Gerações X, Y e Z querem notícias por mobiles. Pagando? Somente se o entretenimento vier junto. Is it possible?

A Comscore divulga os resultados da pesquisa “A próxima fronteira da mídia”, na qual consumo e fidelidade às mídias são avaliados, assim como as relações com as fontes de informações, a partir de investigações realizadas com pessoas das gerações Z (nascidas, em média, entre meados dos anos 1990 até o início do ano 2010, como sucessoras da geração Y), Millennial (ou geração Y, que compreende os nascidos após o início da década de 1980 e até 1995, podendo se estender até os primeiros anos dos anos 2000) e X (nascidos após o baby boom pós-Segunda Guerra Mundial, a partir da anos 1960 até o final dos anos 1970).

Dentre as principais conclusões do estudo, destacam-se:

– as pessoas estão cada vez mais conectadas, considerando-se receptoras e não produtoras de notícias;

– a forma de consumir informação está mudando, com a geração Z (mais jovem) utilizando as redes sociais como principais plataformas de acesso à informação e todas as gerações utilizando mais os celulares;

– a maioria das pessoas está disposta somente a pagar por conteúdo quando o considera relevante, exclusivo e que consista em uma boa forma de entretenimento;

A Comscore trabalhava, antes de iniciar o estudo, com três hipóteses: a geração Z não é leal às marcas; as mídias online serão as principais fontes de informação no futuro; e as pessoas pagarão por conteúdo premium.

A amostra da pesquisa baseou-se no comportamento de grupos dessas três gerações durante painéis e rede de censo, com alcance de 194 milhões de usuários sentados à frente de suas telas de computadores, 240 milhões conectados a celulares e tablets e 1 milhão de participantes de painéis digitais realizados ao longo de 2018 e 2019.

O estudo indica uma alteração na forma como as pessoas procuram conteúdos, sejam eles referentes a negócios, finanças, regionais, políticos ou de tecnologia, entre outros temas, com uma forte migração do uso de deskops para mobiles.

“Essa migração tem se mostrado superior a 50%, independentemente do tipo de notícia, mostrando que os consumidores estão cada vez mais conectados, exigentes e demandantes por notícias importantes, rápidas e facilmente consumíveis, algo constatado especialmente na Europa. Entretanto, os desktops continuam sendo importantes, pois os escritórios devem continuar existindo ainda por muitos anos”, pontua Alejandro Fosk, vice-presidente sênior da Comscore.

O estudo da Comscore constatou também, em comparação direta entre as gerações Z e X, que os mais jovens são menos dedicados à busca e leitura detalhada das notícias, pois 66% deles as leem rápida e superficialmente, enquanto 53% dos representantes da X se empenham em ler e compreender todo o conteúdo.

A geração X é também mais dedicada à procura e acompanhamento de notícias globais (28%), nacionais (39%) e regionais (52%) – os índices na geração Z são, respectivamente, 10%, 15% e 19%.

Quando se fala em televisão linear, a pesquisa da Comscore revelou que todas as gerações dão boa atenção aos noticiários apresentados das 6:00 às 10:00, com audiência de 80% da geração Z, 77% dos Millenials e 79% dos X. “Mas concluímos também que o público valoriza a obtenção de notícias por diferentes canais de comunicação, ou seja, que a mídia seja mais omnichannel para alcançá-lo de forma assertiva e ágil em diferentes momentos e lugares”, acrescenta Fosk.

Segundo Fosk, no que se refere às expectativas iniciais de que os consumidores estariam dispostos a pagar por conteúdos premium, a maioria das pessoas das três gerações declarou não estar disposta a pagar por notícias, entre elas 85% da geração Z, 82% da Millenium e 87% da X. No entanto, o público afirma estar disposto a pagar se os conteúdos forem úteis e exclusivos, com informação relevante ou que consista em uma boa forma de entretenimento. Foi constatado, ainda, que as pessoas hoje são fiéis a plataformas e não a publicações específicas.

“Por essa razão, acreditamos que a Apple, por exemplo, faz bem ao investir em parcerias para oferta de conteúdo relevante, exclusivo e customizado, porque o bom jornalismo continua sendo valorizado, principalmente em tempos de fake news. Além disso, essa estratégia reduz o risco de clickbait, ou seja, de atrair tráfego por meio de títulos atrativos e promessas impossíveis para perdê-lo em seguida, assim como atrai novos clientes”, explica o executivo.

De acordo com Fosk, entre os conteúdos destacados pelo público como relevantes estão os gerados por instituições como New York Times, cujas assinaturas online vem crescendo nos últimos anos; além de The Wall Street Journal, Business Insider, Netflix e Spotify, por exemplo, que conseguiram formatar pacotes com custos acessíveis, tornado a relação custo/benefício atraente para o público.

“Baseada nessas constatações, a mídia deve investir em plataformas que contenham notícias, serviços e entretenimento. Seus conteúdos devem ser interessantes, interativos e exclusivos, o que exige agilidade e excelência na curadoria. Isso porque só serão bem sucedidos os publishers que tenham plataformas proeminentes, capazes de transformar seus visitantes em membros ativos e leais”, aconselha o executivo.

Redes sociais e as gerações X, Y e Z

Ao abordar a forma como as pessoas consomem notícias, a pesquisa concluiu que as redes sociais (Facebook, LinkedIn, Twitter, etc.) são as principais plataformas de acesso à informação para 55% dos entrevistados da geração Z; enquanto na geração Millennial ou Y são consultadas por 40%; e na X, por 25%. A mídia tradicional ainda é referência para 45% da geração X, que está na faixa etária de cerca de 40 a 60 anos, e para 35% dos Millenials (entre 25 e 40 anos), mas só atinge 28% dos jovens Z. O mesmo fenômeno foi identificado em relação aos portais, que são procurados por 27% dos adultos da geração X, 23% dos Millenials e por apenas 14% da Z.

“Outro resultado interessante é que as três gerações estão compartilhando menos notícias nas redes sociais. Na mais jovem, somente 16% compartilham, enquanto 25% dos Millenials e 19% dos X, membros da geração mais velha, têm este hábito”, afirma o vice-presidente sênior da Comscore.

O estudo da Comscore também identificou que, atualmente, ao saber de uma notícia, as pessoas das três gerações gostam de discutir o assunto com os amigos, especialmente os Millenium (42%) – dos quais 37% buscam informações adicionais, seguidos por membros da X (37%) e da Z (32%). Nas duas últimas gerações citadas, 32% de cada têm a preocupação de se informar melhor. “Isto constatado, as mídias deveriam investir mais em criar eventos reais, gerar conteúdos que motivem conversações informais e entender qual a melhor forma e abordagem dar aos conteúdos, pois a qualidade e adequação ao público-alvo é cada vez mais essencial”, conclui Fosk.

A Comscore (NASDAQ: SCOR) ajuda especialistas em marketing e empresas de mídia em cada etapa do ciclo de publicidade, em todas as plataformas.

Com dados que combinam inteligência digital, TV ao vivo, visualizadores de filmes e OTT com informações avançadas sobre o público, a Comscore permite que compradores e vendedores de mídia quantifiquem o comportamento de várias telas e tomem decisões de negócios com confiança.

Líder comprovado na medição de audiências digitais, audiências de set-top box e publicidade em escala, a Comscore é uma fonte independente, confiável e abrangente de terceiros para medição entre plataformas.

Fonte: Ana Penteado – Ana Penteado Assessoria | (GC)

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