O papel que mudou nossas vidas | By Fábio Mestriner

A Biblioteca Digital Mundial (https://www.wdl.org/en/), iniciativa da Biblioteca do Congresso Americano (https://www.loc.gov/) com apoio da Unesco e a participação de mais de 30 importantes bibliotecas espalhadas pelo mundo, pode ser considerada um presente para a humanidade. Onde quer que você esteja, pode ter acesso a verdadeiros tesouros do conhecimento preservados e disponibilizados graças à tecnologia digital.

Com 20 mil títulos em português, a Biblioteca Digital Mundial permite visualizar imagens raras, como a Bíblia de Gutenberg. Ao saudar essa iniciativa generosa de compartilhamento de maravilhosas obras antes inacessíveis, me vem à mente a longa trajetória que elas percorreram até chegar aos nossos dias e cruzar a fronteira do mundo físico para o mundo virtual.

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Tal proeza tem ainda maior valor quando conhecemos um pouco da história das guerras, pestes e destruições por que passou a humanidade. Milhares de bibliotecas foram queimadas e destruídas, e muito do conhecimento original se perdeu. O incêndio da Grande Biblioteca de Alexandria, que guardava o maior acervo de obras do mundo antigo, embora eloquente, é apenas um dos exemplos que podem ser citados – e que, infelizmente, continuam acontecendo, como nos lembram as queimas de livros promovidas pelos nazistas numa Europa arrasada pela guerra.

Apesar das imensas dificuldades de conservação, essas obras só puderam ser disponibilizadas ao público por conta dos livros onde estão escritas.

Livros raros, que resistiram ao tempo e a todo tipo de ameaça, foram trazidos até nós por iniciativas tão árduas como a criação da Biblioteca Digital Mundial, ou seja, pelo incansável trabalho de bibliotecários que cuidaram delas.

Recolher e produzir o conhecimento, escrevê-lo em folhas de papel e agrupá-las no formato de livro é a prática que deu origem a toda essa proeza. Em sua gênese está a humilde folha de papel.

Foi em folhas de papel que milhões de crianças aprenderam a ler e agora podem obter e apreciar melhor a cultura e o conhecimento. Foi numa folha de papel que a declaração de independência de tantos países foi escrita; que tratados de paz puseram fim a guerras intermináveis no campo de batalha; que as leis ordenaram a vida social, protegeram os mais fracos, preservaram os patrimônios e a própria história.

Desde sua criação na China Imperial no ano 105 da era cristã, o papel presta inestimável serviço à causa do progresso e da evolução da sociedade humana. Foi ele que constituiu a plataforma que abrigou e a ponte por onde passou a maior parte do conhecimento produzido pela humanidade. Foi nele que os monges escreveram seus manuscritos, que os governantes ditaram suas ordens, as religiões firmaram sua doutrina e os magistrados, suas leis.

Hoje mesmo, quando um presidente assina um decreto, sanciona uma lei ou faz um acordo internacional, podemos ver na cobertura de imprensa, no momento da assinatura, a presença das pastas com papel e as canetas que percorrem as folhas com gestos teatrais.

Os grandes acontecimentos, que impactam a vida de nações, povos e regiões, ainda requerem folhas de papel para ter existência legal.

Num momento em que vivemos a acelerada transição do mundo físico para o mundo virtual, vale a pena lembrar e prestar nosso respeito a um produto tão simples e fundamental, de cuja importância muitas vezes esquecemos, mas que faz parte de nossas vidas. Embala os produtos que consumimos, ensina nossos filhos as primeiras letras, recebe seus primeiros desenhos e nos proporciona o prazer de ler de uma forma que jamais será superada.

Fábio Mestriner é consultor da Ibema Papelcartão. Designer, professor do curso de pós-graduação em Engenharia de Embalagem do IMT Mauá e autor dos livros Design de Embalagem – Curso Avançado, Gestão Estratégica de Embalagem e Inovação na Embalagem – Método Prático.

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O e-book Pequena História do Papel, de Fabio Mestriner, está disponível gratuitamente no site www.ibema.com.br. O texto faz parte do livro História da Escrita, do Papel, da Gravura e da Imprensa – 4 pequenas histórias que juntas mudaram o mundo, de sua autoria, com direitos cedidos gentilmente à Ibema (www.ibema.com.br) pela editora M.Books.

Gerar valor de maneira sustentável por meio da fabricação e distribuição de produtos que conquistem a preferência dos clientes, contribuindo com iniciativas que favoreçam toda a cadeia, com a dedicação e preocupação de garantir o melhor resultado para a empresa e seus clientes. Esta é a missão da Ibema, fabricante de papelcartão, que permeia a sua atuação com base no conceito de foco do cliente.

A empresa, fundada em 1955, é hoje um dos players mais competitivos da América Latina. Sua estrutura é composta por sede administrativa localizada em Curitiba, centro de distribuição direta em Araucária com área útil de 12 mil m2 e fábricas instaladas nos municípios de Turvo, no Paraná, e em Embu das Artes, em São Paulo, que juntas possuem capacidade de produção anual de 140 mil toneladas. Em seu portfolio, estão os melhores produtos, reconhecidos pela qualidade e performance na indústria gráfica.

A empresa, que atualmente conta com aproximadamente 800 colaboradores, possui unidades certificadas pela ISO 9001, pela ISO 14001 e pelo FSC (Forest Stewardship Council).

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