Chefe de Operações do FBI quer mais parceiros na luta contra crimes cibernéticos

Durante a live de encerramento da conferência global Cyber Security Summit Brasil 2020, transmitida pelo YouTube em 29 de setembro passado, o chefe de Operações do FBI, David Brassanini, falou sobre a nova postura da agência governamental diante da estratégia contra ameaças cibernéticas em tempos de pandemia. 

O nível dos crimes cibernéticos está cada vez mais sofisticados e só tem aumentado nos últimos tempos, principalmente em razão durante a pandemia.

“Todos nós tivemos de encontrar novas maneiras de fazer nossos negócios e viver as nossas vidas. Dentro de FBI, estamos encontrando novas maneiras de cumprir a missão que temos: manter o nosso pessoal seguro, os cidadãos e a estrutura nacional. As ameaças não param, mas estamos acostumados com isso dentro do FBI. Quando as coisas ficam difíceis, nós nos adaptamos, inovamos e evoluímos. Precisamos sempre adotar uma abordagem empresarial que envolve agências governamentais, privadas, pesquisadores e organizações sem fins lucrativos em todos os países do mundo. E temos que usar as nossas perspectivas e forças de trabalho para um propósito comum, de manter nossos povos seguros e famílias protegidas, confiantes em um mundo conectado digitalmente”, declarou o chefe das Operações do FBI.

Brassanini também informou que o FBI tem focado em parcerias de todos os níveis.

“Lutamos contra ameaças cibernéticas e muitas vezes parece um jogo, investigamos um grande hacker apenas para descobrir outro. Alguns dias parece que a batalha é sem fim, então, queremos ver se podemos olhar para essa luta de uma nova maneira, com novos olhos, incluindo um olhar mais atento sobre o que podemos trazer para essa luta”.

Em conformidade com David, é comum encontrar um governo por trás das ações de hackers, o que dificulta o trabalho do FBI. O oficial contou que recentemente as ameaças mais perigosas da área cibernética foram direcionadas do governo chinês e do governo russo, contra a propriedade intelectual e contra a infraestrutura crítica, respectivamente.

“Não é só contra os Estados Unidos, outros países também são alvos do direcionamento desses ataques cibernéticos. Esses grupos são grandes, cada vez mais sofisticados e muito perigosos”, alertou. 

Segundo o oficial, a nova estratégia do FBI visa impor mais riscos e consequências aos adversários cibernéticos, tornando a ação destes hackers criminosos mais difícil e dolorosa.

“Eles precisam saber que podem ser punidos e a melhor maneira de fazer isso é avançando nossas autoridades, nossa legislação, multas e parcerias, usando isso a serviço da comunidade cibernética”, salientou Brassanini, em cuja visão a estratégia de firmar parcerias é uma mudança de mentalidade que o FBI quer desenvolver a favor da inovação, adaptação e evolução que ajudará a agência a enfrentar ameaças cibernéticas.

Citando o grupo de hackers APT41, que tinha como alvo vítimas da área de hospitalidade, medicina, tecnologia, comunicações, universidades de pesquisa, ONGs e governos, Brassanini chamou a atenção para o fato de que qualquer um, em qualquer lugar, pode ser atingido por ataques cibernéticos e encerrou dizendo que o FBI quer que o mundo saiba das acusações contra os hackers.

Fonte: Mondoni Press | (GC)

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