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IEA-USP e Itaú Social unem-se para criação da Cátedra de Educação Básica

O Instituto de Estudos Avançados (IEA-USP) e o Itaú Social anunciam a criação da Cátedra de Educação Básica, cujo objetivo é contribuir com a formulação de políticas de formação e valorização dos professores das redes públicas de Educação Básica. O convênio terá duração inicial de cinco anos, com recursos de R$ 5 milhões para as atividades do período.

“Nossa expectativa é aproximar pesquisadores e profissionais que estão no dia a dia de escolas e redes educacionais. Juntos, mobilizando diferentes áreas do conhecimento e articulando teoria e prática, há mais facilidade para encontrar soluções para lidar com a complexidade inerente à educação de crianças, adolescentes e jovens”, destaca Angela Dannemann, superintendente do Itaú Social, em comunicado à imprensa.

Para a proposição da Cátedra, o Grupo de Estudos sobre Educação, formado pelo IEA-USP, mapeou as questões mais relevantes no cenário da crise educacional do País. No período de um ano, foram realizados cinco seminários reunindo pesquisadores, educadores e gestores públicos para analisar a situação do magistério, a qualidade da educação, o uso das tecnologias em sala de aula, o papel dos documentos oficiais e experiências inovadoras no ensino básico. Ao final, foi redigido relatório que destaca os desafios reais para que ações significativas possam prosperar, mesmo diante da escassez de recursos.

Segundo comunicado à imprensa, a cátedra terá dois eixos. O primeiro deles será curadoria e apoio a pesquisas, que pretende ampliar o conjunto de estudos existente sobre experiências educacionais relevantes, em especial as relacionadas às políticas de formação e valorização docente. A ideia é identificar desafios e avanços no nível municipal e estadual que deverão, inclusive, acompanhar as experiências de implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

O segundo eixo é voltado à disseminação e debates do conhecimento produzido por meio de seminários e oficinas, produções audiovisuais de caráter formativo, e espaços de consulta e engajamento com as escolas.

“A Cátedra representa um espaço para articulação mais direta entre o setor público e o setor privado em busca de resultados efetivos nos próximos cinco anos, e não em cinco décadas. Várias frentes de colaboração são fomentadas, como a necessária cooperação entre professores do ensino superior e professores da escola básica na formação profissional docente. Um dos efeitos mais esperados é dar mais voz ao professor na organização e no planejamento do ensino, valorizando-se experiências locais bem-sucedidas e redesenhando a importância, às vezes exagerada, da padronização a que conduzem as avaliações sistêmicas e os Documentos Oficiais”, explica o Nilson Machado, coordenador acadêmico da Cátedra.

Os cinco anos de duração da cátedra serão divididos em ciclos anuais, com planos de aplicação específicos. Para o primeiro ano, as ações previstas têm o objetivo de formar os professores da rede pública para que atuem como multiplicadores. Para a primeira metade do período já estão previstos três seminários temáticos, que serão realizados em São Paulo:

– Dia 16 de março: Professor: profissionalismo e competência

– Dia 13 de abril: Ação do professor: planejamento e avaliação

– Dia 18 de maio: Formação do professor: experiências inovadoras

Fonte: Taner Comunicação | (GC) 

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