal, e assim, estimulando a eliminar a sobrecarga, ou seja, estimula nosso organismo a se equilibrar para que venha a reagir em busca da eliminação da informação que está causando tanto mal ao nosso corpo.

A experiência clínica mostra que e a ansiedade geralmente é um problema secundário, ou seja, é resultado de situações de impotência, desvalorização, estresse excessivo ocorridos no passado e que marcaram muito, culminando no estado de alerta.

Em alguns casos, foi detectado também que o problema advém de pessoas que não se encontravam no controle da situação, ou que os resultados não dependiam somente dela, criando assim frustrações e até sentimento de derrota.

A Microfisioterapia consegue identificar a causa primária (origem e fonte) em 80% dos casos tratados. Com esta técnica, o terapeuta atua na fonte ou causa e assim o paciente percebe que a ansiedade vai diminuindo gradativamente e de maneira significante. E a grande vantagem é que o tratamento não usa nenhuma droga ou medicamentos.

Sobre Fábio Akiyama

Atua na área da saúde desde 2009. É fisioterapeuta e trabalha com a Microfisioterapia, terapia que estimula a auto cura através do toque, ou seja, faz com que o corpo reconheça seu agressor e inicie o processo de reprogramação celular. É pós-graduando em Técnicas Osteopáticas e Terapia Manual, além da formação em Osteopatia Estrutural e Visceral, Posturologia Clínica e Equilíbrio Neuro Muscular. Possui curso na área de tratamento da articulação temporomandibular (ATM) e introdução ao Método Rosen. Em 2014, realizou um curso de especialização em prevenção e tratamento de lesões de membros inferiores e análise biomecânica de corrida, pela The Running Clinic no Canada. Atua desde 2012 também como instrutor de Pilates e Treinamento Funcional. Em 2015, foi monitor no Instituto Salgado de Saúde Integral nos módulos avançados do curso de formação em Microfisioterapia. Para saber mais, acesse www.mindtouch.com.br.

Fonte: Carolina Lara | (GC)

Vamos fazer 2017 começar! | By Paulo Ancona

O ritmo de crescimento do PIB será menor do que fora projetado e aqui não é o canal para discussão de medidas econômicas, corretas ou não, que levem o país a conseguir recursos que alavanquem sua economia ou atraiam investimentos. O fato é que os negócios devem andar, independente do governo, sem querer, com isso, afirmar que será fácil ou sem sustos.

Não cabe sentar na soleira de casa, acender um cigarro, olhar a lua e ficar esperando que as coisas melhorem para nos movimentarmos. Cabe, a cada empresa, repensar, achar caminhos, mudar, inovar, se reposicionar, criar novos canais e interfacear todos eles, redefinir métodos, processos de trabalho e tecnologia para fazer a roda girar para frente.

Existem muitas novidades, oportunidades, brechas, mudanças indispensáveis a serem feitas. Seus clientes já não são mais os mesmos, não se comportam da mesma forma ano após ano. Nem seus concorrentes! E você pode estar se deparando com uma situação que não sabe exatamente como lidar, o que fazer e nem como. Sabe que precisa melhorar os resultados, ter mais demandas positivas e menos queixas de clientes ou insatisfação de equipe, franqueados ou parceiros.

O que os clientes querem? De que forma? Ser online ou offline? Como integrar os seus canais de venda? Há meios de fazer deste momento, a grande virada ou a melhoria de detalhes que farão muita diferença. Vamos falar de inovação, criação, transformação, expansão, pessoas, expectativas e resultados?

Esse é o momento de definir qual pode ser o caminho para grandes soluções. Vamos transformar a sua história!

Paulo Ancona é sócio-diretor da Vecchi Ancona – Inteligência Estratégica, consultoria com mais de 20 anos de experiência na criação e gestão de negócios.

Compliance humano na agenda 2017 | By Barry Wolfe

As empresas socialmente engajadas terão um vasto novo horizonte para desbravar em 2017. Reflexo direto das delações premiadas, das descobertas aparentemente intermináveis de fraudes político-corporativas e das mudanças em algumas lógicas caras às companhias no decorrer do intranquilo 2016, a descoberta de novos conceitos ligados àquilo que se chama de “governança empresarial” vai representar uma fronteira bravia a ser domesticada, compreendida e inserida na agenda corporativa a partir de agora. As companhias que hoje se debatem para implantar políticas de compliance e consequentes códigos de conduta rígidos – para evitar o risco de cair ou recair em práticas sem ética – mal terão tempo de recobrar o fôlego e já lá terão batendo às suas portas novas demandas que, para alguns, soarão inusitadas.

Uma das mais notáveis entre elas será a da elasticidade que se descobrirá no termo compliance. Essa expressão derivada do verbo em inglês comply – acatar a uma ordem e agir segundo ela – já se mostra bastante ampla no jargão empresarial. Ela inclui uma vasta ordem de fenômenos do universo das empresas privadas, e até de órgãos públicos, em uma tentativa de os controlar por meio de moldes éticos. Os códigos de conduta das empresas são suas pequenas pontas aparentes, mas por baixo há toda uma maquinaria de controle que vem ganhando músculos de grandes proporções.

Ainda assim, se hoje espremêssemos os complexos de compliance de diversas empresas como se fossem diferentes frutos, o suco resultante teria um único sabor com pequenas variantes. Tal sabor remete a uma só frase das bíblias corporativas: “não roubarás”. As variações são as esperadas – “não darás nem aceitarás propina”, “não levantarás falso testemunho contra colegas” e coisas assim.

Esse é o ponto onde estamos. O próximo passo pressupõe adicionar predicados à governança. Não se espante ao ouvir nos corredores da empresa, breve, coisas como “compliance humano”, “compliance ambiental” ou “animal”, entre outros qualificativos cada vez mais minuciosos – alguém aí pensou em “infantil” ou “emocional”? Sim, é nessa direção.

Os grandes candidatos a ganhar luz em 2017, porém, são os dois primeiros que enfileirei. O “compliance humano” é minha maior aposta como primeiro a se tornar fundamental na vida de uma empresa ética. Ele supõe fazer algo que algumas destas companhias já fazem, mas de uma nova maneira, muito mais séria, complexa e comprometida. Trata-se de realizar uma gestão completa dos impactos da empresa, de seus parceiros, clientes e fornecedores sobre os direitos humanos fundamentais.

Falando assim pode soar etéreo como um manual de boas intenções. Na verdade, é algo longe disso. Imagine pesquisar, avaliar e mapear as ramificações sociais de uma empresa de maneira a determinar onde, como e porque violações de direitos fundamentais ocorrem ou podem ocorrer. Esse é o primeiro passo, e a dificuldade já se mostra grande. O segundo torna hercúlea a tarefa: definir como evitar tais violações e que fazer se uma delas é descoberta.

Vamos sair um instante do abstrato para avaliar o desafio. Vou falar de uma personagem fictícia, mas cujas características são bem possíveis, chamada Zé. A Borracharia do Zé, ali na esquina, tem dois funcionários. Um deles bate na mulher dia sim dia não e costuma abusar da filha do vizinho. A Borracharia tem 10 fornecedores de insumos, entre os quais uma firma de cola que mantém empregados estrangeiros ilegais trabalhando e vivendo escondidos em troca de comida. Um dos grandes clientes do Zé é um sujeito afável que manda garotas curvilíneas levar pneus perfurados a faca para conserto. De alguma maneira, a Borracharia é um nó central nessas relações humanas. O Zé é ético mas não sabe dos detalhes de seus parceiros. Se ele resolve seguir uma estratégia de compliance humano, avaliando onde seu negócio faz interface com situações de violação de direitos das pessoas, vai descobrir que seu maior freguês explora mulheres como cafetão, seu fornecedor é escravagista e um de seus colaboradores é sociopata.

Agora, que tal expandir esse cenário para uma empresa com quatro mil funcionários, 500 fornecedores, 300 revendas e mais uma centena de parceiros diversos?

O problema não está apenas no mapeamento de violações e em medidas para evitá-las. Ele se abre ainda para questões como as reparações talvez necessárias. Se o fictício Zé é o único ou principal comprador de cola da firma escravagista, ele tem responsabilidade, ao menos ética, sobre o que ocorre lá. Talvez os exemplos que dei pareçam rudes ou exagerados – mas, asseguro, não são. Além de trabalhar com compliance, mantenho há anos uma ONG de apoio a pessoas despossuídas de direitos fundamentais. O que vemos no dia a dia é um cenário aterrador de tráfico de pessoas, de escravidão sob inúmeros disfarces e de violações que fogem à compreensão. Tudo invisível e, muitas vezes, de alguma maneira ligado a negócios éticos que não sabem da existência desse submundo em suas fronteiras ou mesmo dentro delas.

Uma das grandes questões para as companhias éticas em 2017, portanto, é se elas querem dar um passo à frente e abraçar a questão do compliance humano – ousando tornar visível o invisível para se melhorar.

Barry Wolfe é advogado pós-graduado em Direito Econômico pela Yale Law School, Mestre em Direito Internacional por Cambridge e diretor da Wolfe Associates (www.wolfe.com.br), consultoria em compliance preventiva, avaliação de riscos e investigação de fraudes corporativas.

Artigo enviado por Renata Bosco, da Allameda.com – Assessoria de Imprensa.

Publicidade infantil: uma discussão de extremos | By Marici Ferreira

Há anos venho discutindo o contexto da publicidade infantil na sociedade em que vivemos. Até que ponto a publicidade é realmente a responsável por hábitos de consumo? Até que ponto ela determina os desejos de crianças e jovens?

Tenho convicção que não existe resposta definitiva a essas perguntas. Há estudos recentes, realizados pela USP, por exemplo que contradizem aqueles mais antigos.

E porque, depois de uma década debatendo o assunto, não chegamos num modelo que satisfaça as partes? Simplesmente porque as discussões que se travam são sempre polarizadas. Depois de anos de reflexões e estudos, percebo que qualquer extremo é um grande equívoco e prejudica muitíssimo o debate.

Bato nessa tecla há muito tempo. Porque temos que ser extremistas? E, se você vai me dizer que quando se trata de proteger as crianças, devemos ir aos extremos, tenho que te dizer que, com todo respeito, você não entende de crianças e nem do mundo em que vivemos.

Se cada criança é um indivíduo único e vive em uma realidade única, como podemos dizer que a recepção de mensagens midiáticas pode “bater” da mesma maneira para todas as crianças?

Tenho dois filhos e duas netas. Nada do que foi aplicado individualmente a qualquer um deles pôde ser replicado da mesma forma aos demais. Cada um necessitou e necessita de uma abordagem diferente no momento de uma conversa. Cada um deles sente o mundo e o percebe à sua maneira.

Como podemos avaliar o conteúdo infantil pelo prisma adulto? A visão infantil deve ser avaliada desta maneira? Não vejo como algo coerente ou justo. Quem convive verdadeiramente com uma criança sabe que elas são surpreendentes. Fazem caminhos que muitas vezes nós adultos desconsideramos.

Eu realmente não acredito que a publicidade seja a vilã do consumismo infantil. Acreditar que a proibição da publicidade vai proteger a criança de alimentar desejos de consumo é leviano. Desconsidera o que mais pesa na formação do indivíduo: o exemplo. A criança é espelho e esponja. A mensagem midiática se sobrepõe ao contexto social e familiar? No que você acredita?

Eu acredito verdadeiramente numa posição equilibrada em relação a esse tema. Acredito na eficácia da classificação indicativa, em políticas públicas de educação e em regras claras para a publicidade. Mas eu realmente não acredito num mundo de extremos. Eu não acho que calar a voz de um mercado seja justo nem tampouco ético.

A polarização é uma violência contra as ideias e contra a reflexão. Polarizar é julgar, violentar e agredir. A polarização significa que ninguém escuta ninguém. E eu não vejo onde podemos chegar desta maneira. Eu não vejo ganhos para lado algum nesse formato de debate.

A verdade jamais estará nos extremos, nas pontas de nenhum debate. A virtude está no equilíbrio dessas verdades, na conciliação. Na união para o bem comum. Essa é a minha verdade. É nisso que eu acredito e pelo que vou batalhar até o fim. Vamos juntos?

Marici Ferreira é presidente da Abral – Associação Brasileira de Licenciamento e diretora de redação das revistas Zero à Três e Espaço Brinquedo, especializadas no segmento infantil.

Sobre a Abral (abral.org.br)

Constituída em 10 de setembro de 1998, a Associação Brasileira de Licenciamento (Abral) é uma entidade sem fins lucrativos que reúne todas as plataformas do negócio no Brasil: licenciadores, agentes, licenciados, fabricantes, distribuidores, varejistas, entre outros segmentos envolvidos direta ou indiretamente com o mercado de licenciamento de marcas, imagem ou propriedade intelectual e artística registrada.

Marketing de Conteúdo na jornada de compra | By Lucas Bassi

Muito além da mídia tradicional comprada e programada (conteúdo também é pago), é fundamental, hoje em dia, complementar o plano de mídia também com o marketing de conteúdo. Os canais e veículos que utilizamos nas últimas décadas têm o seu formato próprio e atuam de forma efetiva no objetivo que têm. Contudo, precisamos entender melhor como utilizar os novos formatos de comunicação digital para otimizar ainda mais os resultados.

Uma das principais funções do marketing de conteúdo é gerar sempre mais tráfego para o site e ter as marcas atreladas a diferentes tipos de conteúdos que os usuários consomem, mas também temos a oportunidade de estruturar melhor as estratégias e trabalhar de ponta a ponta este recurso no processo de comunicação. Com o objetivo de mapear os elementos da construção desse planejamento, precisamos, basicamente, entender como as pessoas agem quando passam a ter uma necessidade, ou mesmo como as pessoas agem antes de terem uma necessidade.

Se uma pessoa hoje quer comer em um restaurante árabe, é provável que ela buscará na internet esse tipo de restaurante próximo ao local que se encontra, consultar blogs que falam sobre o assunto, ou, simplesmente, pode ligar para um amigo que conhece vários restaurantes pelo mundo. Pronto, já sabemos quais canais podemos manipular para dar resposta a essa necessidade, mas, qual estratégia devemos adotar mesmo antes deste momento?

Diferente de muitas mídias que trabalham somente em alguns momentos da jornada de compra, o conteúdo pode ser trabalhado tanto no suporte da tomada de decisão, quanto no estímulo do consumo. Vejo o conteúdo atuando diretamente, com a melhor eficiência, BASICAMENTE nas duas pontas de maior importância na jornada do consumidor.

Estimulando a intenção de compra

Eu posso não precisar e nem saber da existência de determinado produto e, ainda assim, se vir alguém que considero falando dos benefícios deste, eu posso facilmente querer comprá-lo.

Outro dia, uma amiga me pediu dicas de estratégia digital para um produto novo que ela trouxe pro Brasil. Trata-se de um desodorante orgânico. Desodorante orgânico? Penso eu. No mínimo mais um produto hipster! Procurei saber mais e comecei a entender: não mancha a camisa de amarelo, é natural (legal, eu gosto de produtos orgânicos), custa R$50,00, mas dura por um ano e serve também como pós-barba. Pronto! Quero comprar este produto, fui convencido.

Se eu não tivesse estudado com essa minha amiga eu poderia nunca ter ouvido falar deste produto? Possivelmente. Porém, o universo de homens que odeiam roupas manchadas de amarelo, de pessoas 100% adeptas a produtos orgânicos e também os hipsters, é gigante.

A partir daí eu já conheço meu público alvo, sei o que eles buscam, e sei a resposta que quero dar. Preciso somente entender os canais mais utilizados por esse público, pois ninguém conhece este produto.

Atribuição direta na conversão

Muita gente acredita que basta dar um tiro de canhão com a mídia e já se converte facilmente,  infelizmente não funciona desta forma. Hoje em dia o consumidor é muito bem informado e vai em busca de ainda mais informação para ter certeza de que não vai se arrepender sobre a sua decisão. Tem coisa mais frustrante do que fazer uma compra mal feita? Pagar mais caro do que vale? Comprar algo que não atende às necessidades? É exatamente nesta etapa que o conteúdo tem um papel fundamental na eficiência de comunicação.

Mesmo quando uma pessoa quer comprar um produto que é top de categoria, aquele que qualquer pessoa escolheria de olhos fechados, como um carro BMW, uma cozinha Kitchens, um iPhone, ela busca informações detalhadas. É neste momento que o conteúdo torna-se canal de eficiência master na atribuição da conversão. Se a sua marca não está cobrindo essa etapa, ela está perdendo uma ótima oportunidade de obter um cliente no momento mais glorioso do funil; não queremos de forma alguma descartá-lo. É mandatório oferecer o produto e, de alguma forma,  prover todo e qualquer detalhamento acerca das dúvidas que possam surgir,  hoje em dia funciona assim, é parte do mix de comunicação.

Necessitamos mergulhar ainda mais com o cliente na maneira que a jornada de compra acontece. Envolver a equipe de produtos e deter os dados mais importantes das pesquisas de mercado ajuda muito na hora de decidir qual conteúdo criar e como desenvolver a melhor comunicação em cada etapa. Neste momento, é fundamental saber com clareza  quais são os principais anseios do público alvo, qual tipo de comunicação usar e,  qual canal / formato este público poderá utilizar para se informar – Gostei desse desodorante orgânico, agora deixa eu ver se ele não vai causar uma queimadura de primeiro grau na minha axila.

Lucas Bassi é publicitário com especialização em Comunicação e Tecnologia da Informação. Trabalha com marketing de performance há 10 anos e é gerente de mídia online na ReachLocal.

A matrix da notícia robô | Fatos, robôs e jornalistas. Que relação é essa se a mídia não é promíscua? Resposta vem da PUC-Campinas |

| By Prof. Me. Marcel J. Cheida |

Os robôs vieram, se instalaram e começam a invadir as redações. Várias delas já usam máquinas algorítmicas para selecionar dados e informações a fim de transformá-los em notícias. Resultados simples de medições econômicas, índices de queda ou aumento das bolsas, resultados de jogos e até notificações de crimes podem ser tratados por robôs noticiosos. A questão é: eles vão substituir os jornalistas?

A pergunta tem recorrência no passado, desde quando as primeiras máquinas foram projetadas para o trabalho de produção que, antes, era feito pelo homem. Tanto a revolução industrial como as invenções das mídias de massa, como a fotografia, o cinema, o rádio, a televisão, geraram dúvidas sobre a substituição de diversas profissões. Mas, o que ocorreu foi a adaptação, a convergência, a adequação do homem às novidades tecnológicas.

O pesquisador e professor da USP Luli Radfather, em artigo publicado na Folha de S.Paulo, elaborou o seguinte desfecho: “Seja encarada como aliada ou inimiga, a tecnologia veio para ficar. Prodígio ou bastarda, ela é nossa filha que cresceu, ganhou identidade e demanda compreensão. Rejeitá-la faz tão pouco sentido quanto adorá-la incondicionalmente. É preciso tratá-la como adulta”.

Há, entretanto, um desafio de fundo filosófico e ético na relação entre os jornalistas, robôs e o mundo dos fatos. Miguel Rodrigo Alsina, pesquisador espanhol numa obra referencial, A Construção da Notícia, observa que o noticiário não resulta apenas da combinação de informações e dados selecionados de fontes, mas, sim, de um processo de interpretação da realidade. Para tanto, a dimensão subjetiva do jornalista se torna elemento essencial, decisivo, para a elaboração noticiosa.

A aplicação de algoritmos para identificar, selecionar e ordenar dados constitui a base para a formulação de um conjunto de informações inteligível na forma de notícia. Empresas nativas digitais, como a Google ou o Facebook oferecem ferramentas de apoio na produção informativa. O projeto traz alguns limites, contudo, pois os algoritmos apresentam uma estrutura linear ou encadeada enquanto que a percepção do humano é multissensível, não-linear e nem sempre programável por lógica. O diálogo entre essas duas dimensões é o maior desafio. E, mais grave, robô é carente da dimensão subjetiva.

Os robôs conseguem identificar os dados, reorganizá-los e transformá-los em frases informativas. Ou então, reúnem notícias já publicadas em diversos sites e as selecionam e reordenam, num processo de curadoria orientada para uma leitura de conteúdo previamente filtrado. Na Suécia, a consultoria especializada em educação digital, Hyper Island, utiliza sistemas de algoritmos para escrever notícias sobre resultados de disputas esportivas e atos criminosos. Mas, ainda não conseguem desenvolver reportagens nuançadas, cuja redação depende de um olhar crítico, orientado por uma honesta subjetividade. Também o inglês The Guardian e o norte-americano Los Angeles Times, entre outros, adotaram a plataforma algorítmica.

O desenvolvimento tecnológico implica em adaptações e adequações, bem como em aprendizados daqueles que são obrigados, direta ou indiretamente, a conviver com os novos aparatos e ferramentas. Os experimentos com redes neurais tentam aproximar-se dessa condição humana, como faz o Google com projetos para ensinar os robôs a sonhar. Ou a IBM com o projeto que modela o desenvolvimento de sinapses. A web 3.0, de caráter semântico, busca criar máquinas que entendam o significado de termos e símbolos diversos e assim superar a web 2.0 que se baseia em palavras-chaves. O avanço aplicado à robótica vai permitir ampliar a forma da produção de notícias, mas ainda dependente dos programadores, editores e das limitações determinadas pelos esquemas adotados.

A jornalista Adrienne Lafrance, da revista norte-americana The Atlantic, publicada em Boston há mais de 160 anos, decidiu operar uma plataforma robótica para ensiná-la a redigir notícias. Ela reuniu um conjunto de 532.519 palavras à disposição do teste. O objetivo era o de verificar a precisão e a qualidade dos textos produzidos com base nos algoritmos. Durante dois anos, o robô Adrienne produziu textos noticiosos. O resultado foi frustrante.  A estrutura narrativa deixou a desejar.

Adrienne Lafrance, em artigo publicado na página virtual da revista, afirmou: “Tornou-se claro rapidamente que meio milhão de palavras, ou cerca de 3 MB de texto, não foram suficientes para a rede neural aprender a língua da maneira que eu esperava”.

Marcel J. Cheida é professor na Faculdade de Jornalismo da PUC-Campinas

A importância do jornalismo de dados na sociedade: a era big data

By Profa. Dra. Cyntia Belgini Andretta |

Thomas Hobbes afirmou no seu livro Leviatã que “conhecimento é poder”. Essa frase ficou extremamente difundida, mas às vezes sentimos que a oportunidade de ter acesso a esse conhecimento é tolhida para alguns e, portanto, são pessoas impedidas de ter algum poder sobre o curso de suas próprias vidas. E, afinal, como conhecemos? Conhecemos as coisas primeiramente pela curiosidade, mas também pela busca em livros, documentos, documentários, aprendemos com os anciões, com os professores, os sábios, os especialistas, que inclusive escrevem textos na internet; e também temos conhecimento do mundo pelos jornais. Se algo acontece com qualquer um desses canais ao saber, estamos dando menos oportunidades para que as pessoas tenham decisões mais acertadas em sua vida cotidiana, e isso é poder.

Sócrates também disse que “quem conhece mais a verdade é mais capaz de mentir”; portanto, ética é fundamental em profissões como as que envolvem o saber da humanidade. O jornalista, ao noticiar um fato, deve ser ético, uma vez que muitas atitudes derivarão daquela notícia veiculada.

Surgem, assim, alguns movimentos dos jornalistas que, com responsabilidade, estão aproveitando as tecnologias disponíveis no acúmulo dos séculos para fazer com que as notícias gerem de fato conhecimento e possam transformar o mundo de um modo positivo.

Há experiências de uso de realidade virtual para impactar pessoas a ajudarem quem passa fome, por exemplo. A jornalista Nonny de la Peña usou essa tecnologia para que, sentindo a experiência do noticiado, pudesse ter mais empatia e, se envolvendo, buscasse mudar de algum modo a realidade do noticiário.

Em termos de histórias mais gerais, como política, por exemplo, noticia-se um cenário generalizado de corrupção; contra isso o jornalismo, novamente munido de conhecimento e tecnologia, está cada vez mais utilizando bases de dados (big data) disponíveis em internet para ajudar nas investigações que envolvem o uso indevido de dinheiro público, por exemplo. Há palestras no aplicativo TED sobre esse trabalho de jornalismo de dados, mais viável com o advento da internet, e que oferece mais informação e conhecimento às pessoas, como por exemplo o caso Panamá Papers cujo descritivo do vídeo aponta: “Gerard Ryle liderou a equipe internacional que divulgou os documentos de Panamá, os 11,5 milhões de documentos que vazaram de 40 anos de atividade da empresa de lei panamenha Mossack Fonseca que têm oferecido uma visão sem precedentes sobre o âmbito e os métodos do mundo secreto de financiamento offshore. O maior projeto de jornalismo colaborativo na história”. Não só colaborativo, como também de dados.

Há investimentos aparecendo nessa área, o Knight News Challenge, que financiou o PANDA e o projeto Overview, também aposta em um espírito de colaboração entre os jornalistas para análise de muitos dados disponíveis. Há informação, é preciso interpretar os dados e transformá-los em conhecimento. O ProPublica, outro exemplo, liberou seu Data Store (arquivo de dados) aos jornalistas. Pioneiros como The Guardian, The New York Times, Texas Tribune, e Die Zeit continuam a elevar o nível com suas histórias baseadas em dados. É preciso senso investigativo, muita cautela e pesquisas, hoje facilitadas pela abertura de informações em rede. Desse modo, podemos oferecer jornalismo de qualidade às pessoas.

“Jornalismo de dados, jornalismo de precisão, e aplicativos de notícias são todos cruciais para o jornalismo – e o seu futuro – porque eles extraem sentido das enormes quantidades de dados”, disse Brant Houston, ex-diretor executivo da Investigative Reporters and Editors, em material traduzido e adaptado por Natália Mazotte do artigo “In the age of big data, data journalism has profound importance for society”, de Alex Howard. Ele completa: “para que as pessoas possam entender o mundo e tomar decisões e criar políticas sensatas”.

O jornalismo pode ajudar a sociedade a se desenvolver, fornecendo informações relevantes para tomadas de decisões do cotidiano ao mais complexo pensamento, desde avisos sobre a importância do uso consciente da água até as complexas economias internacionais, situações climáticas ou mesmo vacinas contra a dengue são alguns exemplos de informações úteis que podem ajudar a construção de um mundo melhor. E, aliado à tecnologia, às boas práticas do jornalismo ensinadas nas Faculdades e aos dados disponíveis em rede, o jornalismo tende a crescer.

Cyntia Belgini Andretta é docente das Faculdades de Jornalismo e Relações Públicas da PUC-Campinas.

Artigo encaminhado por Eduardo Vella, da Assessoria de Imprensa da PUC-Campinas.

Impressão digital já é realidade no mercado gráfico nacional

|By Vitor Takenaka |

 

A adoção da impressão digital pelo mercado gráfico brasileiro deixou de ser apenas uma tendência de mercado. Nos dias de hoje, principalmente devido à crescente demanda por serviços personalizados, de baixa tiragem e de alta rapidez, o uso dessa tecnologia tem se tornado cada vez mais frequente.

Com esse tipo de solução, é possível realizar serviços de impressões dos mais variados tipos e criar soluções através de mídias especiais, como papel transfer que pode ser aplicado em canecas, camisetas, azulejos e, até mesmo, em madeira. Há, ainda, a possibilidade de trabalhar com gramaturas diferenciadas de papéis, tipos e cores, com a garantia de uma impressão nítida e sólida.

Outros benefícios da impressão digital incluem:

Agilidade e simplicidade no processo de impressão – A impressão digital dispensa a produção de fotolitos ou chapas e tem o diferencial de personalização de impressões e rapidez na entrega dos trabalhos. Essa tecnologia, aliada à norma ISO 12647-8, também permite realizar provas de impressão digital no mesmo equipamento da impressão final, ou seja, é possível com um único equipamento atender demandas específicas e comuns do dia a dia das gráficas.

Redução nos custos em tiragens reduzidas – Por ser um processo mais simples, esse tipo de impressão apresenta uma grande viabilidade econômica para pequenas tiragens. Pode-se imprimir apenas o que é necessário, garantindo serviços sempre atualizados e reduzindo, assim, desperdícios com materiais.

Possibilidade de personalização de conteúdo – Com esse tipo de tecnologia, cada impresso pode ter conteúdo diferente (dados variáveis), o que possibilita uma comunicação individualizada.

Vale mencionar, ainda, que, nesse segmento, um dos destaques são as impressoras LED que imprimem branco, como os modelos C711WT e C941DN da OKI Data. Entre todas as funções, esses equipamentos são bastante utilizados para mock-ups de embalagens, provas, capas de livros, fotolivros, entre outros produtos.

Com o toner branco, o processo para a confecção dos materiais torna-se muito mais prático, substituindo processos como a serigrafia. Já no mercado gráfico, a inovação do toner branco contribui para a criação de uma ampla gama de produtos em diversos tipos de mídias, desde convites a embalagens. Utiliza-se, para tanto, diversas mídias, com maior variedade de cores e a exclusiva impressão na cor branca.

Visto que os trabalhos e as demandas estão cada vez mais segmentados e focados na inovação e no diferencial, as impressoras que atendem a baixa e média tiragens surgem como uma ferramenta importante para criar novas oportunidades de negócios para as gráficas e birôs de impressão. A tendência do mercado é se diferenciar e, por isso, a escolha do melhor equipamento tornou-se essencial para o sucesso ao longo prazo.

Vitor Takenaka é analista de produtos da OKI Data do Brasil (http://www.okidata.com/brasil)

A fadiga da informação

| Flávio Resende questiona o que fazer quando o cliente, às 23:30, faz uma solicitação e às 08:00 do dia seguinte reclama que ainda não foi atendido |

Há 20 anos, a fadiga informacional – ocasionada pela capacidade limitada de absorção do homem em contraposição à uma produção crescente, desenfreada e instantânea de informação – já me despertava interesse e, de alguma forma, incômodo.

Mais atual do que nunca, com o avanço das novas tecnologias, o tema sugere, hoje, a discussão de aspectos estruturais da vida contemporânea, sobretudo no que diz respeito ao adoecimento da sociedade, na medida em que filtrar e estabelecer limites para isso é de uma complexidade muitas vezes inatingível.

Para nós que atuamos com Comunicação Empresarial o desafio é ainda maior, uma vez que tudo muda a todo instante, gerando uma esquizofrenia generalizada e uma sensação de incompletude e de pendências.

Embora o elemento estruturante da Comunicação seja o público, uma vez que comunicamos para alguém, os canais, a forma, o timing e a linguagem mudam num ritmo enlouquecido.

Como atuar, portanto, para que a tal fadiga não nos consuma? Como filtrar o indispensável? Como estabelecer o limite para não sucumbir ao total desequilíbrio?

Outro dia, recebi uma mensagem via WhatsApp de um cliente às 23:30. Na manhã seguinte, às 8:00, eu já estava sendo cobrado pela demanda urgente que “havia sido encaminhada no dia anterior” e que, até então, não estava pronta. É isso: a velocidade e a facilidade de acesso e transmissão da informação têm banalizado a interação com o outro.

E o que fazer com tudo isso? Como resgatar, minimamente, o bom senso? Acho que a resposta está dentro de nós. Começa por nós.

Que o ritmo do mundo, das relações e do alcance dos resultados vai continuar acelerando, não há dúvidas. Mas o que é possível realizar para manter a chama do respeito acesa? Quão conscientes podemos estar em relação à nossa ansiedade? Em que medida o tempo é, realmente, um fator inconteste da eficiência?

Filtrar é um movimento necessário, assim como não se desconectar do propósito maior, que é viver em equilíbrio. Sustentar estas escolhas, diante da pressão que vem de fora, é desafiador. Às vezes, do ponto de vista prático, quase impossível – sobretudo quando observamos panoramicamente todo o processo. Mas pode valer a nossa sanidade mental, emocional e, ainda, a nossa capacidade criativa de se reinventar até que a próxima novidade tecnológica apareça.

Flávio Resende é jornalista, empresário e coach ontológico.

Luis Fernando Veríssimo estreia Encontro com Escritores

Um dos escritores brasileiros mais prestigiados, Luis Fernando Veríssimo, dá início, no dia 13 de setembro, à série Encontro com os Escritores, promovida pela Universidade do Livro. Trata-se de um ciclo de conversas com autores renomados nos mais diversos segmentos, de romancistas e poetas a quadrinistas, biógrafos e divulgadores científicos.

O encontro com Verissimo terá a forma de um “bate-papo” mediado pela jornalista mineira Paula. A proposta é que seja explorada a história criativa e editorial do convidado, abordando questões como sua formação como leitor, as influências intelectuais presentes em sua trajetória, seu processo de criação e escrita, sua avaliação do cenário editorial e livreiro contemporâneo, suas sugestões nessa área, entre outros temas e assuntos de acordo com a própria dinâmica da apresentação.

O bate-papo começa 18:30 e termina 21:30, sob inscrição enquanto houver vagas. O investimento é de R$ 60,00 por participante. A Universidade do Livro fica na Praça da Sé, 108, 7º andar (esquina com a Rua Benjamim Constant), na capital paulista.

Bem-formada e mal-educada (Quem? Eu? ;-)

 

By Luiz Gonzaga Bertelli

Não há dúvida de que as novas gerações têm o domínio da tecnologia, habilidade que conta pontos em processos seletivos e no desenvolvimento da carreira. No entanto, mais do que nunca, num mercado de trabalho tão competitivo, não basta estudar ou ser formado numa boa faculdade e ter outros domínios técnicos, se a pessoa não souber se comportar. Recente pesquisa realizada por importante empresa de recrutamento e seleção com mais de 50 mil profissionais mostrou que o mau comportamento dos funcionários é o segundo maior motivo de demissão nas empresas, perdendo só para o mau desempenho profissional. Isso inclui os mais jovens.

“Parte da nova geração não chega mal- escolarizada às empresas, chega mal- educada”, destaca o educador e filósofo Mario Sergio Cortella, em sua recente obra Por que fazemos o que fazemos? . Segundo ele, muitos jovens não têm noções de hierarquia, de metas e prazos. A isso ele associa a uma combinação de fatores, como um cenário imediatista, ou seja,  a busca rápida e fácil por resultados, e a criação num lar de pais muito protetores.

Àqueles que desejam ter mais sucesso na profissão e estar afiado com as etiquetas do mundo corporativo, o CIEE, um dos maiores agentes de integração do país, oferece a oficina gratuita Imagem profissional. Com duração de três horas, fala das vantagens de termos uma boa imagem profissional e pessoal, orienta sobre postura e vestimentas adequadas, sobre a importância da expressão verbal e do marketing pessoal. A oficina também está disponível na grade do programa de educação à distância da organização, que conta com aproximadamente 50 cursos voltados às demandas do mundo empresarial, no site www.ciee.org.br.

Luiz Gonzaga Bertelli é presidente do Conselho de Administração do CIEE, do Conselho Diretor do CIEE Nacional e da Academia Paulista de História (APH)

Aplicativo ajuda estudantes na escolha da profissão

Os cursos de Engenharia da Computação e Psicologia da Universidade Positivo (UP) desenvolveram um aplicativo para ajudar os jovens na difícil tarefa de escolher a profissão. Pesquisa da Universidade com 5 mil estudantes do Ensino Médio mostra que mais de 30% deles ainda não decidiram para qual curso vão se inscrever nos vestibulares do fim do ano. O estudo mostra uma realidade recorrente: estudantes entram indecisos no Ensino Superior e a consequência é inevitável: 20% dos universitários abandonam o curso nos dois primeiros anos da faculdade, gerando custos enormes para a educação.

O aplicativo, denominado Vocação UP, foi apresentado na Mostra de Profissões da Universidade Positivo. Disponível em IOS e Android para download gratuito, ele descreve 36 situações vivenciadas em profissões e pergunta ao usuário com quais delas ele mais se identifica. O resultado mostra com que área do conhecimento o estudante tem mais afinidade e indica os cursos superiores que se encaixam nessas áreas.

Para o psicólogo Ivo Carraro, orientador educacional do Curso Positivo e autor do livro Profissões: pais preocupados, filhos inseguros, a receita para a escolha da profissão não é tão simples como dividir entre exatas, humanas e biológicas e optar por um dos cursos oferecidos, baseado nas disciplinas que mais lhe agradam. “Esse é um bom começo, mas não é tudo”, ressalta.

Segundo o psicólogo, é importante que o jovem conheça a diversidade de profissões que o mercado oferece e identifique quais atividades desenvolvidas mais lhe agradam. Essa metodologia, baseada na lei da motivação estudada pela neurociência, vai de encontro com uma constatação levantada por Carraro em entrevista com profissionais de sucesso: “para ser um profissional bem-sucedido, é preciso gostar da profissão”. Por isso, o orientador aconselha que o candidato procure vivenciar o dia a dia das profissões que mais lhe encantam. “Entre dois caminhos a seguir, o cérebro prefere o mais prazeroso. E ele vai apontar qual o seu caminho”, garante.

Fonte: Central Press | (GC)

Nova Fronteira e Saraiva lançam coleção “Clássicos para Todos” na Bienal do Livro

A 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo (26 de agosto a 4 de setembro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi) terá como uma de suas novidades o lançamento da coleção Clássicos para Todos, que vai reunir grandes obras da literatura brasileira e universal. Considerada a maior coletânea editorial dos últimos tempos, a iniciativa é resultado da parceria entre a editora Nova Fronteira e a Saraiva.

Durante a Bienal, serão lançados os primeiros 36 títulos, em versões integrais. Entre eles, Romeu e Julieta, de William Shakespeare; Dom Casmurro, de Machado de Assis; e Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna.

Fonte: Tânia Otranto, Marcelo Couto e Luís Dolci – MktMix Assessoria de Comunicação – Saraiva | Milena Lourenço – FSB Comunicação – Nova Fronteira | (GC)

TV Cultura fará série de entrevistas com candidatos à Prefeitura de São Paulo

Sabatinas com os 11 concorrentes irão ao ar ao vivo, entre os dias 12 e 26 de setembro

A TV Cultura irá promover, entre os dias 12 e 26 de setembro, uma série de sabatinas individuais, ao vivo, com os 11 candidatos à Prefeitura de São Paulo. As entrevistas acontecerão de segunda a sexta-feira, entre 12:15 e 13:00, no programa Eleições 2016, e serão conduzidas pela jornalista Andresa Boni e por comentaristas do Jornal da Cultura, como o economista Ricardo Sennes e o cientista político José Álvaro Moisés.

Além dos entrevistadores, o coordenador-geral de Jornalismo da TV Cultura e apresentador do JC, Willian Corrêa, fará uma pergunta a cada candidato.

Cronograma de entrevistas

Primeira semana:
 12 de setembro – João Bico (PSDC);
 13 de setembro – Luiza Erundina (PSOL); 14 de setembro – Marta Suplicy (PMDB);
 15 de setembro – Celso Russomanno (PRB);
 16 de setembro – Fernando Haddad (PT).

Segunda semana:
 19 de setembro – Major Olimpio (Solidariedade);
 20 de setembro – Henrique Áreas (PCO);
 21 de setembro – João Doria (PSDB);
 22 de setembro – Ricardo Young (Rede);
 23 de setembro – Altino de Melo Prazeres (PSTU).

Terceira semana:
 26 de setembro – Levy Fidelix  (PRTB).

Fonte: Alexani Barbos – Comunicação TV Cultura | (GC)

Na fé que nos faz otimistas demais, é ganhar ou ganhar?!!

A emoção estará em todos os lugares. Esse é o diferencial  de ter uma edição de Jogos Olímpicos no País, como mostra o novo filme publicitário do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, criado pela Ogilvy Brasil.

A música “Emoções”, um clássico de Roberto Carlos, vem acompanhada de imagens marcantes do esporte mundial, em várias modalidades, com cenas de superação e muita emoção.

O filme, de um minuto e meio, está em veculação pela Rede Globo para celebrar a emoção da torcida brasileira, um povo caloroso e apaixonado, que vai estar unido para acompanhar os melhores atletas do mundo, em mais de 300 competições, de 42 modalidades. O trabalho é assinado pela agência Ogilvy Brasil.

Ficha técnica

CEO: Fernando Musa
Diretor-geral: Luis Carlos Franco
VP de criação: Cláudio Lima
Diretor-geral de Criação: Félix Del Valle
Supervisores de criação: Rogério Martins e Alexandre Fernandes
Redator: Rogério Martins
Diretor de arte: Alexandre Fernandes
Editor da criação: Lucas Pires e Kaio Mendes
RTV: Patricia Cortes, Mariana Veronez e Lucas Pires
Atendimento: Ana Paula Perdigão, Mauro Frota, Erica Barreiros, Luiza Varges, Carina Blaas, Ana Ribas e Lia Galrao
Planejamento: Bruno Cunha e Carlos Martins
Mídia: Thiago Rodrigues, Mariana Areia, Ronaldo Galucci, Caroline Nunes, Elisa Lustosa e Thiago Bravo
Mídias sociais: Jéssica Marins e Amanda Perlingeiro
Projetos digitais: Renata Rollin
Aprovação pelo cliente: Mario Andrada, Ricardo Cirillo e Sabrina Branquinho
Produtora: Conspiração Filmes
Diretor Executivo: Fábio Brandão
Direção: Isabel Nascimento Silva
Atendimento: Luisa Barbosa e Olivia Chiesi
Gerente Executiva de Produção: Tânia Pacheco
Coordenador de Produção: Lika Lopes
Assistente de Coordenação: Natasha Santana
Coordenadora de pós-produção: Luiza Waddington
Finalizador: Gabriella Paes Leme e Marcio Heleno
Montador: Tuco
Supervisor de efeitos: Claudio Peralta
Artista de Composição: Hebert Marmo, Rafael Crispim, Fernando Leka
Motion designer: Thiago Scalzo e Lilian Doring
Produtora de áudio: Big Foote
Maestro: Chris Jordão
Produção de áudio: Equipe Big Foote

Fonte: Sandra Azedo, diretora de Comunicação Corporativa do Grupo Ogilvy Brasil | (GC)

Marketing de consumo – Ações e perspectivas nos eventos esportivos

By Sérgio Silva Dantas

“Juntamente à Copa do Mundo, as Olimpíadas integram o quadro como um dos eventos esportivos mais transmitidos em todo o mundo. Além da repercussão internacional, a divulgação interna fomenta atividade de consumo e pode ser um momento chave para as grandes marcas.”

Sérgio Silva Dantas é professor do curso de Administração da Universidade Presbiteriana Mackenzie com ênfase em marketing, comportamento de consumidor e consumo de lazer

 

Unicef pede ajuda dos brasileiros para ajudar aos brasileiros

Neste momento em que o Brasil se prepara para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, o Unicef lança a plataforma Team Unicev – Mova-se pelas Crianças para proteger meninas e meninos brasileiros de uma forma divertida, combinando a atividade física e a tecnologia móvel.

A participação acontece em dois movimentos: primeiro, o usuário é convidado a correr ou caminhar cinco quilômetros – que não precisam ser percorridos de uma só vez – ao ar livre para desbloquear uma doação de R$ 5 para o Unicef vinda de parceiros corporativos. Depois, ele é incentivado a realizar ações concretas para proteger crianças e adolescentes por meio do aplicativo Proteja Brasil.

Unicef 2

O aplicativo promove o enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes ao identificar os tipos de violações e facilitar o processo de denúncia.

Para participar desse time, basta acessar o site www.teamunicef.org e sincronizá-lo com um aplicativo de atividades físicas já disponível gratuitamente no mercado. O usuário é convidado a correr ou caminhar cinco quilômetros ao ar livre até 18 de setembro e, com isso, desbloquear uma doação. Cadeirantes também podem participar.

Após os cinco quilômetros, o usuário pode continuar realizando outras atividades, como responder a um quiz sobre direitos de crianças e adolescentes e baixar o aplicativo Proteja Brasil. Dessa forma, pode acumular pontos e concorrer a camisetas do Team Unicef e uma viagem para conhecer uma iniciativa do Unicef no Brasil.

O Team Unicef – Mova-se pelas Crianças conta com o apoio de personalidades que vão ajudar a dar visibilidade para a campanha. O embaixador do Unicef no Brasil Lázaro Ramos e o apresentador Luciano Huck atuam juntos no vídeo de lançamento e desafiam o público e outras personalidades a participar da iniciativa.

Renato Aragão, embaixador do Unicef no Brasil, e sua filha a atriz Livian Aragão também participam da ação.

A campanha quer alcançar os mais de 7,5 milhões de usuários de aplicativos de atividade física e estimular as pessoas a praticar esporte. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2013, 45,9% dos brasileiros com 15 anos ou mais eram sedentários.

Proteja o Brasil

O Brasil avançou na garantia dos direitos da infância e adolescência, mas a violência ainda afeta meninos e meninas do País, principalmente os mais vulneráveis. Crianças e adolescentes são as principais vítimas de denúncias do Disque 100. Em 2015, foram registrados mais de 80.437 casos de negligência ou violência contra crianças e adolescentes (58% do total reportado ao Disque 100).

Para enfrentar essa situação, o Team Unicef dá algo concreto para que as pessoas se engajem no enfrentamento da violência contra meninas e meninos. Os usuários serão mobilizados a baixar o aplicativo Proteja Brasil, que facilita o processo de denúncias de situações de violações de direitos de crianças e adolescentes. A denúncia pode ser feita on-line e de forma anônima.

O Team Unicef – Mova-se pelas Crianças é uma iniciativa do Unicef em parceria com o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e o Save the Dream, um programa que implementa e inspira atividades de empoderamento de jovens.

A ação conta com o apoio da agência de publicidade Ogilvy Brasil.

Ficha técnica

VP Nacional de Criação: Claudio Lima
Diretor de Criação: Gonzalo Ricca
Redator: Vitor Medrado
Diretor de Arte: Paulo Engler
Planejamento: Juliana França
Atendimento: Juliana Fernandez, Fernanda Sokoloski
RTV: Rafael Rosi e Andréa Consoleto
Aprovação cliente: Edith Asibey, Nelson Leoni, Silvia Mansur de Oliveira
Produtora Imagem: Plural Comunicação
Diretores de Cena: Alex Ribondi, Thiago Sassioto, Caetano Curi
Assistente de Direção: Camila Freilha, Marília Gurgel
Produção Executiva:  Rafael Rabelo
Coordenação de Produção: Shirley Okubo
Assistente de Produção: Ane Michelli
Platô: Talita Miranda
Diretor de Fotografia: Cris Santos
Coordenação de pós-produção: Márcio Lemes
Edição/Montagem: Lucas Rodrigues
Computação Gráfica: Jair Dornelas
Finalização: Marcello Arantes
Produtora de som: Usina do Som/Marcus Panda

Fonte: Sandra Azedo, diretora de comunicação corporative do Grupo Ovilgy Brasil | (GC)

As Olímpiadas Rio 2016 e a economia brasileira

By Agostinho Celso Pascalicchio

 “Segundo pesquisas, as Olimpíadas Rio 2016 movimentarão mais de R$ 1 bilhão só em turismo. Com o alto valor injetado na economia brasileira, são criados novos cargos, com novos serviços e bens oferecidos. Entenda o lado econômico dos jogos no Brasil.”

Agostinho Celso Pascalicchio é professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie nas áreas de economia e finanças e energia

A superexposição e o impacto das mídias na cobertura dos Jogos Olímpicos

By Celso Figueiredo

“A era das mídias sociais atinge o auge a cada dia. Com os Jogos Olímpicos realizados no Brasil em pleno 2016, o que se espera é um novo capítulo na história da comunicação digital em que as redes sociais serão protagonistas mais uma vez.”

Celso Figueiredo é professor de mídias sociais da Universidade Presbiteriana Mackenzie

Casa Rio reúne líderes mundiais para debater rumos da economia no Beyond the Games Global Summit

Líderes mundiais dividirão suas visões sobre os rumos da economia e os novos formatos de negócio durante o Beyond the Games Global Summit, evento promovido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pela Rio Negócios. O evento, que faz parte da programação da Casa Rio, acontece dia 4 de agosto, na Fundação Getúlio Vargas. Dividido em dois temas principais, na primeira sessão tratará das oportunidades de investimento e comércio nas Américas. Conrad Bird, diretor de marketing do Prime Minister’s Office do Reino Unido, fará um keynote sobre o impacto da campanha “GREAT Britain” na atração de investimentos para o país. Abrindo a segunda sessão, Nadine Gasman, representante do escritório da ONU Mulheres no Brasil, falará sobre as vantagens que a diversidade de gênero traz para negócios. A segunda sessão terá dois painéis com foco na mudança dos formatos de negócios no atual cenário econômico – a partir dos avanços tecnológicos e do novo perfil do consumidor. Participam do debate representantes da IBM, GE, EY, Coca-Cola, Pepsico e Visa. Mais informações pelo link http://rio-negocios.com/casa-rio-register/.

Aulas de corrupção

By Luiz Gonzaga Bertelli

Neste ano, pela primeira vez no País, estudantes do ensino fundamental e médio terão aulas sobre corrupção. A experiência, salvo engano inédita, pelo menos em termos oficiais, se dará no Acre, fruto de lei proposta pelo deputado Jairo Carvalho (PSD). A matéria leva o nome de “Política, politicagem e conscientização contra a corrupção”. Durante o regime militar nós tivemos algo parecido com a introdução das aulas de Educação Moral e Cívica, que não foram adiante apesar dos bons propósitos.

A novidade, em principio, sugere ser mais uma dessas improvisações mirabolantes que lembram coelhos tirados da cartola. No entanto, há respaldo institucional na iniciativa. O Tribunal de Justiça e a Procuradoria Geral de Justiça do Acre deram apoio imediato através da presidente Cezarinete Angelim e do procurador Oswaldo de Albuquerque. Também existe consistência pedagógica e filosófica nela, pois uma das vozes mais vigorosas na defesa da escola nesse terreno é a do filósofo Michael Sandel, nascido em Minnesota, 62 anos, professor de Harvard, onde ministra um concorrido curso intitulado “Justiça”, que vai nessa direção. Sandel já escreveu dois livros inspirado nas suas reflexões: O que o dinheiro não compra e Justiça: qual é a coisa certa a fazer? (Civilização Brasileira).

Sua posição ficou exlicita numa resposta dada à revista Exame em entrevista publicada ano passado. Indagado sobre correções de rota quando a educação familiar não basta para cumprir a missão de transmitir valores aos filhos, ele disse que escolas e empresas têm papel essencial no cultivo daquilo que chamou de virtudes cívicas.

Virtudes cívicas vêm a ser atitudes de cidadãos que tenham como objetivo o bem comum, cuja solidez não lhes permite negociar o princípio da honestidade e do respeito mútuo. São atitudes diárias de procedimentos voltados ao respeito às leis e regras estabelecidas pelo pacto social. Sandel recorreu a um exemplo prosaico para esclarecer o conceito: obedecer ao sinal vermelho mesmo em circunstância de atraso danoso, cuja ausência de câmeras, ou radares poderiam safar o transgressor.

A julgar pela informação da assessoria jurídica do deputado Jairo Carvalho, o Brasil está de fato carente das virtudes cívicas. Recentemente foi constatado em escolas estaduais do Acre, que chapas concorrentes aos grêmios estudantis haviam comprado votos ao preço de um real ou em troca de lanches. Reproduziam práticas que remetiam às eleições a bico de pena da República Velha, ainda vigentes em grotões do País. Tão grave, ou pior, é o resultado de uma pesquisa feita pelo Curso de Pedagogia da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), de 2010, que, infelizmente, não teve a divulgação merecida. Realizado em salas de aula, o levantamento mostrou que os universitários – e estamos falando de um dos estados mais evoluídos do País – não tinham noção exata do que fossem práticas corruptoras. Atitudes francamente condenáveis na condução dos estudos, aliás, largamente adotadas, não eram entendidas como corrupção, a saber: o uso da mentira para fugir de responsabilidades escolares; a recorrência à “cola”; plágio ou cópia de textos da Internet na elaboração de trabalhos e até a compra deles. Tais desonestidades não eram vistas como corrupção. Para os acadêmicos, a falta de postura ética e moral associada à palavra corrupção era restrita aos políticos que se apropriam de dinheiro público. Se não sou político, não sou corrupto!!!

Pedagogos e psicólogos concordam que a infância, devido à disponibilidade e plasticidade da criança, é o período próprio para a aquisição das virtudes cívicas. Nessa idade o ser humano é eminentemente educável – e atenção – também corruptível, se sua formação for desvirtuada. Resta à sociedade brasileira – e o debate é extremamente promissor – decidir se a escola deve, de vez, ocupar esse espaço. A rigor, formar cidadãos também é atribuição dela.

Luiz Gonzaga Bertelli é presidente do Conselho de Administração do CIEE/SP e presidente do Conselho Diretor do CIEE Nacional.

Em qual rede social empreender em 2016?

By Adriano Tadeu Barbosa

No Brasil, temos a cultura, de qual não compartilho, de que a vida só começa mesmo depois do Carnaval. Mas ele já se foi e deixou muitas energias boas para que nosso 2016 seja repleto de oportunidades, principalmente quando tratamos de redes sociais. Os últimos dados que temos de acesso dão conta de que elas só crescem no País. A Pesquisa Brasileira de Mídia 2015 (PBM), divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, diz que quase metade dos brasileiros usa a internet regularmente.

Os conectados dizem utilizar as redes sociais para se informar, para se divertir, para passar o tempo livre e para estudar. Segundo a pesquisa, as pessoas costumam estar mais conectadas nos mesmos horários, independente do dia: das 10:00 às 11:00 e das 20:00 às 21:00.

32% dos usuários não realizam nenhuma outra tarefa enquanto estão conectados, como comer, conversar ou assistir à televisão. A conexão por aparelhos móveis já atinge a incrível casa dos 66%. Depois do Orkut, que foi a porta de entrada desta nova forma de se conectar, podemos concluir que investimos nas redes sociais para nossos negócios ou continuaremos fora de um grande mercado. Mas no meio de tantas opções, qual rede social empreender em 2016?

Este com certeza será o ano dos vídeos, porque, relativamente, a leitura na evolução da humanidade é recente. Estamos programados para prestar atenção e entender as coisas que se movem e, adicionando som, aumenta o efeito. Cerca de 90% da informação captada por nossos cérebros é visual e nós processamos imagens 60 mil vezes mais rápido do que podemos processar textos.

Por isso, o Facebook, a rede social usada por 83% dos internautas brasileiro, se adaptou aos vídeos e até oferece imagens em movimento em sua foto de perfil e um servidor próprio para os envios. Mas não é dele que quero falar. Preste atenção no WhatsApp, com 58% de internautas; no Youtube, com 17%; e no Instagram, com 12%. Todas envolvem os vídeos, e provavelmente você já pensou em utilizá-las em seus negócios ou para seu marketing pessoal.

Além das que já conhecemos, o Linkedin será a rede social com maior crescimento aos que investem em suas carreiras, negócios e marketing pessoal; e o Periscope, em ascensão por envolver os vídeos ao vivo, é uma ótima forma de integrar o branding das empresas e negócios com seus públicos, fidelizando, interagindo, vivendo a realidade e momentos.

Outra rede superimportante e com visibilidade, principalmente, entre os jovens tem um fantasma amarelo como ícone. O Snapchat veio devagar, mas agora para ficar e crescer cada vez mais. Veja que existem oportunidades, principalmente as que interagem você, sua marca e seu público. Investir em interação é a chave para 2016.  É claro que gostamos de qualidade, design, mas é sempre melhor feito do que perfeito. Pense assim e construa sua autoridade, novos negócios, marketing pessoal e posicionamento.

Adriano Tadeu Barbosa é supervisor do curso de Empreendedorismo do Centro Europeu

LÍNGUA E ENUNCIADOS SOB PERSPECTIVA BAKHTINIANA – SÍNTESE REFLEXIVA

O único meio da língua integrar-se à vida, segundo Mikhail Bakhtin, é através dos enunciados concretos. Em via de mão dupla, o único meio da vida “entrar” na língua é também através dos enunciados concretos. A premissa decorrente desta concepção constitutiva é: o emprego da língua efetiva-se em forma de enunciados, sejam eles orais ou escritos, proferidos por indivíduos integrantes de todos os campos das atividades humanas.

Os enunciados podem ser apreciados ou analisados a partir do conteúdo temático que abordam, do estilo que caracteriza sua composição, da construção composicional que o concretiza. Ao analisar os enunciados estamos, consequentemente, refletindo sobre os gêneros do discurso, cuja heterogeneidade, sob uma perspectiva histórica e social, pode ser definida como infinita. Destaca-se, ainda, o fato de a modalidade do diálogo ser a mais presentificada na comunicação discursiva do cotidiano, englobando os mais diversificados temas, funções, situações e composições dos participantes da ação.

No âmbito dos gêneros, Bakhtin define dois grandes blocos de gêneros discursivos: os primários (discursos simples) e os secundários (complexos). Os primários são os discursos compreendidos pela vida cotidiana; os complexos são aqueles que pertencem ao universo das pesquisas científicas, dos romances literários, do jornalismo, da publicidade, artístico, sociopolítico – é importante ressaltar, todavia, que os discursos complexos contêm em si mesmos os discursos simples, como vemos acontecer dos diálogos das narrativas de romances, no relato de um acontecimento no jornalismo etc. Ambos os gêneros discursivos – simples e complexos – revestem-se de caráter ideológico, o que indica, na perspectiva bakhtiniana, que determinados elementos devem ser analisados quando nos propomos a estudar a natureza do enunciado, bem como a diversidade tanto de formas como de gêneros dos enunciados.

Primeiramente, é inegável que, por se tratar a priori de uma manifestação individual, o enunciado reflete a individualidade do indivíduo que fala e/ou escreve. Mesmo quando o discurso apresenta uma forma padronizada, normalmente observada nas áreas de atuação da justiça, dos militares, dos ofícios de modo geral, em menor grau ainda será possível detectar elementos da individualidade do enunciador. Conclui-se, portanto, que há uma língua a qual podemos denominar nacional imiscuída com uma língua que podemos denominar individual.

As funções e as condições da comunicação discursiva geram determinados gêneros, isto é, tipos de enunciados, os quais podem ser avaliados em seus elementos estilísticos,  temáticos e composicionais (há padrões que propiciam uma estabilidade relativa).

Enunciado é, portanto, a unidade real da comunicação discursiva; sendo unidades da língua enquanto sistema: as palavras e as orações, no campo do significativo ou dos significados; os fonemas, as sílabas e a cadência da fala, no campo fonético.

Bakhtin enfatiza que, apesar do enunciado refletir individualidades, todo falante (oral ou por escrito) é por si mesmo um respondente em maior ou menor grau porque ele não é o primeiro falante do mundo, ou seja, o primeiro homem a suprimir (ou violar) o eterno silêncio do universo. Consequentemente, todo enunciado é dialógico, dado que o seu caráter de monológico é somente fruto de ficção ou ilusão, não da realidade concreta.

Por princípio absoluto, conforme explicita Bakhtin, antes do seu próprio início, o enunciado mantém elo com os enunciados anteriores e os enunciados dos outros. E por fim absoluto, depois do seu término, o enunciado congrega os enunciados responsivos dos outros (respostas esperadas, buscadas, manifestadas voluntariamente, involuntariamente), inclusos entre eles mesmo os silenciosos, assim como as ações responsivas baseadas na compreensão.

Exemplo: as aulas do Dr. José Gaston Hilgert no Mackenzie trazem ao convívio de um grupo os enunciados do professor compenetrados dos enunciados dos teóricos que anteriormente debateram o tema “língua e enunciados”, sendo que os enciados do Dr. Hilgert, sendo destinados aos alunos da sala, também estnao compenetrados dos encunciados dos próprios alunos que, além dos enunciados responsivos sobre o tema expressos oralmente em aula, tem se dedido a uma ação responsiva pela produção textual de enunciados baseadas na compreensão dos enunciados proferidos pelo professor e dos enunciados registrados em texto pelos autores lidos por esses mesmos alunos.

Verifica-se, conclusivamente, sob essa linha de reflexão, que há alternância dos sujeitos do discurso, conforme salientado por Bakhtin.

O sujeito do discurso se correlaciona através de todo o contexto que o rodeia, isto é, através do enunciado em seu conjunto. O enunciado é emoldurado pela alternância dos sujeitos do discurso, conectando-se por delimitação assim como por vinculação a outros enunciados. Eis o porquê de não podermos afirmar que um enunciado é uma unidade da língua. Uma oração, sim, é unidade da língua pela sua natureza gramatical, fronteiras gramaticais, lei gramatical, tendo propriedades estilísticas sob (ou dentro de) um enunciado pleno concreto. Todavia, desmembrada no enunciado, a oração não “aguarda”, não pressupõe, uma conclusibilidade, uma resposta.

O enunciado se distingue da unidade da língua justamente porque a conclusibilidade é uma de suas especificações. Ao perguntamos “que dia é hoje?”, incluímos no nosso enunciado o enunciado da resposta do outro, exaurindo um objeto e seu sentido, neste caso, pelo projeto de discurso ou vontade de discurso do falante, o qual prevê uma resposta conclusiva exclusivamente. Assim, moldamos nosso discurso por determinadas formas de gênero (padronizadas e/ou esteriotipadas ou flexíveis, plásticas, criativas), inserindo nele a entonação expressiva que pode ainda se revestir de uma reacentuação irônico-paródica, quando não sarcástica.

Em atenção a todas as peculariedades da comunicação discursiva até aqui descritas, não podemos nos esquecer que há conversas mundanas e conversação cultural, pelas quais transitam os indivíduos e seus enunciados, com mais ou menos habilidades em cada campo.

Os indivíduos falantes “recebem”, além da língua materna em suas primeiras manifestações, as formas da língua nacional obrigatórias (composição de vocabulário e estrutura gramatical), mas esse indivíduo ou sujeito “recebe” também as formas do enunciado “para ele” obrigatórias, isto é, os gêneros do discurso indispensáveis para compreensão mútua dos diálogos dos quais participará ou dos processos de comunicação discursivas os quais integrará. Em síntese, todo enunciado é um elo na cadeia da comunicação discursiva.

O conteúdo do enunciado (semântico-objetal) é uma escolha do sujeito centrado em determinado objeto.

Os elementos expressivos do enunciado definem a relação subjetiva, emocionalmente valorativa do falante com o conteúdo do objeto e do sentido do seu enunciado.

Somente o contato do significado linguístico com a realidade concreta, o contato da língua com a realidade, o qual se dá pelo enunciado, gera o principiar da expressão, a qual, por sua vez, não existe na realidade objetiva que se concretiza fora de nós.

Os exemplos seguintes foram colhidos do texto de Bakhtin e são estendidos reflexivamente:

“O sol saiu. É hora de me levantar.” – Neste enunciado, o sujeito enunciador associa o alvorecer com sua necessidade de ação: um passeio, o trabalho diário, uma fuga? Para ir além, teríamos de contextualizar este sujeito e seu enunciado.

“O sol saiu. Mas ainda é muito cedo. Preciso dormir mais um pouco.” – Neste enunciado, o sujeito enunciador associa o alvorecer com sua vontade ou necessidade de repouso: um indivíduo que não precisa trabalhar para ganhar sua subsistência, um indivíduo que trabalhou além do horário do dia anterior, uma pessoa de idade avançada com pouca força vital, um doente? Da mesma forma, para irmos além teríamos de contextualizar este sujeito e seu enunciado.

As circunstâncias dos enunciados são, portanto, típicas, correspondem a situações típicas da comunicação discursiva, englobando significados das palavras associados a alguns contatos típicos. Temos, então, expressões típicas e entonações típicas, o que equivale a dizer que a palavra da língua quando neutra – não em situação de enunciado – não pertence a ninguém, mas passa a pertencer ao sujeito enunciador quando ele com ela opera em situação determinada, compenetrada de sua expressão, dando-lhe diferentes sentidos. É assim que se estabelece o ponto de contato da palavra com a realidade concreta, sob condições reais, a partir do enunciado individual. Mas a palavra também é alheia quando é dos outros, cheia de ecos de outros enunciados. Investidos de autoridade, por exemplo, enunciados dão o tom em determinadas situações (obras de arte, jornalismo, ciência etc.), podendo ser citados e/ou imitados.

Se a experiência individual discursiva se forma e se desenvolve em uma interação constante e contínua com os enunciados individuais dos outros, fica posto que sujeitos enunciadores assimilam as palavras dos outros (e não as palavras da língua neutra, com significados exclusivamente definidos por dicionários e enciclopédias).

As palavras dos outros trazem consigo a expressão do outro, o tom valorativo do outro. Nós as assimilamos, as reelaboramos e as reacentuamos. Temos as entonações gramaticais específicas da oração enquanto unidade da língua (explicativa, disjuntiva, enumerativa, interrogativa, exclamativa, exortativa etc.), mas a entonação expressiva somente se concretiza no conjunto do enunciado.

Afirma Bakhtin que o enunciado é pleno de tonalidades dialógicas, recorrendo ao filósofo Leibniz e seu conceito de mônada para explicitar a premissa. Entendemos, pelo exemplo, que o enunciado é constituído de discursos simples, que fazem parte dos discursos compostos, sendo a relação entre os dois gêneros indissolúvel e indestrutível, visto que o falante não é, como já apontamos, um Adão mítico que interrompe o suposto, por Bakhtin, silêncio do universo.

Por obviedade, em decorrência de tudo que já foi exposto até aqui sob perspectiva bakhtiniana, sobre a comunicação discursiva, é fato que todo enunciado tem autor e destinatário. O destinatário pode ser participante do cotidiano do sujeito enunciador, um interlocutor direto do diálogo, uma coletividade de especialistas de algum campo do conhecimento, um segmento de público, um povo, correligionários, adversários, inimigos, subordinados, chefes, inferiores hierárquicos, superiores hierárquicos, pessoa íntima, estranho, enfim, até um outro indefinido, não concretizado.

O destino ou o endereçamento do enunciado é uma peculiariedade constitutiva que, sem dúvida alguma, embute determinações de seu gênero de discurso.

Bibliografia

BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e Filosofia da Linguagem. Capítulos 4, 5 e 6.  São Paulo: Editora Hicitec, 2010, 14ª ed.

BAKHTIN, Mikhail. Os gêneros do discurso. In: Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2003, 4ª ed.