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Quem ainda tem medo de se olhar no espelho neste século XXI?

Responsável pela criação e desenvolvimento de conteúdos criativos da Getty Images para as Américas do norte, central e do sul, Andrew Delaney apresentou em São Paulo, neste 22 de maio, a análise anualmente realizada pela sua equipe global de pesquisadores criativos, diretores de arte e especialistas visuais que resulta na identificação para os próximos meses das tendências visuais que estarão embutidas nas relações de diversos públicos com a comunicação social, envolvendo a difusão de conteúdos editoriais, jornalísticos, culturais e a propaganda, por meio de todas as plataformas disponíveis para a inserção de imagens.

O estudo é realizado a partir de investigações e reflexões sobre os trabalhos publicitários e da cultura pop mais recentes, bem como do comportamento dos consumidores e dos dados obtidos pela Getty Images com base em mais de 1 bilhão de buscas e 400 milhões de downloads de imagens dos bancos da empresa, acessado pelos sites gettyimages.comistock.com.br

Mais do que nunca, cidadãos têm sido impactados diariamente por imagens produzidas por amadores e profissionais, as quais buscam provocar neles algum tipo de reação, seja simplesmente de característica afetiva, seja com o intuito de motivar decisões de consumo de produtos e serviços. Redes sociais como Facebook e Twiter tornaram-se um universo com aparência de infinito pela exposição de imagens unidas ou não a textos que as reafirmam ou contradizem – paradas e em movimento –, potencializando de modo fenomenal aquele que já era um cenário absurdamente poluído de provocações visuais nos anos anteriores ao surgimento da internet, transitando-se dos cartazes e outdoors a céu aberto às telas de televisores e páginas de revistas e jornais apreciados em espaços fechados.

Nesse meio totalmente efervescente de acontecimentos, envolvimentos, afastamentos e aproximações, o que agradava aos olhares ontem de determinado segmento de público hoje já não agrada mais, tornando assim cada dia mais criterioso e cuidadoso o trabalho de designers, publicitários e comunicadores, ainda mais quando o job é fruto de altos investimentos feitos por marcas e empresas, através de seus planos estratégicos de marketing e propaganda. Ou seja, o risco de errar é fator constante na vida desses profissionais, todavia, as fontes de inspiração e as opções de caminhos a seguir também vêm sendo engrandecidas pelas mudanças de comportamentos sociais deste século XXI, principalmente no mundo ocidental, onde um dos aspectos positivos da globalização é a disseminação do gosto pela diversidade cultural, pela queda de fronteiras, pela sociedade do conhecimento, pela quebra de paradigmas. Podemos até dizer que as redes sociais têm feito com que, na atualidade, muito do que era invisível para tantos há tempos atrás tornou-se finalmente visível, o que tem contribuído tanto para o enriquecimento cultural das nações como para tomadas de decisões sobre o que precisa e deve ser mudado em face de um retrato muito mais real do nosso mundo e das relações que nele estamos construindo.

Andy Saunders, senior vice-presidente criativo da Getty Images, declara no editorial do livro “Creative in Focus 2018”, dedicado às novas tendências visuais: “Quando imagens estão em todos os lugares, às vezes é fácil esquecer como fotos podem realmente nos mover emocionalmente e psicologicamente; como elas podem expandir os limites do nosso mundo. Enquanto eu olhava para as imagens deste livro, eu senti otimismo vindo delas: uma visão de mudança, de novos heróis. Para muitas pessoas que eram anteriormente invisíveis, cujas faces e corpos nunca eram incluídas nas mídias de massa convencionais, isto é realmente muito importante. Estes são pequenos passos para construirmos um mundo muito mais rico culturalmente e interessante. Mas pequenos passos podem compor uma grande imagem”.

Além de inspirar, o livro “Creative in Focus 2018” ensina os leitores a olharem sempre para a frente quando o objetivo é transcender os objetivos de ontem, avançando do presente para o amanhã sem perder o link emocional, psicológico e até comercial com o público objetivado. Nele, as três principais tendências de 2018 foram sintetizadas sob uma lente metafórica que descortina os anseios visuais em seus entrelaçamentos com o social em movimento. Vejamos:

g1

A tendência “segundo renascimento” indica o mesclar da diversidade aos temas clássicos. “A arte renascentista se tornou nova mais uma vez com o segundo renascimento, em que artistas com iPhones criam imagens que evocam uma sensação de arte clássica.”

ge2

A tendência “realismo conceitual” é o mostrar da realidade de maneiras inesperadas. “O realismo conceitual nasceu da evolução em longo prazo de tendências visuais, das novas tecnologias e do atual ceticismo do público em aceitar as coisas como elas parecem ser.”

g3

A tendência “masculinidade desfeita” é a redefinição do que significa ser um homem. “Os homens, assim como as mulheres, geralmente são retratados como estereótipos na mídia, desde o atleta, aos pais representados na TV e a imagem do homem preguiçoso. Com a masculinidade desfeita, o conceito antiquado de masculinidade está desaparecendo. Vemos um movimento em direção a um lado complexo, gentil e emotivo dos homens, distanciando-se da identidade visual masculina padrão em anúncios e comunicações.”

Com base em Seattle, nos Estados Unidos, a Getty Images fornece imagens a mais de 100 países, para pessoas e corporações. Seu banco compreende, atualmente, mais de 80 milhões de imagens e ilustrações, além de 50.000 horas de filmagens de ações. Os trabalhos fotográficos e de filmagens também podem ser feitos de modo personalizado, sob briefing dos clientes da empresa.

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