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Revolução tecnológica sem redes de fibra óptica. Vai encarar?

A atual revolução tecnológica, conhecida mundialmente por Quarta Revolução Industrial, consiste em um conjunto de mudanças com profundo impacto no processo produtivo, econômico e social, obviamente também atingindo o setor de telecomunicações. O Brasil entrou nessa, com a defasagem de sempre, como salienta Carlos Eduardo Sedeh, CEO da Megatelecom, um dos conferencistas da Campus Party 2019. Neste 14 de fevereiro, o executivo abordou o tema “Infraestrutura: a estrada da revolução tecnológica”, durante o evento, inspirando no público presente reflexões sobre os novos “disruptors” digitais e o despreparo brasileiro para assimilar e usufruir das transformações digitais em curso.

“Temos ouvido falar muito de robotização, inteligência artificial, realidade aumentada, games. Mas estamos realmente preparados para isso? Quando acontecer, será como um tsunami”, pontuou Sedh, criticando a carência de redes de fibra óptica em solo nacional. “A telecomunicação se tornou primordial e essencial para o crescimento do país. Porém, há pontos que fazem com que esta expansão estagne. Acredito que todos que estão aqui já tiveram a experiência de estar conversando pelo celular e, de repente, o sinal falha, cai. Isso acontece porque você sai de uma antena e entra em outra. Aqui não existe uma qualidade uniforme das redes.”

O lançamento da rede 5G também regou sua conferência.

“O Brasil pensa em adquirir novos produtos adeptos à futura e promissora tecnologia de transmissão, mas, quando vocês comprarem um celular 5G por ‘uma fortuna’ terão a decepção de perceber que não era aquilo que esperavam. Se não tem fibra, se não tem rede, como nós vamos fazer isso? Toda vez que ouvirem falar de 5G, sejam céticos e questionem: e a infraestrutura?”, alertou.

Sedeh finalizou sua participação na Campus Party 2019 estimulando os convidados a participaram da revolução tecnológica em andamento – ou Quarta Revolução Industrial: “Vocês, que são jovens, podem repensar a vida. Fazer uma nova faculdade, aprender a programar, se inserir nesse novo momento”.

“Who? Me?” Pergunta meu filho de 11 anos, enquanto estuda inglês para, aos 18 anos, já não ter perdido também a Quinta Revolução Industrial por continuar residindo no País. 🙂

Fonte:Fernanda Beatriz e Fernanda Elen | ML&A Comunicações | (GC)

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