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Avalanche dos avanços tecnológicos pode impactar negativamente o mercado de trabalho no Brasil

Segundo pesquisa da Universidade de Brasília (UnB), 30 milhões de empregos formais no Brasil serão substituídos por robôs até 2026, e os impactos dessa mudança precisam ser amplamente discutidos. O tema foi debatido na 100ª Reunião do G100 Brasil, neste 14 de fevereiro, conforme relata Rodrigo Dias Gomes, da Cunha Vaz Brasil Comunicação e Marketing. O presidente da Ipsos Brasil – Pesquisas de Mercado e Consultoria, Marcos Calliari, afirmou durante o encontro: “É uma perspectiva preocupante, porque temos muitas vagas que são automatizadas e cortadas, e isso gera um aumento no nível de desemprego incrivelmente alarmante. É uma discussão que foi deixada de lado por conta do contexto do País nos últimos anos, porém, com a retomada econômica, é essencial que ela volte pra agenda, porque o risco social é altíssimo”.

A discussão exige, na opinião de Calliari, reflexão de como adaptar as práticas atuais de trabalho à nova realidade. “É preciso garantir que mudemos as práticas de trabalho tradicionais pra nos adaptarmos a essa nova realidade. Uma jornada de trabalho menor pode ser uma solução, porque dessa forma as pessoas conseguem manter atividades remuneradas. Em países com alta taxa de automatização, há um índice de horas trabalhadas muito menor”, enfatizou o presidente da IPSOS Brasil, que recentemente lançou o estudo “Flair Brasil 2019: O som e o ruído”, focado em análise sobre o comportamento atual do brasileiro e em panorama para o futuro da Nação.

“As empresas também precisam preparar seus funcionários para essa transição, é uma de suas obrigações corporativas”, alertou Calliari, que vê as empresas como incentivadoras dessa automatização por conta da produtividade, sem a percepção de um resguardo social com a perda de emprego.

Segundo Carlos Aldan, CEO do Grupo Kronberg, a extrema velocidade com que a tecnologia evolui traz consequências em todos os escalões corporativos.

“Hoje, existe um desconforto contemporâneo não só entre os trabalhadores, mas também entre os líderes. Há número significativo de pessoas que estão em posição de liderança e se tornarão irrelevantes por não conseguirem fazer a transição para a realidade atual. Muitos estão presos ao mindset e às ferramentas de gestão do capitalismo industrial e ficarão pelo caminho, isso é inevitável. É uma preocupação de ordem social global, não apenas no Brasil”, afirmou na mesma reunião o sociólogo.

Em sua 100ª reunião, o G100 Brasil consolidou-se como um dos principais núcleos de estudos e discussão entre executivos, economistas, cientistas políticos e acadêmicos de todo o País.

“Um dia inesquecível para o G100 Brasil. Para nós, é motivo de muita honra chegar a essa marca com tanta vitalidade em nossas atividades, reunindo muitas das principais ‘cabeças’ do Brasil. Passamos por um momento de intensa transformação no país, e é cada vez mais importante colocar em pauta assuntos que impactam as empresas e seus colaboradores, que é o que procuramos fazer em cada reunião”, declarou Rodrigo Romero, fundador e presidente do G100 Brasil.

Composto por 100 Membros Titulares (exclusivamente Empresários, Presidentes e CEOs), divididos nos setores de Indústria, Varejo, Serviços e Agronegócios, somado a 20 Membros (Economistas-Chefes, Cientistas-Políticos, Acadêmicos e Especialistas em Segmentos), efetivos e nomeados, o G100 Brasil é orientado por alianças de conteúdos com universidades reconhecidas brasileiras e engloba uma ampla rede de parceiros estratégicos nacionais e internacionais com o intuito de aprofundamento, por meio de debates, de temas atuais e de alto impacto para colaborar com a assertividade de estratégias planejadas e nas decisões corporativas, considerando o benchmarking e cooperação entre seus integrantes.

Fonte: Rodrigo Dias Gomes | Cunha Vaz Brasil | (GC)

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