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Sentimento anti-imigrante, incertezas econômicas e ufanismo patriótico em mercados emergentes podem implodir a globalização

New York —Um novo estudo divulgado hoje pela Havas Worldwide revela que o debate “nós contra eles” que divide as campanhas de Trump e Clinton está rapidamente ganhando força em todo o mundo. Com mais de cinco milhões de refugiados sírios deslocados, uma União Européia ferida que se recupera das consequências da Brexit e ataques terroristas quase todos os dias, a confiança nos outros e a confiança no futuro estão em declínio assustador.

O relatório “Orgulho e preconceito: mudando mentalidades em uma Era de Incerteza” pesquisou pessoas em 37 países. As principais descobertas incluem:

1 – O orgulho já não é o domínio das nações ocidentais, como é frequentemente assumido. Uma onda de neo-patriotismo está varrendo tanto os mercados emergentes como as nações tradicionais; 70% das pessoas mundialmente concordam com a declaração “estou orgulhoso do meu país”; e os países mais orgulhosos do mundo, neste momento, são:

• Camboja (97 por cento concordam)

• Laos (96 por cento concordam)

• Arábia Saudita (94% concordam)

• Índia (93 por cento concordam)

• Mianmar (91 por cento concorda)

• Emirados Árabes Unidos (88% concordam)

• Filipinas (86 por cento concordam)

• Austrália (85 por cento concordam)

• China (77 por cento concordam)

2 – Fiel à Brexit, o passado, e não o futuro, é onde está a confiança das pessoas, em grande parte graças ao colapso financeiro global. O sucesso econômico foi o contribuinte menos significativo para o orgulho nacional em 29 dos 37 países pesquisados.

• Itália (3 por cento), Adriático (4 por cento) e Argentina (5 por cento) são os mais desiludidos, enquanto Cingapura (71 por cento), Alemanha (55 por cento) e Índia (45 por cento) expressam confiança em seu futuro econômico.

• Não surpreendentemente, apenas 20 por cento dos entrevistados no Reino Unido estão orgulhosos de sua economia, enquanto apenas 31 por cento dos americanos têm fé no futuro financeiro de seu país.

3 – Mundialmente, 45% das pessoas acreditam que seu país está se movendo na direção errada, e um número igual de pessoas são a favor de tomar medidas extremas em troca de maior segurança. Refletindo a campanha de Donald Trump, 35% dos americanos indicam o apoio para uma proibição de imigrantes dos países conhecidos por abrigar terroristas. As 10 principais nações que apoiariam uma proibição semelhante são:

• República Checa (78%)

• Rússia (72%)

• Estônia (64%)

• Turquia (62%)

• Lituânia (61%)

• Laos (54 por cento)

• Índia (50%)

• França (47 por cento)

• Alemanha (46 por cento)

• Bélgica (46 por cento)

“Como uma organização global com um dedo no pulso dos cidadãos do mundo, muitas vezes consideramos um desafio compartilhar dados que podem ser pessoalmente perturbadores”, declara Andrew Benett, CEO global da Havas Creative Group. “Tantos analistas de notícias se encontraram nessa mesma posição recentemente, pois observamos com preocupação o aumento da exclusão e o declínio da civilidade. No entanto, este estudo também revela um grande imperativo e oportunidade para contrariar esses sentimentos de pessimismo e insegurança, reforçando os valores de transparência, segurança, confiança e união.”

“Orgulho e preconceito: mudando mentalidades em uma Era de Incerteza” baseia-se em resultados de uma pesquisa on-line de 11.976 pessoas com mais de 18 anos de idade em 37 mercados. A pesquisa foi criada pela Havas Worldwide e realizada pela Market Probe International. Para obter mais informações ou para fazer o download do relatório, visite mag.havas.com/prosumer-report/pride-prejudice.

A rede Havas Worldwide (facebook.com/havasworldwide e @havas) é líder na indústria de comunicações que oferece soluções integradas a marcas líderes. Com sede em Nova Iorque, a rede reúne 11 mil especialistas em 75 países e é a maior unidade do Grupo Havas.

Fonte: Luciana Munaretti – Loures Consultoria | † (GC)

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